segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

#Viagem 2º dia: Rosário do Sul, RS para Las Flores, AR


Saímos de Rosário de Sul, com um belo dia para viajar, sem calor forte e sem chuva. Hoje pretendemos atravessar o Uruguay e chegar em Las Flores, no lado argentino.
Estrada tranquila até Riveira, onde fizemos a aduana para ingressar no Uruguai. Sem filas e sem complicações, apenas o pessoal do câmbio no lado de fora da Imigração, mais insistente do que nunca para trocar dinheiro, dessa vez até um trocado nos pediram (fim dos tempos). Já tínhamos levado alguns pesos uruguaios para passar o dia. O que foi bom, pois não estavam pagando muito bem no real.

Seguimos viagem por este País que gostamos tanto, de paisagens lindas, onde as pessoas são educadas e muito gentis. Sem problema algum com a polícia.


As estradas no geral são sempre muito boas no Uruguai, aquelas retas "infinitas", onde se vê em ambos os lados criações de gado, ovelhas e Avestruz (estas na região de Salto, já estão até exportando a carne).
Temperatura hoje muito agradável para o verão, normalmente nessa época costuma ser muito quente nessa região, já chegamos a pegar temperaturas de 40ºC em janeiro de 2014.







Gado.





Avestruz

Ovelhas.
Ficamos surpresos ao nos deparamos com buracos na pista, mas em poucos trechos, mais lá na região das termas (Salto, Arapey , Daiman). Assista o vídeo abaixo.


video


Fizemos a passagem para a Argentina por Paysandú (Ponte Internacional) no lado uruguaio e Colón no lado argentino.

Antes de Fazer a imigração você paga um pedágio para passar a ponte, 40 pesos uruguaios para moto, este foi o único que pagamos no País, em todos os outros, motos são liberadas - passando por uma via lateral. Os tramites foram rápidos, não havia quase ninguém no horário em que passamos. Existe ali também um Free Shop, mas só se pode comprar quando se está ingressando no Uruguai.



Tarifas.

Depois de realizados todos os tramites, cruzamos a Ponte Internacional e chegamos no lado argentino (Colón).

Pte. Internacional Gral. Artigas.


Entre Gualeyguachú e Zárate, passamos pela ponte sobre o Rio Paraná. Assista o vídeo e observe que a ponte tem pilares e tabuleiro muito alto para poder passar navios que navegam até no rio Paraguay até Assunção, a Bolivia , e Corumbá  no Mato Grosso . Ao lado da ponte passa uma malha ferroviária.

                             video

A estrada e as viagens tem dessas coisas, encontramos hoje ao parar para abastecer, um casal de Blumenau também descendo para Ushuaia. Conversando, descobrimos que temos algumas pessoas conhecidas em comum (esse mundo é mesmo muito pequeno). Após as apresentações seguimos nossa viagem de moto e eles de Carro, fizemos o restante do trajeto juntos.


Chegando em Las Flores, tudo indicava que viria uma baita chuva, mas conseguimos chegar até lá sem ela. Conseguimos encontrar o Hotel com vagas e sem a necessidade de entrar na cidade para procurar por um, o que nos deixou contentes, pois no dia seguinte seria só seguir viagem a partir dali. Normalmente as entradas e saídas das cidades tomam um certo tempo e exigem paciência. Conseguimos vaga também para nossos novos amigos Fredy e Sonia. O hotel não oferece jantar nas suas dependências, mas, a poucos metros existem dois restaurantes, indicamos o primeiro, logos após o Hotel. Foi um jantar animado e divertido.

Fachada do hotel.
Café da manhã.
Depois de uma boa noite de sono no Hotel Residencial Balo (http://www.balohotel.com/contacto), tomamos nosso café da manhã e voltamos para a estrada. Recomendamos: acomodações simples, porém muito limpas, excelente colchão, roupa de cama e toalhas limpas, chuveiro com jato forte, perfeito para dar aquela amolecida na musculatura depois de um dia de estrada, wi-fi, estacionamento fechado e atendimento excepcional. O pernoite inclui o café da manhã.



Embora Fredy e Sônia tenham praticamente o mesmo roteiro que o nosso, contam com tempo menor para realizá-lo, devemos então, voltar a nos encontrar em alguma outra altura da viagem novamente.
Hora de voltar pra estrada.



Total Rodado Hoje: 1.066 Km.

Trajeto do dia:
Observação: No Google não aparece essa ponte em Paysandú, motivo pelo qual, pintamos em vermelho a rota que fizemos.




Amanhã tem mais.


domingo, 28 de dezembro de 2014

#viagem: 1º dia: Florianópolis, SC - Rosário do Sul, RS.

E finalmente chegou o dia de  da nossa tão esperada e planejada viagem : 28/12/2014 -Rumo a Ushuaia.
Saímos de Floripa e nosso destino final foi Rosário do Sul, RS.
O primeiro dia foi tranquilo, estrada no geral muito boa. Uns 100 km antes de chegar em Rosário é que a pista ficou ruim, asfalto com desgastes e alguns buracos. Temperatura média de 27 graus. Sem chuva forte. Tudo certo.
Passamos por dois pedágios, um  em Gravataí  R$2,55 e o outro em Eldorado do Sul, que nos custou R$ 5,15.

Algumas fotos do trajeto!

Saída de casa.









Pegamos aquele trânsito "básico" em Laguna, alguns quilômetros de fila, mas nada que nos tirasse o sorriso do rosto, afinal, estávamos apenas começando nossa viagem. 
Impressionante como as pessoas de adaptaram ao congestionamento nesse trecho e já aproveitam para ganhar algum trocado, vendendo água, frutas, salgadinho e pasmem, oferecendo o banheiro de casa para ser utilizado no valor de R$3,00 por pessoa.
 Após passar a fila e aproveitar para fotografar calmamente a nova ponte, seguimos viagem, admirando as belas paisagens.



 Região de plantação de arroz, formam belas paisagens.
Plantação de arroz.









Guaíba

Região de Bagé, RS.


