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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

# Dicas: Pensando em fazer uma viagem de moto? Veja alguns preparativos para que saia tudo certo.

Fazer uma viagem de moto é o sonho de muitas pessoas, para que ela não se torne um pesadelo veja algumas dicas.

O sucesso de uma viagem depende de vários fatores e um dos mais importantes é um planejamento mínimo. É claro que nada impede que você saia “na louca”, tipo “fui”, mas preparar a moto evita muitos problemas.
Uma motocicleta, seja de que tipo for, é um veículo fascinante também pelo “mágico” – e por vezes crítico – equilíbrio que uma roda alinhada à outra oferece.
Por conta desse peculiar arranjo, sabemos que moto parada não fica em pé, a não ser se apoiada no cavalete. Assim, aproveite esse momento no qual sua moto está apoiada e parada e agache-se, para olhar com atenção, de pertinho, o ponto de contato dela como o planeta Terra. Inspecione minuciosamente não só pneus, mas também as rodas.

Não é preciso ser especialista: o óbvio você já sabe: pneu novo funciona melhor do que pneu velho. Porém, cuidado com um erro clássico dos inexperientes, que é o de esquecer que os pneus “zero quilômetro” vêm com uma camada de proteção extremamente escorregadia, que exige alguns bons quilômetros para ser devidamente retirada e, só então, os pneus passarão a funcionar como devem.

Pneus
Se seus pneus tiverem já algum tempo de uso, procure por deformações, cortes ou objetos estranhos encravados na banda de rodagem. Nesse último caso, se forem pneus do tipo sem câmara, não retire o “ET” espetado na banda, uma vez que isso pode significar a abertura para a passagem do ar. Procurar um borracheiro é a melhor saída.
Falando neles, nos borracheiros, consertar pneus é o negócio da categoria, mas entender de mecânica, a ponto de saber desmontar rodas de diversos tipos de moto, não. O mínimo que você deve saber antes de pegar uma estrada de verdade é ter noção de como retirar as rodas para que o profissional faça o serviço na borracha. Ter as ferramentas é fundamental, e todas motos saem de fábrica como um kit para este fim. A sua moto tem o jogo completo?

Transmissão: corrente, cardã ou correia?
Outro componente que dá dor de cabeça em viagem é o sistema de transmissão. Sua moto tem eixo cardã ou correia dentada? Se sim, parabéns, pois são sistemas que, se bem tratados (leia as recomendações no manual do proprietário), têm uma vida útil longa e não exigem regulagem. No entanto, a maioria das motos tem mesmo o velho sistema de transmissão por corrente que, junto ao famoso pinhão e a popular coroa, forma o que se chama vulgarmente de “relação”.
Assim como pneus, conjunto de transmissão bom é o novo. Do trio que compõe a tal “relação”, a corrente é o elemento mais delicado e que merece maior atenção – leia-se lubrificação. 
Se estiver viajando por estrada de terra, a frequência dessa lubrificação deve ser grande. Quanto? Vai depender do clima: se chuvoso, pelo menos a cada 200-300 km rodados; com tempo seco, a cada 1.000 km, pelo menos. E o produto deve ser aquele moderno, aderente, mais importante em sua bagagem do que seu desodorante.

Sistema elétrico: dor de cabeça
Ainda no aspecto técnico, há dois pontos que são geradores de dor de cabeça, especialmente em motos mais velhinhas: sistema elétrico e cabos.
Ter fusíveis de reserva (e saber onde estão os fusíveis que eventualmente podem ter queimado) é outro assunto em que o manual do proprietário (ou seu mecânico) pode te ajudar. Já que vai levar fusíveis, leve também lâmpadas, ao menos três: uma de pisca, uma de freio/luz de posição (geralmente bifilamento) e a principal, e mais cara, a do farol.
Quanto aos cabos, de embreagem acelerador e (se houver) de freio, lembre-se que lubrificação é sempre bem-vinda, e que cabo duro de acionar, que range – ou ambos – é indício de problema.
De resto, evidentes conselhos são verificar se seus freios não estão no limite de desgaste, se a troca do óleo e filtro (se houver) é necessária e se o filtro de ar está devidamente limpo e desobstruído.

Viagem longa
Na hipótese de uma viagem longa, uma boa conversa com seu mecânico de confiança é necessária: ele sabe (e você deveria saber também) para quando estará programada a próxima manutenção e o que pode ser antecipado para poder viajar sem susto. Não tem mecânico de confiança? Bem, arranje ao menos um mecânico para te aconselhar o que vale a pena fazer em termos de manutenção preventiva.
Um ponto delicado para quem roda Brasil afora é o abastecimento. A qualidade do combustível varia muito e não é difícil encontrar a famosa “batizada” sendo vendida como gasolina boa. Alguns efeitos de gasolina ruim podem ser atenuados com filtros suplementares,  algo que também deve ser tema de consulta a seu mecânico, que pode recomendar  (ou não) esse recurso, de acordo com o tipo de moto que você tem.

Bagagem não pode ficar frouxa
Se sua moto tem malas laterais ou alforjes, assim como um baú e bolsa de tanque, sua vida está facilitada. Se não tem nada disso, saiba que quanto menos tralha se leva em uma moto, melhor.
Elásticos ou aquelas redes com vários ganchos são a clássica solução para fixar tudo à porção traseira do banco ou em um hipotético – e hoje cada vez mais raros – bagageiro traseiro.
E se você estiver acompanhando? Alforjes de cordura específicos para sua moto são uma boa solução, certamente melhor do que carregar uma mochila no peito e outra nas costas do acompanhante, coisa que reduz a mobilidade e pode cansar.
É importante lembrar aos menos experientes que uma moto – qualquer que seja – é um veículo muito sensível às variações de carga, o que pode mudar substancialmente o comportamento dinâmico em curva, frenagem ou mesmo nas retas, em situação de mudanças rápidas de faixa de rolamento.
A bagagem jamais pode ser fixada à moto de modo frouxo, que permita sua movimentação, pois isso pode ser desastroso em uma situação que exija uma manobra mais decidida.

