domingo, 15 de janeiro de 2012

#Viagem: Pucón para Chiloé.

 Na manhã seguinte a escalada do vulcão deixamos Pucón e partimos rumo a Ilha de Chiloé. Localizada a pouco mais de 167 Km ao sul de Puerto Montt, extremo sul do Chile.

Fizemos duas paradas nesse dia, uma para almoçar em Valdívia. Localizada a 835 km ao sul de Santiago, na região dos rios, Valdivia possui em torno de 150 mil habitantes e é cortada pelos rios Cau Cau e Calle Calle.

As meninas, descansando.



Valdívia é cercada de lagos.

Rio Calle Calle.


E a outra, para tomar um café da tarde em Puerto Montt - localizada no seio de Reloncaví, é uma cidade porto que vive do cultivo do salmão, do comércio e do turismo. Aqui chegam os cruzeiros e saem os ferrys rumo a Chiloé e as embarcações que percorrem os fiordes de Aysén e Magalhães. É o ponto de partida para começar a percorrer a estrada que tem por nome Carretera Austral(Estrada Austral) - Depois, seguimos viagem.


Praça central de Puerto Montt.

Será a Pincoya namorando na praça?



Para chegar a Isla de Chilóe fomos até Pargua, onde fizemos a travessia em um transbordador (ferry boat) pelo canal de Chacao, leva em média 30 a 40 minutos . Nosso primeiro destino na foi Castro (capital da Ilha).
Um pouco sobre a História de Chiloé (Terra das Gaivotas, na língua Mapuche).
Descoberta em 1540 pelos espanhóis e colonizada 1567.
Em 1960, Chiloé por pouco não virou apenas um mito. Ocorreu no arquipélago uma das maiores tragédias naturais do Chile, um terremoto acompanhado de um maremoto atingindo 9,5 pontos na escala sísmica.
" As águas retrocederam três vezes e, com a fúria de um tsunami, alagaram anos de história dos huilliches ("homens do sul" em língua mapuche), considerados os principais indígenas da região. Levando casas de madeira de cipreste sustentadas sobre palafitas, um dos maiores símbolos chilotes; destruíram todos os edifícios públicos de Ancud e deixaram mais de 800 habitantes mortos ou desaparecidos.
Até o pacato rio Pudeto ganhou força e virou mar após o alagamento na região". (Fonte:Eduardo Vessoni- colaboração pa Uol Viagens).
Chiloé é repleta de lendas e os principais personagens são: A Pincoya, uma espécie de sereia, que atrai os homens no mar (considerada a deusa da Fertilidade). O outro, é um duende muito feio acusado de ser sedutor de donzelas denominado Trauco.

San Francisco (Patrimônio da Humanidade, segundo a Unesco)


    O que nos chamou a atenção foi o número de igrejas existentes na ilha, são 160 igrejas em madeira, construídas pelos missionários Jesuítas e espalhadas pelos 180Km do arquipélago. A UNESCO tombou 16 delas  como Patrimônio da Humanidade.  É no mínimo curioso pensar na relação do catolicismo com este povo de alma indígena e repleto de tantos mitos.
O que encontramos por lá foi um povo muito hospitaleiro.

Atende para os detalhes do teto, todo em madeira.
Chegando em Castro, nos hospedamos e fomos dar um passeio na cidade. Existe uma parte mais alta e outra mais baixa próxima a região pesqueira. As construções são, quase em sua totalidade, de madeira em um estilo arquitetônico diferente, adaptado para as  condições climáticas da Ilha.




  Casas pintadas com cores vivas o que dá um colorido especial á cidade. E, é claro, não poderíamos deixar de falar nas tão famosas palafitas, situadas na parte baixa da cidade. Nos dias em que passamos por lá a maré estava baixa, o que nos permitiu uma melhor visibilidade delas. Chiloé como um todo, tem uma peculiaridade em relação ao tempo, a ilha fica encoberta por nuvens até a metade da tarde, o que nos dava a impressão que iria chover a qualquer momento. Costumávamos dizer que o dia amanhecia por volta das 15:00h, quando o céu limpava e o sol surgia, dando outro astral e nos permitindo ver as belezas naturais do local.


As palafitas ficam na parte baixa da cidade.



Forte atividade pesqueira.

Escadas dão acesso a parte mais alta da cidade.
Quando ir?
Durante todo o ano.

Como chegar
Você pode ir de Santiago a Puerto Montt  via terrestre, em transporte público ou particular. Em Puerto Montt, dirija-se ao sudoeste até chegar a Pargua onde você deverá tomar uma balsa para cruzar o Canal de Chacao até a ilha (foi desta maneira que fomos até lá). Tome a Rota 5 Sur na direção oeste até chegar a Ancud. De Ancud a Castro são 85 km.