Próximo a Rosário do Sul, RS.





Gostamos desse hotel, pelo atendimento, comodidade e por não precisar entrar na cidade para seguir viagem.
Rosário Park Hotel: Pagamos 150,00 para o casal com café da manhã, wifi, piscina, ar condicionado, estacionamento, bom atendimento. Restaurante anexo ao hotel bem simples, mas a comida não deixou a desejar nem a cerveja gelada!!!!







 Por hoje é isto, amanhã seguimos viagem!!!!

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

#Dicas: Pilotagem, dicas para iniciantes.

Algumas dicas para quem está começando a pilotar!



FREIADA
Freiar deve ser sempre uma atitude de extremo cuidado não importa se você está lento ou rápido. O tipo de solo e a posição da moto (em pé ou inclinada) podem influenciar muito no resultado da freiada. Freiar um moto não é igual a freiar uma bicicleta (freio traseiro), tenha sempre em mente que as leis da física estão presentes e que não adianta você lembrar dos seus tempos de criança quando lhe ensinaram a freiar a bicicleta com a roda de trás! A moto é diferente, todo peso desloca para frente impulsionando a moto a permanecer em movimento (inércia dos corpos), portanto você deve freiar 70% com a roda dianteira e 30% com a roda traseira. Mas cuidado para não alicatar o freio (bloquear a roda). A aplicação do freio o deve ser gradual e continua até a moto parar. Freie sempre em pé, evite freiar em curva com a moto inclinada. A chance de escorregar com a dianteira é grande, se pensar na traseira, esqueça! O resultado é pior! A moto atravessará e chicoteará a traseira impulsionando você para cima e o tombo é certo! Reduza se possível pelo uso do freio motor ajudando com os dois freios suavemente, pois qualquer movimento brusco com o guidom também poderá derrubá-lo. Prefira sempre freiar antes das curvas e não nelas! O freio que pára a moto de verdade é o dianteiro!

SINALIZAR A FREIADA
Tenha sempre em mente que seu companheiro que vem atrás nunca sabe quando você vai freiar até ver sua luz de freio acender, portanto facilite para ele. Sempre dê uma ou duas "beliscadas" no freio antes de freiar propriamente, isso poderá evitar um acidente!

FAIXA DIVISÓRIA DE PISTA
A faixa que divide as pistas é sempre em alto relevo por ter uma camada de tinta mais grossa e andar sobre ela às vezes desgoverna a moto, portanto sempre segure firme seu guidom quando estiver sobre ela ou cruzando-a. Se a pista estiver molhada, o cuidado sobre esta faixa deve ser muito maior, pois esta tinta para brilhar a noite é feita com micro esferas de vidro e o vidro molhado é altamente escorregadio. Nunca acelere a moto sobre estas faixas de marcação de pista, é possível que a moto dispare a rotação da roda traseira e quando passar a faixa ela certamente escorregará demais, causando uma queda!

FAROL NO ESPELHO
Quando você estiver por ultrapassar um veículo, sempre que possível coloque seu farol no espelho retrovisor dele para facilitar a visão do motorista. Na maioria das vezes quando ele lhe vê, dá uma "chegadinha" para a direita e facilita a ultrapassagem, se não for assim, pelo menos ele sabe que você está ali e que logo lhe ultrapassará.

MANCHAS NO ASFALTO
Tenha sempre atenção com manchas no asfalto. Muitas vezes pode ser óleo ou consertos que podem estar desnivelados com a pista. Em ambos os casos evite as manchas, pois a chance de escorregar é sempre grande. Esteja sempre atento a cheiros fortes, especialmente de combustíveis, o óleo diesel em especial é extremamente escorregadio e as vezes um caminhão pode estar vazando ou ter tombado na pista, portanto cautela!

CABECEIRAS DE PONTES
Sempre que for entrar na cabeceira de uma ponte ou sair dela levante do banco. É normal o desnível nesses pontos e isso pode provocar um salto e o descontrole da moto. Se você estiver em pé nas pedaleiras, o impacto será menor. Outra razão para fazer isso é sua coluna, o impacto que a suspensão não for capaz de absorver será repassado para seu corpo, mais exatamente para a sua coluna e ao final de algumas horas de viagem você se lembrará desta dica!

BURACOS
Como enfrentá-los? Primeiro evite-os sempre que possível. Quando não for possível, freie o que puder antes dele e nunca freie sobre o buraco. A roda dianteira poderá travar e catapultá-lo. Levante do banco e passe-o. Muitos buracos entortam o aro e quando for pneu sem câmara, poderá esvaziar rapidamente, portanto cuidado!

ESTERÇAR
Também chamado de contra-esterço. Muitos motociclistas não conhecem este termo ou seu resultado. Esterçar é virar o guidom ao contrário do sentido da curva. Parece loucura? Mas não é! Faça um teste: quando estiver andando na reta numa pista larga, empurre suave e lentamente o guidom para a esquerda com a mão direita, qual será o resultado? A princípio pensaremos que a moto irá para a esquerda, mas não! Ela irá para a direita! Este resultado deve-se, para não se alongar muito, ao deslocamento de centro de gravidade e ao efeito "giroscópico" que surge em velocidades superiores a 35 km/h e se torna maior conforme a velocidade. Trata-se de um fenômeno físico criado pelo movimento das rodas da moto e que tende a mantê-la em pé e em linha reta enquanto houver movimento e velocidade. Quando aplicamos isso em uma curva é uma delícia! A moto faz a curva com mais suavidade e leveza sem escapar de frente como é comum às motos pesadas. Quanto mais rápido você estiver, maior será o deslocamento, por isso faça com cuidado nas primeiras vezes. Para fazer isso em uma curva, ao começá-la vire suavemente o guidom no sentido contrário da curva. Verá que a moto inclinará mais facilmente para dentro da curva na medida em que você esterçar mais, portanto poderá regular o raio de ação de sua curva esterçando mais ou menos. Se você estiver na curva e quiser levantar a moto que está inclinada, basta diminuir o esterço para levantar. Experimente! Mas com cuidado! Sua pilotagem vai mudar radicalmente e para melhor!