Dá para ter conforto?
Quanto ao seu conforto, o elementar conselho é usar um traje que ofereça proteção e ao mesmo tempo não seja incômodo: algumas calças e jaquetas parecem ser o máximo em termos de segurança por conta dos elementos rígidos colocados nas partes mais afetadas em acidentes, como antebraços, cotovelos, ombros, joelhos e canela, mas, ATENÇÃO, pois o desconforto causado por essas verdadeiras armaduras pode ser mais prejudicial que usar trajes não tão extremos, mas dentro dos quais a vida é melhor...
Pelo mesmo caminho vão as proteções das extremidades: capacete, luva e botas. Aperto não pode nem nos pés, mãos e muito menos na cabeça, no entanto, um capacete bom não deve rodar na sua cabeça quando você a agita rapidamente de um lado para outro.
Uma entrada excessiva de ar, sem chance de regular a ventilação, é ruim em estrada, pois resseca os olhos, causando irritação e problemas de visibilidade. Chato também é o capacete ruidoso e contra isso a solução é difícil: ou seguimos conselhos de amigos/vendedores  de lojas ou... gastamos dinheiro, pois, invariavelmente, as marcas mais caras são as mais silenciosas e confortáveis em todos os aspectos.
As luvas justas são outro problema, pois, depois de horas ao guidão, as mãos incham e elas podem causar problemas de formigamento e perda de sensibilidade.
Mesmo se você acha que o banco de sua moto é ótimo, em viagens longas, com distância acima de 500 km/dia, ele se tornará um inimigo de seu traseiro. A posição obrigada, constante, agravada eventualmente pela presença de um garupa que não permita muito movimento, faz o humor cair a níveis pavorosamente baixos.
Solução? A almofada de gel. Há modelos específicos para motos, mas até mesmo aquelas que são vendidas em casa de artigos cirúrgicos servem. Fixada com elásticos finos ou tiras de câmera de ar, certamente não oferecem um visual de concurso de beleza ao seu veículo, mas preservarão uma parte do corpo da qual dependemos de maneira fundamental em viagens de moto.
Outro acessório que é capaz de tornar uma viagem de horror em grande prazer é o para-brisa, que permite manter velocidades maiores sem que a massa de ar nos empurre para trás, fazendo com que o guidão seja agarrado de maneira como se fosse a única tábua  boiando depois de um naufrágio.
No mercado há diversos tipos de para-brisas para todos os modelos de moto, assim como as motos que já vem com este acessório podem ser equipadas com versões maiores e/ou mais altas. Este anteparo pode não ser algo que agrade a todos no aspecto estético, mas do ponto de vista prático é indispensável em viagens médias e longas.
Um toque final diz respeito à conformação e ao material das manoplas: nem sempre o que é bom para um serve para outro. O mercado de reposição/paralelo oferecem manoplas com borracha de densidades diferentes e idem com relação aos diâmetros da empunhadura. Coisa sutil, mas que pode fazer a diferença na hora de apoiar as mão nelas durantes horas, dias ou até semana às vezes. Pesquisar, buscando alternativas às originais pode trazer bons resultados.


Fonte: Roberto Agresti  coluna no G1.
http://g1.globo.com/carros/dicas-de-motos/noticia/2013/12/vai-viajar-de-moto-veja-que-cuidados-para-tomar-antes-da-estrada.html 


Pela experiência que temos, podemos garantir que se você tomar essas precauções diminuirá em muito dores de cabeça durante a viagem, extraindo dessa experiência o melhor!!!

Bons ventos e boa viagem.


Torre del Paines. Arquivo pessoal.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Deserto do Atacama de moto em 2011



Ainda relembrando nossa viagem ao Atacama!!!
Paisagens maravilhosas, daquelas que nunca tiramos das nossas mentes.
Venha conosco!!!!


#Viagem: Paso de Jama.

Olá, hoje estamos recordando nossa passagem pelo passo de Jama!!!
Amamos o Chile!!!! Paso de Jama!!! Desejamos que nossos olhos ainda possam te ver muitas vezes mais!!! 🏍🏍. O Paso de Jama fica a 160 quilômetros de São Pedro do Atacama e a 4200m de altitude. Fica na RN 27 no Chile. É um trecho muito bonito e merece uma boa apreciação e inúmeros cliques. Você verá muitos bichos, entre eles guanacos, lhamas, flamingos, entre outros. Nesse trecho está a fronteira entre Argentina e Chile, a aduana fica mais próxima a cidade de São Pedro de Atacama. O que podemos dizer é que todas as vezes que passamos por lá ficamos estonteados com tamanha beleza!!!! Ainda não conhece? Então pegue a estrada e vá!!!!!


terça-feira, 22 de março de 2016

#Viagem: Curiosidades sobre os trajes peruanos.

Viajar é tudo de bom né?! Descobrir então, um pouco mais sobre a cultura dos povos dos lugares por onde passamos, acho sensacional.
Quando estivemos no Peru em 2014, fiquei imensamente encantada pelos trajes dos povos de lá. Principalmente pelos trajes femininos. Fiquei muito curiosa em saber um pouco mais sobre aquelas roupas coloridas, maravilhosas, que avistávamos no alto das montanhas do Vale Sagrado enquanto passávamos.
Em algumas conversas informais com as pessoas do local, me contaram em outras palavras o que o texto abaixo relata.