Atrações
Igreja San Francisco (Patrimônio da Humanidade, segundo a Unesco)
Palafitas
Feira artesanal
Museu regional de Castro
Festival de costumes chilotes, no mês de fevereiro
Igreja de Llau-Llautro 
Igrejas Vilopullí, Rilán, e San Francisco 
Capela de Quilquico 
Montanha Millantué 
Parque Municipal de Castro

Atividades
Caminhada
Fotografia
Observação da flora e fauna
Percurso cultural e patrimonial 

Serviços
Berçário, comida, alojamento, vias de acesso, transporte, entretenimento.

Permanecemos um dia em Castro, seguindo para a outra cidade considerada a mais importante da ilha: Ancud.


Gostou? Então deixe seu comentário.

Para ver mais fotos da nossa viagem para o Sul chile:

https://www.facebook.com/confrariados.lobos/media_set?set=a.326910994056605.77511.100002131215827&type=3

sábado, 14 de janeiro de 2012

#Viagem: Pucón, passeios- águas termais.

As agências de turismo de Pucón oferecem diversos passeios para serem feitos. Optamos pelo Tour la zona Experience e em escalar o vulcão Villa Rica.



Contratamos a agência de turismo Volcan VillaRica, fomos muito bem atendidos pelo Camilo e surpreendidos ao olhar para o teto e ver a bandeira do nosso país repleta de nomes brasileiros, ficamos contentes, nos fez sentir um pouco mais "em casa". É claro que deixamos nossos nomes escritos lá também.
Volcán Villarica, contatos : e-mail: www.volcan.villarica@hotmail.com , site: www.tourvolcanpucon.com .

Lobo, autografando a bandeira.

Devidamente registrado.

Marcas devidamente fixadas.
 Infelizmente no dia em que fizemos o passeio até as águas termais chovia ainda, mas, mesmo assim encaramos o desafio e podemos dizer que valeu a pena. 
O passeio começa com uma visita a uma aldeia indígena.
Lá você encontra uma pequena feira de artesanatos e restaurantes com comidas típicas. Nos deparamos com alguns jovens indígenas em meio a uma aula de pólo, ministrada por um inglês, que passa uma temporada por lá.


Lobo, praticando seu inglês e espanhol.

A Oca!

Lago andino.

Depois do passeio pela aldeia, fomos levados a Los Ojos Lanuna Azul. O lugar é  muito bonito, andamos e fotografamos bastante.A única coisa que nos molestou-é, coisa mesmo- foi um bicho lá chamado de Távano, é uma mutuca das nossas em tamanho gigante e mais preto.Nossa, eles são muitooo chatos e andam em bando (ou melhor voam) e o pior, descobrimos que eles só vivem no mês de janeiro, pode???? Outra informação importante que recebemos e que constatamos literalmente na pele é que roupas de cores escuras os atraem. Portanto, quando for ao sul do Chile nessa época, lembre-se se levar roupas claras para os seus passeios.

O lugar é simplesmente muito lindo!






Deu para perceber o motivo de chamar lagoa azul?





Continuando nosso tour, depois de ver o lindo lago azul , caminhar por entre árvores nativas, seguimos para uma praia de lago. Realmente uma pena o tempo não ter ajudado muito.





Na sequencia fomos conhecer os “Ojos del Caburgua” com águas provenientes dos rios subterrâneos que nascem do Lago Caburgua. Finalizamos com uma visita ao Parque Termal Menetue. O parque é muito bonito e a temperatura média da água é de 40º. Fomos preparados, levamos toalhas e roupas de banho, mas ao chegar lá as piscinas naturais estavam muito cheias, preferimos não entrar.





No parque você encontra casinhas que servem para você se trocar, ir ao banheiro e armários para deixar seus pertences. Não possui lugar  para comer, por isso é necessário levar um lanche. Todos os ingressos de acesso ao lugares visitados, tanto públicos quanto os privados, já estão incluídos no passeio. Por sua conta: lanche, água, roupa de banho, toalha e é claro, uma máquina fotográfica.
Apesar da chuva que se fez presente em alguns momentos e do dia nublado, o passeio valeu a pena.
Agora é encarar a subida ao vulcão na manhã seguinte.Estamos os quatro empolgados e ansiosos  pela aventura.
O jantar dessa noite foi uma tábua de frios regada a  Casillero Del Diablo, perfeito para uma noite fria e chuvosa. Ainda mais quando se está em boa companhia.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