Fonte: HOG Brasília Chapter Brasil

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

#dicas:não tira a mão da embreagem da moto? Ela vai durar menos do que deveria.

Vamos falar um pouco mais sobre embreagem?

Um erro comum de muitos motociclistas é maltratar a embreagem. Além de desgastar de modo prematuro o componente, isso aumenta o consumo de combustível, reduz o desempenho e faz o motor durar menos.



A embreagem administra a força enviada à roda pelo motor. Quando ela está apertada, o motor gira, mas é incapaz de movimentar a motocicleta. O sistema é formado por uma série de pequenos discos que giram solidários pela ação da pressão de molas. Quando o motociclista aciona a manete, uma alavanca interna atua de modo a separar gradualmente tais discos. Durante esse movimento ocorre o atrito que promove a gradual desconexão da energia do motor enviada à roda.

Por conta deste “esfrega-esfrega” de componentes, a embreagem também é chamada de fricção, o que ajuda a entender não só seu princípio de funcionamento, mas também o que representa exatamente maltratar a embreagem.

'Queimada de embreagem'
Regra número um: quanto menos tempo a mão estiver agindo na manete de embreagem de uma moto, melhor. São muitos os motociclistas que, por preguiça ou desconhecimento, em vez de colocar o câmbio em ponto durante parada mais prolongada, preferem deixar a mão apertando a manete de embreagem. A atitude causa o desgaste.

Pecado maior comete quem tem o vício de elevar os giros do motor agindo na manete. É a conhecida “queimada de embreagem”, nome que, como veremos, não é um mero apelido.

Fazer isso uma vez ou outra é aceitável e até necessário em situações específicas, como ao superar um pequeno obstáculo tipo lombada, evitando desconfortáveis trancos na transmissão. Porém, se a “queimada” virar mania, o material presente nos discos da embreagem literalmente se esfarelará por causa do atrito exagerado e da alta temperatura decorrente disto. Como os discos trabalham mergulhados em óleo na grande maioria das motocicletas, o resultado não será apenas desgaste, mas também a contaminação do óleo, que é o mesmo que lubrifica o motor.

Por qual razão o óleo passa do belo tom dourado quando novinho ao preto café? Parte da culpa pode vir de um excessivo desgaste da embreagem, o que prejudica o poder lubrificante do óleo, irremediavelmente comprometido por detritos.

Outro pecado comum é não respeitar a regulagem correta recomendada pelo fabricante.



Folga na manete
É sempre necessário que haja uma pequena folga na manete, algo entre 2 a 5 mm, de modo que a ação da embreagem não ocorra nos extremos do curso, ou seja, a embreagem não pode estar exageradamente “alta” e tampouco “baixa”.

Toda a motocicleta é dotada de um fácil sistema de regulagem do cabo, na saída da manete. Também é possível fazer a regulagem na parte do cabo que se encontra com a alavanca de acionamento situada no cárter. De tempos em tempos a regulagem é necessária, pois, como visto, o desgaste faz parte do jogo. O que não pode é andar com a embreagem desregulada, pura preguiça que custa caro.

Prologue a vida útil
Como todo componente de um motor a embreagem tem uma vida útil que, como avisei, pode ser prolongada de maneira importante caso o uso seja correto. O fim de vida do sistema dá “avisos” claros, como a conhecida “patinada” (quando a manete é solta e mesmo assim parece estar ainda atuando), ou quando ocorre um endurecimento evidente no acionamento. Vibrações são outro forte indício de que algo não vai bem assim como ruídos estranhos, uma espécie de “mugido” que ocorre principalmente quando o motor está frio, diminuindo quando a temperatura de exercício é alcançada.



Um carinho importante para que a embreagem funcione de maneira perfeita, dure bastante e não te deixe na mão é obedecer os intervalos regulares de troca do óleo assim como respeitar religiosamente a especificação do lubrificante determinada pela fábrica. Uma embreagem novinha pode ter seu funcionamento arruinado pela escolha de um tipo de óleo incompatível. 

Por fim, cuidado especial merece também o cabo de embreagem. Em motos grandes, o acionamento da embreagem é hidráulico, porém na maior parte das motos é o bom e velho cabo de aço correndo dentro de uma capa que responde pela tarefa. Lubrificá-lo constantemente, usando óleo fino em spray com alto poder de penetração, é uma tarefa que nenhum motociclista pode negligenciar.

Fonte: http://g1.globo.com/motos/blog/dicas-de-motos *Fotos: Divulgação; Roberto Agresti


Gostou? Então compartilhe!!!
Boas estradas é o que lhes desejamos!!!!



quinta-feira, 9 de outubro de 2014

#Dicas: CONHEÇA ALGUMAS REGRAS BÁSICAS DE ULTRAPASSAGENS.

 Ultrapassagem segundo o Código Brasileiro de Trânsito é o movimento de passar à frente de outro veículo que se desloca no mesmo sentido, em menor velocidade e na mesma faixa de tráfego, necessitando sair e retornar à faixa de origem.

Assim como definição essa ação parece bastante simples, não? Parece, mas nem de longe é. Na prática, o ato de ultrapassar demanda doses e mais doses de respeito e responsabilidade, e infelizmente, ainda temos muito a buscar e fazer com que a ultrapassagem seja só do veículo e não do próximo ;-)


Vamos lá às regras de quem ultrapassa e respeita?

1. Em um cruzamento sem uma sinalização específica, a preferência deve ser dada a:

a) nas rotatórias: a quem estiver circulando por ela.

b) nas rodovias: a quem estiver circulando por elas.

c) nos demais casos: a quem vier pela direita do condutor.


2. Numa via com várias faixas de circulação no mesmo sentido, as faixas da direita são destinadas aos veículos mais lentos e de maior porte (quando não houver faixa exclusiva para tais) e as da esquerda especificamente à ultrapassagem e ao deslocamento de veículos de maior velocidade.