Assim como uma roupa nacional distingue um país de outro, as sutis diferenças nos trajes peruanos tradicionais identificam a origem regional de quem os usa. As semelhanças residem nos tipos de roupas usadas por homens e mulheres, mas as diferenças encontram-se nos desenhos e bordados e nas formas dos chapéus. Panos e maneiras de tecer são parte de uma longa tradição cultural que antecede a invasão dos conquistadores no século 16 e é marcada por cores naturais vibrantes e um estilo próprio.

Chapéus
Um dos elementos mais impactantes do traje nacional peruano é a variedade de "monteras", ou chapéus, de abas largas, distinguidos por possuírem o topo achatado ou alto e amarrado com fitas decoradas. Feitos de feltro de lã de alpaca, aestes chapéus indicam uma região montanhosa, uma área rural ou até mesmo um determinado agrupamento de dois ou três vilarejos. No seu livro "Gender and the Boundaries of Dress in Contemporary Peru" (O gênero e as fronteiras dos trajes no Peru contemporâneo), a autora Blena Femenías fala que as "monteras" são não apenas protetoras e decorativas, mas servem também como importantes símbolos de uma identificação cultural mais profunda. Os homens usam o "chullo" por baixo de um chapéu de abas largas de feltro, que é um gorro tricotado com abas que possui borlas que cobrem as orelhas.

Poncho
Praça central de Ollantaytambo
Usado principalmente por homens, o poncho é um grande cobertor ricamente colorido de lã de alpaca, com uma abertura no meio do tecido para a cabeça. Geralmente, o poncho é vermelho e, assim como as "monteras", é decorado com desenhos e bordados específicos que significam um determinado local, traduzindo a identidade regional de quem o usa.




Roupas para os ombros e manta para carregar mantimentos
Cusco.
Feito de tecido da lã de alpaca, a "lliclla" é um pano pequeno e triangular para os ombros que é usado sobre um casaco e amarrado na frente como uma vestimenta decorativa. A "k'eperina" é uma grande manta utilizada para segurar mantimentos, ou até bebês, e é amarrada na frente do corpo da mulher. A "k'eperina" proporciona à mulher uma eficiente maneira de carregar peso enquanto mantém as mãos livres. Já que muitas mulheres peruanas são fazendeiras e pastoras, esta peça também é muito prática.



Saias
As "polleras", ou saias de lã, são outra forma distintiva da vestimenta peruana. As mulheres, em geral, usam essas saias, que não só retêm o calor no frio do alto dos Andes, como também refletem o costume tradicional de centenas de anos e uma forte identidade cultural. Como nota Femenías, as roupas dos peruanos tradicionais caracterizam a pessoa e atam-na às raízes históricas do Peru. As saias de lã geralmente são bordadas em volta da bainha e possuem desenhos tradicionais, passados de mão em mão através de muitas gerações.



Ilha Uros


Casacos
Vale Sagrado - Pastoras
Uma "jujuna", ou casaco de lã, é geralmente reversível para o uso diário ou para ocasiões especiais. Estes casacos são vivamente coloridos e bordados, decorados com contas ou painéis de tecido, e usados por baixo da "lliclla" e da "k'eperina" e por cima de uma roupa justa.




Bordados
Um conjunto de trajes peruanos é conhecido coletivamente como bordado. Estes trajes são mais comuns entre as mulheres, mas os homens também os usam com um par de calças de lã em vez de saias. As roupas são fortemente ligadas ao sentido da identidade do usuário e, embora nas áreas urbanas e nas cidades se vejam roupas do padrão ocidental, os bordados retêm um forte significado cultural, histórico e geracional, com desenhos que refletem uma profunda conexão com a terra e a história das gerações peruanas.


Gostou das informações?! Então que tal compartilhar?!
Forte abraço! Bons ventos.


Fonte: http://www.ehow.com.br/traje-peruano-tradicional-info_37867/

quarta-feira, 2 de março de 2016

# Viagem: ADMIRÁVEL MUNDO NOVO #91 - JAIME DALMAU - Ilha de Uros

Olá! Saindo do forno mais um programa "Admirável Mundo Novo", apresentado pelo nosso ilustre amigo Jaime Dalmau. Nesse episódio falamos um pouco sobre a Ilha de Uros, Puno.
#confrariadoslobos #admiravelmundonovo #jaimedalmau #uros #ilhasflutuantes #lagotiticaca #titicaca #peru #motos #viagemdemoto #cultura #puno #inca 









segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

#viagem: BuenosAires 2016 : Recoleta e El Caminito.

Um pouquinho da nossa passagem por Buenos Aires!


História do bairro Recoleta.

Nesta área foi localizado o mosteiro dos monges recoletos. Foi também uma área de pomares e fazendas. O bairro da Recoleta começou em 1871 com a chegada de famílias ricas na zona sul da cidade. As famílias vieram para escapar da epidemia de febre amarela atingiu a bairro de San Telmo. As famílias construíram suas casas com estilos arquitetônicos franceses.
Visita ao Cemitério da Recoleta

Cemitério da Recoleta é considerado um museu por dois motivos. Um deles é o grande número de obras de arte encontradas lá. A outra razão é porque, no cemitério estão os restos mortais de personalidades famosas da política, cultura, arte e ciência.
O cemitério foi inaugurado em 1822. As abóbadas são na maior parte das famílias aristocráticas do país.

 O pórtico neo-clássico, com colunas clássicas e símbolos sobre o tema da morte.

As sepulturas sãode propriedade de cada família e cada proprietário deve pagar uma taxa mensal de administração. O metro quadrado mais caro da cidade, está localizado dentro do Cemitério da Recoleta.

Em seus quase seis hectares estão sepultados heróis da Independência, presidentes da República, militares, cientistas e artistas. Entre eles, Eva Perón, Adolfo Bioy Casares e Facundo Quiroga.