#Viagem: Escalada ao Vulcão Villarica

Sobre o Vucão Villarica: "Villarrica é um vulcão situado na cordilheira dos Andes, IX região da Araucania, Chile, nas coordenadas geográficas: 39.42°S 71.93° W. Seu cume se encontra a 2843 m de altitude, e é classificado como um estratovulcão. Em seu sopé encontram-se as cidades de Pucón e Villarrica. Este vulcão permanece coberto por neve durante todo o ano. É também conhecido como Rucapillán, ou "casa do demônio" na língua mapuche. Este vulcão, junto com o Quetrupillán e o Lanin (sendo que o último é compartilhado pela Argentina e pelo Chile) encontra-se dentro de uma área de preservação ambiental conhecida como Parque Nacional Villarrica.
O Villarrica é um dos mais ativos de todo o Chile. Sua última grande erupção ocorreu em 1980. Quando a população de Pucón teve de ser evacuada (embora a lava não tenha atingido a cidade). Ainda hoje, quase 30 anos depois, ainda é possível identificar o trajeto que a lava tomou nesta erupção pelas ravinas formadas na floresta presente no sopé do vulcão. Embora na atualidade ele não esteja em erupção, é comum observar fumarola ser expelida de sua cratera". (Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Villarrica_, acessada em 7/02/2012).
Após definir, segundo a Wikipedia, o vulcão Villarica falemos agora da nossa percepção e ansiedade em chegar até ele.
Acordamos as 04:00h e nos dirigimos, os quatro (Edna e Lobo, Marli e Márcio) até a agência de turismo, não havíamos entendido muito bem até aquele momento o motivo de estar lá tão cedo. Quando os guias começaram a nos apresentar e entregar as roupas e equipamentos que iríamos utilizar entendemos o motivo. Levamos cerca de uma hora e meia até que todos nós (cerca de 30 pessoas), conseguimos nos vestir e entender o uso de cada equipamento. Depois seguimos de Van até o Parque Nacional  Villarica . Lá os guias dividiram suas equipes, um guia para cada 12 pessoas, explicaram como seria a subida, como agir em caso de deslizamentos e ventos.Pegamos nossas mochilas, munidos de água e lanches para a subida e seguimos para o teleférico. Esta etapa é opcional, mas se você decidir subir pelo teleférico (o que é até recomendado pelos guias) você economizará energia para a subida na neve.
Descemos do teleférico e começamos a escalada do vulcão, a subida é bem íngreme  e cansativa, exige um bom preparo físico.
Quando estávamos na segunda parada para descansar, o tempo lá em cima começou a mudar, rajadas de vento muito fortes jogavam em nossos rostos pedriscos de gelo e nos forçavam a agachar até que ela passasse. Aí, andávamos mais um pouco e lá vinha outra. Começou a ficar ainda mais difícil e pesada a subida. Isso sem falar nas rochas que vem rolando lá do cume. Quando ouvíamos alguém gritar "roca", parávamos para ver em que direção ela vinha para poder desviar. Mesmo assim, consegui ser atingida  por uma pequena, mas te digo, na velocidade em que ela desce, a sensação foi de um soco na altura do rim. Sobrevivi (risos). Depois, começaram a gritar água, na hora não entendemos, logo em seguida garrafas pet começaram a passar por nós, o vento era tanto que as "arrancava" das mãos de quem as seguravam.
Lá pelas tantas, após mais uma rajada de vento o Lobo se desequilibrou e levou um tombo, nada grave, apenas um susto. Em seguida, os guias começaram a passar rádio para a base do vulcão e recebemos ordens para descer devido as condições do tempo. Infelizmente não foi possível finalizar a escalada.
Se a subida estava cansativa, lhes digo que a descida também não foi nada fácil, aqueles grampos colocados no calçado para evitar quedas, tornam-se pesados. Outra: descobrimos que o teleférico só servia para subir o pedaço de terra, mas não descia. Óh céus, em vários momentos queríamos que as pernas fossem para a direita e elas teimavam em ir para a esquerda. Risos.
Depois de concluída a descida do vulcão por todos que o estavam escalando, fizemos uma parada para um lanche e para repor as energias.
Vou fazer uso das palavras do lobo: Vulcões são um espetáculo natural. Embora não tenhamos conseguido finalizar a escalada, podemos dizer que foi sensacional e por muitas vezes parávamos e nos olhávamos como que diz: Caraca estamos sobre um vulcão!!!!!!!
Mais uma vez nos sentimos pequeninos e no nosso devido lugar perante o que Deus criou e perante a força da natureza.
Ficamos maravilhados com a paisagem lá de cima e com o espetáculo que o Villarica nos proporcionou. Em outra ocasião voltaremos lá, para tentar finalizar a subida. Marli e Márcio, nos disseram que nos darão sua máquina fotográfica para subir conosco, heheheheh.

Preparação!


Vista do teleférico.


Subindo...

As rochas, descendo.

O tempo fechou, hora de descer.

Um por todos, todos por um!!

Descida difícil

Eu e a Marli, fazendo um lanche básico.

Juntos vencemos qualquer desafio.

O imponente Villarica (Foto Mácio e Marli)

 De volta a Pucón, fomos finalmente agraciados pelo Rei Sol e pudemos finalmente ver a cidade e o Vulcão com outras cores.



Abençoados pelo Villarica.
Lago Andino.
 Bem, depois desse dia repleto de aventura e emoção, chegou a hora de ir dormir, afinal, o Lobo ainda tem mais uma prova pela frente, rsrsrsrsrsrsr.

My Ironman.
OBS: Fizemos nosso passeio com a Volcán Villarica, fomos muito bem atendidos pelo Camilo. Contatos: e-mail: www.volcan.villarica@hotmail.com , site: www.tourvolcanpucon.com