3. A ultrapassagem deve ser feita sempre pela esquerda, exceto quando o veículo a ser ultrapassado estiver sinalizando para fazer uma conversão à esquerda. Neste caso espere a conversão. Em rodovias com sinalização específica, só ultrapasse nos trechos permitidos (linha tracejada).

4. Acostamentos são para emergências e como o próprio nome diz são para veículos encostarem em casos de emergência. Ultrapassar utilizando essas áreas coloca em risco sua vida e a do seu próximo.



Foto: divulgação. http://migre.me/8mYQV

5. Antes de iniciar uma ultrapassagem garanta que:

a) nenhum condutor atrás/ à sua frente está começando ou sinalizando que irá ultrapassá-lo/ ultrapassar um outro condutor, respectivamente. Sempre dê a preferência nesses casos.

b) a faixa de trânsito que você utilizará para a ultrapassagem está livre numa extensão suficiente para que essa manobra seja feita em segurança e não paralise o trânsito no sentido contrário.


6. Confirmada a possibilidade de ultrapassagem, dê início à manobra:

a) sinalize com antecedência sua intenção de ultrapassar através da seta ou do gesto convencional com o braço.

b) afaste-se do veículo a ser ultrapassado. Nada de “vácuo” ou “fininha lateral”. Mantenha distância dianteira e lateral.

c) sinalize antes de voltar à faixa após a ultrapassagem.



7. Se você está sendo ultrapassado mantenha sua velocidade constante. Nada de disputa. A ultrapassagem é do veículo, não da pessoa que o conduz. Se estiver na faixa da esquerda e a faixa da direita estiver livre, porque não facilitar e dar  passagem a quem está em maior velocidade? Por outro lado, maior velocidade dentro dos limites permitidos. Não é justo trafegar em altíssima velocidade e pressionar condutores responsáveis que estão dentro dos limites. Conviva. Respeite. Seja responsável. Zele por sua vida e pela dos demais.

8. Os veículos mais lentos, quando em fila, deverão manter distância suficiente entre si para permitir que veículos que os ultrapassem possam sentrar na fila novamente com segurança.

9. Evite ultrapassar ônibus parados, mas se o fizer redobre a atenção e faça a ultrapassagem em velocidade reduzida: passageiros embarcando e desembarcando podem tentar atravessar sem visibilidade ou correr para pegar a condução.

10. Agora, alerta máximo. “NAO ULTRAPASSE”

-   Sobre pontes ou viadutos.

-   Em travessias de pedestres.

-   Nas passagens de nível.

-   Nos cruzamentos ou próximo a eles.

-   Em trechos sinuosos, curvas e aclives sem visibilidade suficiente.

-   Nas áreas de perímetro urbano das rodovias.



Para finalizar, conselho Conviva para:



* Quem é ultrapassado: dê preferência a quem ultrapassou no retorno à faixa. Muitas vezes durante a ultrapassagem a distância entre os veículos que ficaram na pista à direita diminui impedindo o retorno. Conviva e zele pelo seu próximo.

* Quem ultrapassa: faça a manobra de forma responsável e respeitosa. Assim você continua conduzindo seu veículo e não arruma um inimigo, nem expõe a sua segurança e a do próximo :-)

Fonte: http://www.movimentoconviva.com.br/site/ultrapassagem-responsavel/#sthash.vdoF2kmo.dpuf

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

#Dicas: Que gasolina coloco na moto?

Volta e meia escutamos esta dúvida, pois atualmente as opções são tantas que realmente confundem o consumidor. "Uso sempre a premium!", diz um. "Eu só uso a comum!", diz outro. E assim vai por todas as marcas e tipos de gasolina disponíveis.

Conversando com os amigos, às vezes surgem até receitas milagrosas: "mistura 50% dessa com 45% da outra, mais 5% de aditivo tal! A moto vai ficar um foguete!". Então, fiz um levantamento das informações sobre as gasolinas da Petrobrás, Ipiranga e Shell, o qual repasso aqui para os amigos.

Tipos de gasolina:
Temos a comum, a aditivada e a premium. A gasolina comum é praticamente igual para todas, pois vem da mesma fonte: Petrobrás. A diferença começa na gasolina aditivada, onde cada distribuidora usa uma receita "secreta" de aditivos. E finalmente a tipo premium é uma gasolina mais forte, de maior potência (veremos isso ali na octanagem). É bom lembrar também que TODAS tem adição de álcool conforme obrigatório por lei aqui no Brasil.

Aditivos:
Basicamente identifiquei dois tipos de aditivo: os xampus limpantes, que limpam os resíduos da explosão, descarbonizando velas e válvulas. Deixam as "artérias do coração" da moto limpas!. E há os redutores de atrito, que são os aditivos que dão um jeito para que o cilindro/pistão escorreguem melhor. E redução de atrito significa melhor rendimento do motor, menor consumo! Agora, tem que prestar atenção pois nem toda aditivada tem os dois aditivos. Comparando as marcas, a maioria das aditivadas oferece apenas o xampu limpante.

Octanagem:
Uma palavra bem complicadinha de explicar. Octana é uma medida da resistência à detonação. Ou seja, quanto a gasolina agüenta de pressão antes de explodir. As nossas gasolinas já foram mais fracas, mas atualmente as informações dizem que não devem nada ao resto do mundo. No Brasil estão disponíveis gasolinas com 87 octanas (comum e aditivada), e as premium de 92 e 95 octanas. Um dos fabricantes informa que esta de 95 "é a mais forte do mundo!".

Quadro comparativo das gasolinas pesquisadas:


Comparando as informações técnicas, vemos claramente uma vantagem da aditivada da Shell sobre as outras marcas, pois elas possuem os dois aditivos. Isso bate com os relatos de melhoria do consumo obtidas com o uso dessas gasolinas. Em todos os distribuidores, as tipo premium foram recomendadas somente para "veículos importados de alta performance". Essa gasolina mostra toda sua força em motores com taxa de compressão acima de 10 pra 1. Assim, utilizá-la em motos "normais" parece ter mais efeito psicológico do que prático. E ainda machuca o bolso, pois é mais cara. Na dúvida, leia o manual da sua moto e procure saber qual a taxa de compressão do motor.