Os artistas e escultores que têm obras no Cemitério da Recoleta: Luis Perlotti - Carlos Romairone, Rene Sargent - Alfredo Bigatti, José Fioravanti, Jean Alexandre Falguière, Miguel Sansebastiano - Antonin Mercie, Luis Carriere - Pedro Zonza Briano, Alfredo Guttero - Tasso.

El caminito - La Boca.
La Boca é um típico bairro de Buenos Aires. Localizado às margens do Riachuelo, foi o típico bairro de imigrantes, principalmente italianos.
Nota: Não visite o bairro à noite. 
Rua Caminito
A rua mais famosa do bairro é chamado de "Caminito", onde diversos artistas e pintores vendem seus trabalhos aos visitantes. Na década de 1950, o morador Arturo Carrega decidiu recuperar o terreno onde antes era um estreito arroio e mais tarde passava o trem. Carrega convocou ao pintor Quinquela Martín, que batizou a rua como “Caminito” pelo título do popular tango de 1926, de Peñalosa e Filiberto. Caminito hoje é visitado por centenas de turistas todos os dias.

Para mais informações visite: http://www.buenosairesturismo.com.br/roteiros/

Estivemos por lá em janeiro de 2016.

#viagem: ConfrariadosLobos Uruguai Argentina 2016

Olá, hoje vamos compartilhar um trecho da estrada no Uruguai, em nossa viagem de moto realizada em Janeiro/2016.
Eis algumas das razões pelo qual somos apaixonados por este País.
Nesse trecho, estamos seguindo rumo a Argentina, passando a fronteira em Frei bentos e seguindo rumo a Buenos Aires.
Como podem verificar, estradas no geral em boas condições, abastecimento tranquilo, temperaturas agradáveis.




Quer mais informações de como chegar? Onde ficar? Faça contato conosco deixando mensagem inbox no nosso Facebook: https://www.facebook.com/confrariados.lobos

Desejamos a todos bons ventos!

sexta-feira, 17 de julho de 2015

#Viagem: Trem do Fim do Mundo, Ushuaia, AR.

Olá, hoje gostaríamos de falar em um bom passeio para ser feito em sua estadia em Ushuaia: Trem do Fim do Mundo ou Trem dos presos, como também é chamado.

"O Trem do Fim do Mundo, também chamado de "O Trem dos Presos" é uma das principais atrações da Ushuaia, num passeio que permite conhecer parte da história da Terra do Fogo e do que foi um dia, o trem do presídio.  
O trajeto percorre paisagens deslumbrantes, montanhas nevadas, rios, lagos e bosques virgens, numa viagem única em que o recorrido dura cerca de uma hora. O percurso é feita na réplica do trem que transportava os presidiários para trabalhar e abastecer lenha à população de Ushuaia há 100 anos.  
O trem dos presos começou a funcionar em 1909 e foi utilizado para esse fim até 1952. Em1995 a empresa Tranex Turismo decidiu reviver a lenda do famoso Trem do Fim do Mundo. Hoje, o recorrido faz apenas os últimos 8 quilômetros da rota original, que anteriormente  tinha 25 km.
A Estação do Trem do Fin del Mundo fica 8KM de Ushuaia.

Estação do Fim do Mundo
Reconstruída quase completamente em madeira e mantendo o estilo das tradicionais construções da cidade, a estação Ferrocarril Austral Fueguino, mais conhecida como a Estação do Fim do Mundo, fica a 8 km de Ushuaia, encravada entre o vale Monte Susana e a Montanha Martial.
Na estação é há um museu com fotografias que ilustram sua história, além disso, é possível conhecer as oficinas de manutenção onde se produzem as peças dos trens e vagões. Há também uma loja de souvenir e um bar.
O passeio começa na Estação do Fim do Mundo, em uma velocidade que não supera 15 km por hora, atravessando bosques, colinas e cachoeiras. Durante o trajeto é possível ter uma linda vista das florestas antigas, turfeiras e rios. Se o passeio for feito no inverno, a neve transforma a paisagem deixando ainda mais mágico o caminho.

O recorrido tem aproximadamente 14 km, até a Estación del Parque, dentro do Parque Nacional Terra do Fogo.
A viagem passa por belas paisagens da região de Canyon del Toro, cruza o Rio Pipo sobre a Puente Quemado e ingressa no bosque subantártico, um dos poucos que existe no mundo. De acordo com a estação do ano é possível apreciar diferentes paisagens: verde no verão; amarelo e vermelho no outono; branco de neve no inverno.
No trajeto é feito uma parada na Estação Macarena, onde existe a reconstrução de um assentamento Yámana, uma das tribos indígenas que habitavam a região. Há também a possibilidade de subir até um mirante para observar a vista do Vale do Rio Pipo e a nascente da cascata "La Macarena", na cadeia montanhosa da Le Martial.

O trem percorre uma faixa bem estreita contornando as montanhas, onde é possível ver diques de castores, o Rio Lapataia, além do turbal, uma espécie vegetal típica da região que absorve a água e seca os lagos.
Quando os guardas soam o apito é hora de retornar ao trem para continuar o recorrido. Serpenteando o Rio Pipo, o trem atravessa setores que mostram as marcas deixadas pelos presos, depois de quase meio século cortando árvores, o desmatamento foi apelidado de cemitério das árvores. O desembarque é feito dentro do Parque Nacional da Terra do Fogo.
Ao finalizar o trajeto de trem, é possível conhecer o Parque Nacional Terra do Fogo, criado em 1960, o parque possui 63.000 hectares, está localizado nas regiões de bosques patagônico e Altos Andes, por isso, possui um clima temperado frio e úmido, com nevadas e chuvas no inverno e uma paisagem de montanha com vales glaciais.
O passeio pode ser feito com excursões oferecidas pelas agências ou fechar um valor com o táxi na cidade para levar até a estação do Fim do Mundo e aguardar na estação do Parque Nacional para percorrer os principais pontos do parque.
O Trem do Fim do Mundo possui partidas diárias programadas nas primeiras horas da manhã e da tarde variando de acordo com a estação.