Conclusão:
Se o motor da sua moto não é de alta compressão, como explicado acima, gasolina premium é só pra gastar dinheiro, pois é mais cara, não te traz potência e faz o mesmo trabalho da aditivada. A gasolina aditivada é a melhor escolha, já que muitas vezes tem o mesmo preço da comum e ainda limpa o motor. Comum só em emergências na estrada, e mesmo assim cuidado com a "cara" do posto, pois infelizmente a gasolina adulterada é uma realidade. Controle sempre o consumo a cada abastecimento, pegue o cupom ou nota fiscal e em caso de desvio muito grande em relação ao que está acostumado a ver na sua moto, denuncie para a ANP com vontade!

Última dica: se você está usando a comum há muito tempo, não troque para aditivada rapidamente, sob pena de soltar um monte de sujeira e entupir carburador ou outra parte do circuito de alimentação. Quando for abastecer, coloque 80% de comum e 20% de aditivada, e vá usando. No próximo abastecimento, aumente a dose de aditivada, e vá controlando.

Fonte de pesquisa: sites da Petrobrás, Ipiranga e Shell

Escrito por: Flávio Bressan da Luz - El Bando Moto Grupo DF/RJ - em 10 de Setembro de 2012.
Publicado em: http://www.viagemdemoto.com/dicas


Arquivo pessoa Confraria dos Lobos - Rio do Rastro 2014.

Desejamos a todos boas estradas! Forte abraço!

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

# Viagem:Termas de Arapey e Dayman, Uruguai.

Neste ano (2014), contamos apenas com 14 dias de férias.
   O quê fazer e aonde ir em 14 dias?
   Não dava pra ir muito longe, mas, isso não é motivo pra não viajar. Precisávamos descansar. Queríamos um lugar com boas estradas, perto, tranquilo e bonito para passarmos o Natal e Reveillón. Havia uma região no norte do Uruguai que ainda não conhecíamos. 
   Pesquisando sobre a região descobri a Serra de Penna com fazendas de criadores de cavalos e uma das poucas regiões de altitude daquele país. Além disso, há dois rios – principais – que cortam, enfeitam e dão nome as cidades de Arapey e Dayman que merecem ser fotografados.
  E para decidir nosso rumo, as Thermas del Uruguay. Estas Termas surgem dos poços do Aquífero Guaraní, que também prove de águas termais as regiões próximas do Brasil e da Argentina. As águas de Arapey reúnem condições ideais para aplicação medicinal e tratamentos terapêuticos, com propriedades sedativa estomacal, diurética e cicatrizante. Um estudo realizado, sobre estas propriedades revela que, do ponto de vista físico químico, contém iodo, ferro, cálcio, magnésio e flúor. Não tem arsênico e é pobre em sulfatos e nitratos, ainda, de radioatividade evidente e permanente. Isso tudo a uma temperatura média anual de 39°C.
   Achamos o que procurávamos! Tranquilidade, Sombra e ´ÁGUA FRESCA´  -  mas quentinha!
   Partimos de Florianópolis direto a Porto Alegre pela BR101, e, de Porto Alegre a Rosário do Sul pela BR290. 
  Um dia de calor intenso (acima dos 38°C) nos desgastou muito, por isso decidimos pernoitar em Rosário do Sul/RS
   Chegamos ao fim da tarde, com tempo para um banho de piscina, jantar cedo e organizar o dia seguinte.    Para quem nunca viu. Quarto de hóspede motociclista é diferente. Mas, NORMAL...



    Logo pela manhã rumamos para Santana do Livramento, no extremo sul do Estado do Rio Grande do Sul utilizando a BR158. Esta região de fronteira é caracterizada por uma forte interação entre os povos que ali vivem. Não vimos em nenhuma outra uma integração tão grande, a título de ser conhecida como ´Fronteira da Paz´.
 Com aproximadamente 190.000 habitantes, vivendo de forma harmoniosa e fraterna a população das duas cidades, falam uma mistura de idiomas conhecido por portunhol riverense. Ou seja, nem o português, nem tanto o espanhol. O importante é que se entendem e se respeitam, e, por sinal, muito bem. Desta forma, ambos se desenvolveram. 
Tenho vontade de convidar o ´pessoal´ do Oriente Médio para fazer um ´estágio´ naquela região. 



    Vai aqui um ´selfie internacional´, onde eu estou no Uruguai e a Edna no Brasil. Quando digo que as fronteiras só existem na `cabeça dos homens´.   Aí está a prova. 
  
   Segundo relato do livro: A História da Praça Internacional, de Nelson Ferreira Moreira, para demarcar a linha da fronteira entre os dois países Brasil e Uruguai, onde não existem cursos de água ou outros acidentes geográficos capazes de servir de referências, as Comissões Demarcadoras optaram por recorrer ao chamado “Divisor de Águas”. Daí a razão da forma irregular que caracteriza a linha limítrofe desta fronteira. 

   O chamado “Divisor de Águas” é a maneira mais justa para estabelecer os limites, pois não prejudica nenhuma das partes interessadas. Uma explicação menos técnica é a de que essa técnica é estabelecida pela própria natureza. Funcionava assim: Quando a água da chuva, ao cair, corre uma parte para cada lado, determina a linha por onde deve passar a fronteira.

Nesta caso porém, ao atingir os subúrbios de Santana do Livramento e Rivera, a Comissão Demarcadora integrada por elementos de ambos países, verificou que não mais poderia manter a sinalização da fronteira pelo divisor de águas, pois, a partir do chamado “Cerro do Caqueiro”, a linha demarcadora invadiria casas, cortaria terrenos e causaria outros problemas de natureza grave para as duas comunidades, uma vez que as construções brasileiras e uruguaias se haviam aproximado demasiadamente. Dessa maneira, um trecho de aproximadamente quatro quilômetros ficou sem definição fronteiriça.