Informações:
O trem funciona durante 365 dias do ano, em diferentes horários de acordo à época do ano.
Duração: 60 minutos de sentido único.
Site oficial: www.trendelfindelmundo.com.ar/

Horários:
Temporada Promocional (do dia 01 de Maio ao dia 31 de Agosto)
10:00 hs. Estação do Fim do Mundo (CONFIRMADA)     
12:00 Hs Estação do Fim do Mundo (CONDICIONAL a um mínimo de passageiros)         
15:00 hs. Estação do Fim do Mundo (CONFIRMADA)     

Temporada Alta (do dia 01 de Setembro ao dia 30 de Abril)
09:30 hs. Estação do Fim do Mundo (CONFIRMADA)     
12:00 hs. Estação do Fim do Mundo (CONDICIONAL a um mínimo de passageiros)        
15:00 hs. Estação do Fim do Mundo (CONFIRMADA)    


Texto: http://www.tudoparaviajar.com/argentina/ushuaia/trem-do-fim-do-mundo




As imagens são de nossa autoria.


Gostou da dica? Então que tal compartilhar? Forte abraço e boas estradas!!!!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Bom dia!!! Hoje, deixamos aqui um pouquinho da exuberância do Passo Garibaldi, chegando em Ushuaia! Imagem de Janeiro de 2015. Apesar da chuva em nossa chegada, tivemos sorte, pois em nosso retorno pegamos uma camada de gelo sobre a pista. Correu tudo bem!



Gostou? Então que tal compartilhar?!
Bons ventos!



domingo, 28 de dezembro de 2014

#viagem: 1º dia: Florianópolis, SC - Rosário do Sul, RS.

E finalmente chegou o dia de  da nossa tão esperada e planejada viagem : 28/12/2014 -Rumo a Ushuaia.
Saímos de Floripa e nosso destino final foi Rosário do Sul, RS.
O primeiro dia foi tranquilo, estrada no geral muito boa. Uns 100 km antes de chegar em Rosário é que a pista ficou ruim, asfalto com desgastes e alguns buracos. Temperatura média de 27 graus. Sem chuva forte. Tudo certo.
Passamos por dois pedágios, um  em Gravataí  R$2,55 e o outro em Eldorado do Sul, que nos custou R$ 5,15.

Algumas fotos do trajeto!

Saída de casa.









Pegamos aquele trânsito "básico" em Laguna, alguns quilômetros de fila, mas nada que nos tirasse o sorriso do rosto, afinal, estávamos apenas começando nossa viagem. 
Impressionante como as pessoas de adaptaram ao congestionamento nesse trecho e já aproveitam para ganhar algum trocado, vendendo água, frutas, salgadinho e pasmem, oferecendo o banheiro de casa para ser utilizado no valor de R$3,00 por pessoa.
 Após passar a fila e aproveitar para fotografar calmamente a nova ponte, seguimos viagem, admirando as belas paisagens.



 Região de plantação de arroz, formam belas paisagens.
Plantação de arroz.









Guaíba

Região de Bagé, RS.


Próximo a Rosário do Sul, RS.





Gostamos desse hotel, pelo atendimento, comodidade e por não precisar entrar na cidade para seguir viagem.
Rosário Park Hotel: Pagamos 150,00 para o casal com café da manhã, wifi, piscina, ar condicionado, estacionamento, bom atendimento. Restaurante anexo ao hotel bem simples, mas a comida não deixou a desejar nem a cerveja gelada!!!!







 Por hoje é isto, amanhã seguimos viagem!!!!

sexta-feira, 25 de abril de 2014

#Viagem: Serra do Rio do Rastro, SC - Brasil.

                                                                                                            Texto escrito para a Revista MotoMercado (Coluna Viagem) - Abril 2014.



   Duzentas e cinquenta curvas em oito quilômetros de estrada concretada, que te levam do nível do mar até 1.420 metros de altitude, com uma variação da temperatura ambiente que pode chegar a 50%, ou seja, sair do nível do mar com 30 graus de temperatura e dez quilômetros depois estar a 15 graus, definitivamente, não é para iniciantes.
   Estes fatores fazem com que a Serra seja um trajeto cauteloso e técnico. E, em alguns trechos, a pilotagem difícil provocará receio no piloto em virtude do trajeto sinuoso.
   A estrada que cruza esta serra catarinense é bem sinalizada, bem pavimentada, protegida com muretas e bem monitorada pelas autoridades. Então as dificuldades da pilotagem, neste caso, não são por conta das condições da estrada, mas sobre o próprio piloto. Desta forma, testando suas condições físicas, técnicas e psicológicas, sobremaneira os ´apressadinhos´, ´indecisos´, ´impacientes´ e ´inábeis´ tendem a beijar o chão desta Serra.
   Assim sendo a sensação de ter sido iniciado no motociclismo é o sentimento que temos ao completar este trecho de floresta de Araucárias intactas, fauna e flora exuberantes formando paisagens espetaculares, tendo como moldura a Serra Geral e nela a estrada escavada em rocha natural que serpenteia um verdadeiro precipício e contorna um profundo cânion .




   A Serra do Rio do Rastro é um dos cartões postais de Santa Catarina. A rodovia liga a Serra catarinense ao litoral do estado unindo o planalto serrano (com temperaturas negativas no inverno, campos cobertos por gelo e neve) à planície litorânea colonizada por italianos e alemães de clima ameno. 
   Por tudo isso é considerada uma das estradas mais bonitas e desafiadoras do Brasil. Não obstante o fato de ter sido eleita a ESTRADA MAIS ESPETACULAR (assombrosa, em espanhol) DO MUNDO. O resultado da enquete (realizada por um site da internet) do jornal espanhol 20 Minutos é incontestável: A Serra do Rio do Rastro aparece em primeiro lugar, seguida pela ponte de Storseisundet, na Noruega e pelo túnel de Guoliang na China. 