   Este problema só foi resolvido em 1923, ocasião em que foi sugerida a construção de um “Parque Internacional” na área existente entre as cidades, considerada “terra de ninguém”. O Parque Internacional, que pertence aos dois países, constitui-se em um caso único no mundo. 
   
   A inauguração dessa praça, que nasceu para unir a terra e para irmanar brasileiros e uruguaios,   aconteceu no dia 26 de fevereiro de 1943.  Na verdade, esta região é livre, você tem o direito de ´ir e vir´, entrar e sair do Uruguai/Brasil quando quiser. Sem imigração, aduana ou qualquer outra burocracia.

   Belo exemplo para todos os povos deste planeta! 
   A infraestrutura é ótima, bons hotéis, restaurantes, cafés e free-shops. Fomos ás compras, conhecemos a região e encontramos JESUS. 
Isso mesmo! 
  Um grande amigo que não víamos havia muitos anos, gaúcho ´vivente da fronteira´, hospitaleiro que só... ´Seu JESUS´ fez questão de nos recepcionar no hotel, levar até sua casa para revermos sua família, colocarmos a conversa em dia, e ainda, nos ciceroneou pela cidade mostrando praças, prédios históricos e os principais pontos turísticos. Afinal, verdadeiros amigos sempre voltarão a se encontrar, e as viagens nos proporcionam estes reencontros.
  Seguimos viagem. Agora sim, fizemos aduana e imigração para oficializar nossa entrada, pois cortaríamos todo o território uruguaio.



   Nesta viagem testamos os protetores de coluna da HSS Racing. Originalmente usados para trail, mas muito úteis para longas distâncias, pois mantém a coluna ereta (encaixada) impedindo que se curve, diminuindo a fadiga e as dores. Aprovamos sem restrições.   
   Pela Ruta5 fomos até Tranqueras, daí pela Ruta30 – pois queríamos conhecer a região da Serra de Penna - até um trevo onde pegamos uma rodovia local que nos levou até a Ruta4 em  Biassini. Desta localidade, pela Ruta31 chegamos à cidade de Salto.



    Situada no norte do país, Salto é o segundo maior departamento do Uruguai. Aqui ficamos sabendo de uma promoção que havia nos postos de gasolina. Se o cliente pagasse com cartão receberia de volta a quantia referente a um determinado imposto cobrado sobre o produto, tipo o nosso ICMS. Confesso que não acreditei nesta conversa, mas, comecei a pagar com o cartão.
   Acreditem! Era verdade! Recebi, em torno de 18% dos valores, em crédito na fatura posterior à viagem. Desta forma incentivam, não só o uso do cartão de crédito mas, o turismo.  
   De Salto a Arapey a distancia é de 72 quilômetros. E até Dayman, 10 quilômetros. Fomos para a cidade mais perto.

   Dayman estava vazia, pois era véspera de Natal. Podemos escolher o hotel havia vagas em todos, ficamos no La Posta del Dayman, um antigo mosteiro. Ao fechar as diárias, mais uma promoção. Ao adquirir três diárias ganharíamos mais uma. Pronto, quatro dias de águas termais.   

   Tudo muito bom, tudo resolvido, roupas no quarto, banho tomado e ´bateu´ a fome. Saímos para almoçar, e....   e....   Tudo fechado. Inclusive o restaurante do hotel. 

   Noite de Natal lembra?  

   Depois de muito procurar, achamos uma pequena mercearia. Havia queijos, salames, copas, pães e vinhos. _ `Taí nossa Ceia de Natal: Tábua de Frios e Pães regada a bons vinhos uruguaios´. Com início as 16hs e término....      nem sei que horas eram!

  Dia 25/12 feriado. Nem preciso repetir. 

   Para o almoço conseguimos uma pizza. Como nos disse a atendente: _ `Não é como a de vocês brasileiros. Nossa pizza é uma massa alta, coberta apenas com molho salsa (um molho vermelho, agridoce, parece molho de tomate com várias ervas´.  Sendo o que havia, cobrimos a massa e o molho salsa, com o que sobrou da ceia (queijos e frios) usamos o forno do restaurante do hotel e, ´Voilá !`. Uma verdadeira refeição italiana no dia de Natal.

  Chega de descanso! Resolvemos sair para fotografar, de bicicleta, e fizemos umas trilhas nas margens do Rio Dayman e nos arredores da cidade. 




   Para aqueles que gostam e/ou se interessarem por fotos poderão vê-las em nosso facebook.
https://www.facebook.com/confrariados.lobos.

   Acreditamos no poder terapêutico das águas termais, com temperaturas que alcançam os 44ºC, que curam, renovam as energias e transmitem saúde. Sabemos também que somadas às belas imagens das trilhas, ao silêncio e ao contato com a natureza tranquilizam e harmonizam nossa mente ´desinfetando´ o stress. 
   
   Também fizemos passeios pelas cidades próximas: Uma dica é a represa binacional de Salto Grande, onde há a Ponte Internacional que une o Uruguai a Argentina.


   Outra é Bella Union, a Tríplice Fronteira (Brasil, Uruguai e Argentina), vale a pena conferir os preços nos vários free-shops existentes e uma caminhada pela Costanera.



   Dia 29/12, hora de ´levantar acampamento´. Ainda no Departamento de Salto, se situam as termas mais tradicionais e as primeiras a serem exploradas do país. Desde a década de quarenta, Arapey é sinônimo de alta qualidade em serviços turísticos, o que se reflete em seus luxuosos resorts termais. Além de hotéis de alta categoria o complexo conta com várias hospedagens e diversos preços, incluindo camping e cabanas.




   A área é semelhante a um condomínio com infra-estrutura própria, comércio para turistas, restaurantes e claro, piscinas de água quente, um spa e vários parques aquáticos.
 Chegamos dia 29/12 e, já durante o jantar no hotel, fomos convidados para a festa de Reveillón num dos restaurantes da cidade. A organização quanto à limpeza, segurança, comércio e gastronomia é impecável. 

  Aqui descobrimos umas trilhas, numa área de mata preservada, que nos leva ao Rio Arapey, uma estrada de ferro abandonada e a visão de várias espécies de aves e flores. Um show de imagens.