Vamos a lista completa e respectiva  pontuação:
1. Carretera Sierra Río de Rastro, Sta. Catarina (Brasil) -  53.256 pontos
2. Puente de Storseisundet, Carretera del Atlántico (Noruega) – 12.403 pontos
3. Túnel de la Carretera de Guoliang (China)  - 11.536 pontos
4. Trollstigen (La escalera del troll) – Noruega – 8.011 pontos
5. Los caracoles del paso de Libertadores – Los Andes – 7.968 pontos
6. Camino de la Muerte (Bolivia) – 7.925 pontos
7. Viaducto de Millau, Carretera de París a Barcelona – 7.620 pontos
8. Autopista Elevada (Florida Keys) – 6.938 pontos
9. Corredor de nieve hacia el Monte Tateyama (Japón) – 6.906 pontos
10. Autopista 17, Carolina del Sur (Estados Unidos)  - 6.803 pontos
11. Paso Stelvio – Italia – 5.570 pontos
12. Autopista de James Dalton (Alaska)  - 5.101 pontos
13. Transfăgărăşan o DN7C – 4.888 pontos
14. Camino a Fairy Meadows (Pakistán) -  4.883 pontos

   A Serra do Rio do Rastro é um trecho da rodovia SC-438, que, partindo da cidade de Tubarão, região do litoral de Santa Catarina, passa por Orleans, Lauro Müller, Bom Jardim da Serra, São Joaquim e chega até Lages no planalto serrano catarinense.
   Por volta de 1730, famílias vindas do Rio Grande do Sul iniciaram o povoamento desta região. A dificuldade em adquirir gêneros de primeira necessidade levou os moradores a abrirem uma trilha na Serra Geral, ligando a região com o litoral, mais precisamente com a cidade de Laguna. À época, a trilha ficou conhecida como Serra do Doze (pesquisamos, mas não descobrimos o porquê do ´Doze´).
  Por essa trilha passavam pedestres e cavaleiros com suas tropas de mulas, ou seja, um caminho para tropeiros, que transportavam mercadorias (charque, couro, queijo e pinhão) das cidades localizadas sobre o planalto serrano, como São Joaquim e Lages, e, retornando com sal, açúcar, farinha e tecidos produzidos no litoral. Conta a história, que a trilha era de muito difícil passagem, sendo comum a perda de mulas que caiam nos precipícios da encosta.

Foto exposta na Churrascaria Casa Branca no centro de Bom Jardim da Serra

Em 1903, o então Governador Vidal Ramos inaugura uma estrada que partindo da atual localidade de Lauro Müller, permite o acesso até São Joaquim e Lages denominada então  "Estrada Nova".
   Em 1905, foi fundado o povoado e, com ele, construídas uma capela, em homenagem a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e uma escola. Em 1921, foi elevado à categoria de Vila, chamando-se Cambajuva. Em 29 de janeiro de 1967 foi criado o Município, sua instalação oficial aconteceu em 5 de março do mesmo ano. 
   No início dos anos 80, a rodovia SC438, que percorre a Serra, foi pavimentada. Nesta Região, a cidade de Bom Jardim da Serra - um dos municípios mais frios do país - possui uma das mais belas topografias do estado. É também chamada de “Capital das Águas” pelo grande número de rios que nascem na região.
   A natureza toma força e vigor com suas cascatas e montanhas cobertas por uma vegetação intocada. A Serra fica a 11 km do centro da cidade. São 12 km de estrada concretada para permitir o tráfego, especialmente em dias de neve e geada. A iluminação instalada a partir do ano de 2002, fez com que recebesse mais um atrativo, sua subida no período noturno é como se estivéssemos em um Grandioso Palco, onde nós figurantes, contracenamos com a Grandiosa Atriz Romântica - Serra do “Caminho da Luz” (outro nome dado a Serra do Rio do Rastro).
  Em outras ocasiões eu havia subido a Serra fazendo o trajeto: Florianópolis/Tubarão (BR101), Tubarão/Lages (SC438), daí pela BR282 até a Grande Florianópolis.
  Desta vez, resolvi descer. Então, defini ir de Florianópolis a Urubici (BR282), de lá até São Joaquim pela SC430. Vir pela SC438 até Tubarão e de lá, pela BR101, voltar a Florianópolis.
  Então, escolhido o destino e traçado o trajeto. Roupa na mochila. Mochila no bauleto. Bauleto na moto. E, moto na estrada.
  Preventivamente, resolvemos usar as parcas modelo ÍNDIGO da LookWell. A temperatura em Florianópolis era em torno de 26 graus, mas é sabido que aquela região prepara surpresas geladas. Neste caso, retiramos os forros aquecedores e levamos no baú. Chove pouco esta época do ano, pesquisamos a previsão climática (Epagri) e confiamos na impermeabilidade de nosso equipamento. Acertamos, não choveu. 
  Testamos um equipamento novo, que nos foi enviado pela HSS Racing. Usamos – por baixo da parca e calça – um modelo de roupa segunda-pele que compreende uma blusa de mangas compridas e uma calça comprida. 
   Feitos com uma composição de poliéster e elastano o conjunto WARM permite o aproveitamento do calor do próprio corpo. Na verdade, a roupa não aquece. Ela não permite a perca de calor para o ambiente. Isso vai manter seu corpo a, uns médios, vinte e seis graus. O quê para os ´encalourados´ é confortável. Além disso, o tecido é semi-elástico moldando-se ao corpo dando conforto e, principalmente, mobilidade. Não tem nada pior que vestir uma roupa para frio que deixe a impressão de estar travando seus movimentos. 
   Desenvolvida originalmente para esportes radicais, e adaptada para o motociclismo, chamou-nos a atenção detalhes como gola-padre alta (para proteger a garganta do frio), com zíper protegido por um tecido macio (para não arranhar o pescoço) atendendo perfeitamente à prática do motociclismo.




  Conhecido como ´Vale Europeu´, a BR282 corta as cidades de Santo Amaro da Imperatriz, Rancho Queimado e Alfredo Wagner na Serra Geral rumo ao Planalto Catarinense duplicada em poucos pontos da rodovia.
  O trecho é sinuoso, mas permite um visual onde a natureza exibe suas montanhas e cascatas dando um espetáculo aos viajantes.



   Logo após a cidade de Bom Retiro, há um trevo que liga a SC430, rodovia que nos levará a Urubici. Este trecho exigirá habilidade e calma do piloto. Pessoalmente, considero um dos mais perigosos de SC. No sentido BR282 a Urubici há um declive muito acentuado com curvas muito fechadas e com pouca tangência. Além disso, a umidade faz com que o pavimento fique escorregadio em alguns pontos. Cabe muita cautela.
   Em Urubici há boas pousadas e hotel para aqueles que resolverem fazer passeios como o da Serra do Corvo Branco (Urubici a Grão Pará), Morro da Pedra Furada e algumas cascatas. Vale aqui a indicação gastronômica para as trutas da região. São ótimas.
   Continuamos rumo a São Joaquim, ao fim da tarde a temperatura nos avisou que havíamos chegado.


  Três graus em abril. Mas, até que estava agradável.  ...Na frente da lareira é claro!



   Nossos amigos, parceiros de viagens (Ayrton e Vilma), nos aguardavam no Centro de Treinamento da Epagri. Noite de churrasco, queijos, vinhos e muito ´bate-papo´.
   Amanhece o dia, geada até ás oito horas. Lá pelas dez horas o sol eleva a temperatura até uns quatorze graus e deixa o ambiente ideal para prosseguirmos o passeio.



   Saímos de São Joaquim em direção a Bom Jardim da Serra pela SC438, cortando o Planalto Catarinense sobre a Serra Geral tendo as Araucárias, em sua forma nativa, como adereços da ´nossa´  estrada.



   Uma parada no Snow Valley para um chocolate quente acompanhado de torta de maçã, morango, limão, nozes ou ...  na dúvida, experimente todas. Aliás, a gastronomia desta região é maravilhosa. Iguarias como charque, queijos, embutidos, o tal de ´feijão tropeiro´, e, o famoso PINHÃO. 
Sabe o que é?
Como assim, não sabe?     Tá! eu explico ... 
   É a semente da árvore Araucária, por ser um Gimnosperma ela não tem frutos. A semente não tem  ´envólucro´, que seria o fruto, apenas uma casca. 
Dica da nossa bióloga de plantão Márcia Patrícia.

   Importa é que com ele bem cozido faz-se FAROFA COM PINHÃO, PÃO COM PINHÃO, CHURRASCO COM PINHÃO, PUDIM DE PINHÃO e ENTREVERO COM PINHÃO...   Entrevero é um prato típico da culinária serrana catarinense, feito com vários tipos de carnes cortadas em pequenos quadrados, tomate, pimentão, tempero e, e, e ...      PINHÃO.   Servido bem quente, suculento, acompanhado de pão ´crocante´ é tudo o que se deseja diante do frio da Serra.

   Então, voltemos a estrada. Já no Município de Bom Jardim da Serra nos deparamos com um incêndio na vegetação. Prática local para  ´limpar o pasto´.

   Infeliz prática. Só provoca danos ao meio ambiente, prejudica a segurança (visibilidade) do trânsito no local, e, acidifica o solo com as cinzas quentes, queimando também seus nutrientes. 

   Triste e revoltante visão.




  Chegamos ao mirante da Serra do Rio do Rastro, paramos para nos preparar para a descida.



   Céu FECHADO. A neblina era forte e muito densa. Não se enxerga nada. Estes fenômenos climáticos são rotineiros nesta região. 

   Note, aqui começa a iniciação do piloto.

_ Primeiro teste. PACIÊNCIA.
   Não cabe arriscar a segurança nestas circunstâncias, então, aproveite para fotos, conversar com as pessoas e principalmente, buscar informações sobre o trecho adiante.

_Segundo teste.  TOLERÂNCIA.
   Não perca o bom-humor, ninguém tem culpa da situação. Seja tolerante com o momento e procure tirar proveito da espera.

   Aguardamos quase uma hora, quando a neblina começou a dissipar e um motorista, que acabara de subir, nos disse que abaixo do mirante (uns 2 Km) já havia boa visibilidade.
   
   Então, começamos a descida. Faróis BAIXOS e auxiliares ligados. Toda a atenção aos outros veículos – que invadem a pista contrária nas curvas -  e ao pavimento, procurando posicionar as rodas da moto nos ´trilhos´ mais secos, ou seja, nos pontos mais claros da pista.

Ayrton e Vilma.

Logo em seguida a neblina subiu, continuamos nossa descida com esta preocupação a menos. 

_Terceiro teste. CONCENTRAÇÃO.
   O trecho inicial (mais alto) é o mais sinuoso. Exigiu maior concentração para a pista e para o equipamento. Freios, embreagem e suspensão devem ser analisados o tempo todo pelo piloto. Sua concentração não pode falhar. Esteja atento para qualquer alteração da normalidade. Qualquer diferença que seja notada você deverá buscar um refúgio e parar imediatamente.  Não arrisque.