   Desta forma passamos nossos dias, enquanto aguardávamos o Ano Novo. E, ele veio com uma típica ´parrilhada´, novas amizades e uma grande festa ao ar livre com direito a música ao vivo, fogos de artifício e champagne. E, mais uma promoção. A cerveja Zillertal (não conhecíamos, experimentamos e gostamos) oferecia uma cerveja gratuita a cada duas consumidas. 




   O Ano Novo chegou com um espetacular nascer do sol, uma estrada nos esperando, energias renovadas e muita vontade de continuar fazendo exatamente isso. 
  Viajar de moto e contar histórias.
   Saimos de Arapey dia 01/01, pernoitamos em Punta del Diablo/UR e voltamos ao Brasil pela fronteira do Chuí/BR.




Se você gosta de viajar, fique a vontade, sinta-se na estrada...
    Lobo/Edna



Distância:
Florianópolis/BR a Salto/UR  –  1.238 KM.
Tempo de Percurso: 
17 horas – aproximadamente.
Fonte: Google Maps  -   https://www.google.com.br/maps

Pesquisamos em: 
http://www.viveruruguay.com/2012/08/destino-salto.html
http://termasdearapey.com.br/propriedades_agua_termal/71/.html

quarta-feira, 30 de julho de 2014

#Dicas: Usa a moto só no fim de semana? Veja como fazer a manutenção.

Se você usa a motocicleta só nos finais de semana ou tem de abdicar do guidão por um mês ou mais tempo, precisa ter alguns cuidados especiais com ela. Pequenos períodos de inatividade, 2 ou 3 dias, não são suficientes para causar nenhum problema, mas uma pausa de 5 a sete 7 já favorece alterações. A moto pode sofrer com a ação do tempo e da umidade, além de ter os pneus e outros componentes danificados. Veja abaixo como evitar problemas.
Onde guardar a moto
O local onde a motocicleta fica guardada é muito importante, mas nem todo mundo dispõe do ideal, ou seja, uma garagem fechada e livre de umidade, a grande inimiga de objetos metálicos e mecânicos.
Se você é um “sem garagem” e nem mesmo dispõe de um telhadinho para preservar sua moto das intempéries (sol e chuva), uma boa solução é ter uma capa. Há opções desenhadas para se adaptar de maneira perfeita às formas de cada modelo, com logotipo e outros luxos. Na verdade, qualquer capa ou até mesmo uma simples lona que, cubra as partes mais sensíveis à ação do tempo, como painel de instrumentos e banco, já resolve.
As capas preservam a moto da ação maléfica do tempo, mas tem um inconveniente, que é reter umidade. Uma grande “fria” é chegar com a moto molhada pela chuva ou por uma lavagem e colocar a capa, fazendo com que toda aquela umidade fique retida. Sendo assim, melhor deixar a moto secar antes de cobri-la.
Cuidados com a bateria
Usar a moto diariamente, em trajetos de ao menos 5 km, é a melhor maneira de preservar a bateria, componente que tem vida útil que dificilmente supera 2 ou 3 anos.
Quando perto do fim da existência, poucos dias de inatividade de sua moto já são suficientes para que a bateria não consiga mais girar o motor de arranque.
Nesse caso, nada a fazer senão buscar uma oficina e ouvir o diagnóstico do especialista, que pode indicar que há chance de estender a vida útil do componente, por meio de uma carga lenta, ou recomendar a troca.
Ligar um pouquinho todo dia não resolve
Um erro comum de quem não roda diariamente é imaginar que a bateria pode ser recarregada ligando o motor por alguns minutos com certa frequência. Tanto em marcha lenta como acelerando, a energia gasta com a partida elétrica sempre tenderá a ser maior do que a energia que parcos minutos de funcionamento irão conseguir devolver à bateria.
Diante da necessidade de deixar a moto parada por uma semana ou mais, o único meio 100% certo de evitar problemas é ter um carregador de baixa potência constantemente ligado à bateria.
Não é difícil encontrar um aparelho do tipo em lojas de peças para motos. Para usá-lo, é necessário ter uma tomada por perto. A moto deve ainda ficar estacionada em lugar coberto e os polos da bateria, onde irão ser conectadas as garras tipo jacaré do carregador, devem ser de acesso fácil. Em alguns modelos de motos grandes ou em scooters, ela pode estar coberta por partes plásticas de remoção nem sempre simples, ou situada em locais onde alcançar os polos é complicado. Importante: não há risco de sobrecarga, porque esses dispositivos só fornecem carga quando ela é necessária
Pneus calibrados
Todo manual manda verificar a pressão dos pneus com frequência. O ideal é a cada semana, ou pelo menos a cada duas. Se você vai usar a moto apenas no passeio do domingão de manhã, estabeleça uma rotina: ao sair, pare no local mais próximo onde puder para verificar a pressão.
Para aqueles que vão deixar a moto parada muito tempo, mais de 15 ou 20 dias, uma boa saída é, antes disso, encher os pneus com uma pressão bem acima da indicada pelo fabricante. A ideia não é compensar a natural perda de ar, mas sim evitar a deformação por conta do peso da moto. Dos mais comuns ao mais sofisticados, os pneus podem ter a carcaça deformada caso fiquem muito tempo na mesma posição, com o peso da moto em uma única área. Um pneu inflado acima da especificação recomendada – pelo menos 10 lb/pol3 a mais – tenderá a resistir melhor à deformação do que outro com pressão baixa.
Outra opção para evitar o problema é optar por estacionar a moto usando o cavalete central, quando disponível. O ideal é que a roda dianteira fique no ar, porque é mais prejudicial um pneu dianteiro deformado do que um traseiro. Como conseguir fazer a roda traseira se apoiar no chão levemente, deixando a dianteira no ar? Há várias maneiras: um cabo de vassoura cortado na medida exata do chão até a ponta da bengala de suspensão dianteira resolve, assim como um peso no bagageiro ou rabeta, que faça a frente mal apoiar no solo.
Troca de óleo e combustível
Combustível e lubrificante têm prazo de validade. No caso do óleo do motor, é recomendável substitui-lo a cada 6 meses, caso o limite de quilometragem não tenha sido atingido.
Já em relação à gasolina, não há um período definido, mas se sabe que gasolina “velha”, com mais de um mês, tende a formar depósitos e perder as suas características.
A gasolina premium tem menor teor de enxofre e, por isso, é mais estável e tem maior resistência à oxidação. Por consequência, perde menos características devido ao envelhecimento. Além disso, esse tipo de combustível tem aditivos que ajudam a limpar e manter limpo o motor.
O motor da sua moto pode até não exigir de gasolina de octanagem (índice de resistência à detonação de combustíveis) maior como alguns modelos, geralmente os de alta performance, mas em caso de longos períodos sem uso é preferível ter no tanque gasolinas de melhor qualidade.
Outra medida defendida por muitos é sempre deixar os tanques de motos que ficam paradas por longos períodos cheios até a boca, para fazer com que a área interna da chapa metálica fique sempre em contato com o combustível e não com o ar, o que favoreceria a oxidação. Tal recomendação tem maior valor no caso de motocicletas mais antigas, nas quais os processos de tratamento da superfície metálica – e até mesmo a própria composição da chapa de aço – não se beneficiava de processos mais modernos inibidores de oxidação.

Fonte: Roberto Agresti para G1



Bons ventos e boas estradas é o que a Confraria dos Lobos lhe deseja!!!!


Forte abraço!

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Dicas: modificar guidão pode prejudicar o controle da moto.

Peça é essencial para uma condução segura. O segredo é não exagerar nas alterações.

Gosto é como nariz, certo? Cada um tem o seu. Esperta, a indústria da motocicleta procura atender a cada um de nós de maneira quase que individual, criando motos de todo tipo e para todos os gostos. Mesmo com essa grande variedade, há quem queira algo mais – ou algo menos – e assim surgem as motos modificadas “ao gosto do freguês”, cada vez mais frequentes na paisagem nacional.


Guidão alto, estilo 'seca-sovaco', deixa braços esticados em demasia (Foto: Flavio Moraes / G1)
 Customização” é a palavra aplicada para, geralmente, definir o que os donos de Harley-Davidson e demais motos do estilo custom fazem com suas máquinas. A regra é: quanto menos original, melhor. E assim, dá-lhe detalhes: um cromado ali, um farolzinho acolá, e enquanto a coisa fica no nível do detalhe, tudo bem. Porém, quando as modificações atingem algo mais que delicado posicionamento de pilotagem, a coisa pode complicar.
A regra é usar o bom senso: um guidão altíssimo, no mais puro estilo “seca-sovaco”, pode comprometer a manobrabilidade da moto de uma maneira prejudicial à segurança. Do mesmo modo um guidão estreito, curto e baixo, totalmente oposto, também. Assim, fique esperto: motos são veículos que exigem domínio pleno e perfeito. Mesmo que você a utilize apenas para passear tranquilamente e não pilote esportivamente, a moto customizada deve continuar sendo 100% domável. Freios, embreagem e câmbio precisam ser acessíveis e funcionais tal qual no modelo saído de fábrica.

Guidão estreito pode alterar dirigibilidade da moto
(Foto: Roberto Agresti/G1)
Mas você não faz parte da tribo custom e sua realidade não é desfilar de motocicleta. Na verdade, a moto para você é uma ferramenta de transporte ou até mesmo de trabalho, e modificações mais do que atender aspectos estéticos visam fins práticos. Neste caso, sua vida ao guidão se passa boa parte do tempo rodando pelo corredor entre os carros parados, um ambiente onde se sua moto fosse fina como um pente ela seria mais do que perfeita: nada de esbarrões nos espelhos retrovisores alheios, zero confusão com os enclausurados dos carros.
Para tornar isso algo próximo da realidade, a tentação de entortar o guidão ou mudar o original por um mais estreito é grande, e o mesmo ocorre com o posicionamento dos espelhos retrovisores e das manetes de embreagem e freio dianteiro. Inverter o lado dos espelhos é algo bem comum, assim como reposicionara as manetes, inclinando-as para cima, porém.... use seu bom senso!
Um guidão estreito demais certamente facilita passar em frestas, mas oferece uma alavanca menor, alterando a dirigibilidade da moto de modo importante. Ou seja, não exagere. Com relação aos espelhos retrovisores, trocá-los de lado pode facilitar a vida entre os muros de carros, mas e quanto à visibilidade, função primordial e importante desse acessório?
Equilibrar a necessidade prática à exigências de segurança é básico. Já quanto a alterar o ângulo das manetes de freio dianteiro e embreagem, virando-as para cima de forma exagerada, esta é realmente uma péssima iniciativa: o que se ganha na “navegação“ entre o mar de espelhos retrovisores dos carros se perde em segurança.
Alterar o posicionamento destes comandos não é proibido, mas jamais de modo a ultrapassar o ângulo que as deixa paralelas ao chão. Passar deste limite exigirá das mãos um movimento antinatural, que prejudica não só o acionamento da alavanca (algo grave no caso do freio dianteiro, especialmente) como também poderá, a longo prazo, causar um problema físico em suas articulações e/ou tendões.

Alterações dos comandos também devem ser sutis
(Foto: Roberto Agresti/G1)
Enfim, como dito no início, neste tema de modificações vale sempre o bom senso: não é pecado você deixar sua moto com a “sua cara” e tampouco adequar os comandos à suas preferências e gostos, variando quando possível o posicionamento e conformação originais de guidão, manetes, pedaleiras e pedais.  Mas não esqueça que, antes de mais nada, vem a funcionalidade, que está diretamente associada ao fundamental domínio pleno dos comandos e, consequentemente, com a sua segurança.

Fonte: G1 - Roberto Agresti.


Boas estradas, ventos favoráveis é o que a Confraria dos Lobos lhes deseja.

Foto arquivo pessoa Confraria dos Lobos - Aconcágua.