_Quarto teste: HABILIDADE.
   Aqui você conhecerá sua moto intimamente. Notará, na prática, aqueles efeitos que os artigos sobre pilotagem descrevem.

    Notará que sua custom tem ´vontade própria´, nas curvas – algumas vezes – ela sai do seu traçado procurando a tangência por si só. Como se ela definisse a trajetória sem dar a mínima para quem está atrás do guidão.

   Notará que sua esportiva não está tão colada no chão como você imaginou. A roda traseira parece que está querendo ultrapassar a dianteira. Aja braço pra segurar a briga das duas.

   Notará que sua big trail é pesada. E que, ou você usa este peso a seu favor, ou terá a impressão que o guidão afrouxou.

¬_Quinto teste: LIMITES.
   Conheça e respeite, seus próprios limites. 
   A Serra é um grande passeio do qual você nunca mais se esquecerá. Desejamos que esta lembrança seja apenas de momentos bons. Seguramente, é bom ter domínio da moto antes de fazê-lo.

   No trajeto, você notará vários locais que permitem paradas seguras, monumentos e venda de souvenirs. Então, curta a paisagem, fotografe muito, respire aquele oxigênio puro e agradeça aos céus por estar ali.

   Na segunda metade do trajeto as curvas são bem mais amenas, isto permite uma pilotagem menos tensa, mais prazerosa. Sugiro que pare e veja o que acabou de fazer. Aos pés da Serra você olhará para cima, verá a estrada e se orgulhará de ser motociclista.

   Em dias de céu limpo, pode-se avistar o mar na região de Laguna, realmente um cartão-postal.



   Chegando ao pé da Serra do Rio do Rastro você encontrará um trevo rodoviário que o levará a cidade de Orleans, Tubarão, Urussanga ou Treviso. Seguimos na direção de Tubarão para alcançarmos a BR101 e daí para Florianópolis pelo litoral catarinense. 




Se você gosta de viajar, fique a vontade, sinta-se na estrada...
    Lobo/Edna



Pesquisamos em: 
www.cprm.gov.br/coluna/serra_rio_rasto.html‎ 
www.lauromuller.sc.gov.br/turismo/item/detalhe/9961
www.serracatarinense.com.br/bomjardim.htm
www.serradoriodorastro.net/‎ 
www.gazetadopovo.com.br/.../rio-do-rastro-corvo-branco-e-urubici-uma...
Portal G1

quinta-feira, 13 de março de 2014

quinta-feira, 27 de junho de 2013

#Viagem:Clima no Peru e quando ir.

O clima no Peru tem, basicamente, duas estações principais: a seca (Inverno), de Abril a Outubro; e a úmida (Verão), de Novembro a Março. Mas, para confundir, apresenta 3 zonas geográficas bem distintas: a zona de costa, a Oeste; a selva amazônica, a Este; e as montanhas dos Andes, no centro, quase que dividindo o país a meio. Além da estação do ano, o clima, bem como os próprios hábitos e estilos de vida, variam bastante conforme a região.
A costa peruana é banhada pelo oceano Pacífico e a sua paisagem é, maioritariamente, árida e seca. Durante os meses de Inverno (Abr-Out) é normal estar um bocado frio e, quase sempre, uma fina camada de névoa a que os peruanos chamam “garua”, que, na minha opinião, não incomoda assim tanto nos vários dias fantásticos de “sol de inverno”. Durante o Verão (Nov-Mar), o tempo é mais quente e úmido (sendo que na costa chove sempre muito pouco) e, como não há “garua”, o sol brilha com mais força, chegando-se facilmente aos 30º graus e mais. Esta é a época em que os peruanos costumam fazer praia. Na zona Norte, já perto da fronteira com o Equador (Tumbes, Mancora, etc), o clima não sofre o efeito da corrente fria de Humboldt, pelo que é bom para fazer praia o ano inteiro e a temperatura da água do mar é quente, ao contrário do que acontece no resto da costa. O Peru não é um destino de praia por excelência e, fora desta zona Norte mais “tropical”, as paisagens costeiras podem até ser demasiado áridas e um pouco desoladoras… com a sua própria beleza nostálgica, é certo, mas nem toda a gente gosta (eu gosto!).

Na região da selva amazônica o clima é tipicamente de floresta tropical, úmido e com chuva abundante. A melhor altura para visitar esta zona é durante a temporada seca (Abr-Out), quando os rios diminuem o seu caudal e as estradas estão facilmente transitáveis. Durante a temporada úmida (Nov-Mar), caem sempre grandes chuvadas, pelo menos uma vez por dia, e alguns acessos podem ficar deteriorados. Ainda assim, estas chuvadas duram apenas algumas horas e depois o sol aparece. É procurar abrigo e esperar que passe, idealmente à conversa com os locais!

As zonas altas da cordilheira dos Andes, onde se encontram as principais atrações turísticas do Peru (Cusco, Machu Picchu, Lago Titicaca, etc) também obedecem às mesmas temporadas seca a úmida. A melhor altura para visitar e para fazer o famoso Inca Trail, e outras atividades de trekking e montanhismo, é durante a temporada seca (Abr-Out), sendo que os meses mais concorridos são Jun-Ago, durante o período de férias na Europa e América do Norte. As amplitudes térmicas são grandes e é comum estarem 20º-25º graus durante o dia e, pela madrugada dentro, cair para temperaturas próximas de zero ou negativas. Durante os meses úmidos também é possível visitar esta zona, mas a experiência pode não ser tão agradável, com estradas e trilhos enlameados, etc.

Por último, convém referir que o Peru está sujeito ao fenômeno El Niño, que ocorre, em média, de 7 em 7 anos. Este fenômeno caracteriza-se por uma alteração súbita e em grande escala das correntes oceânicas e níveis da água do mar, bem como por uma alteração dramática dos padrões climáticos mundiais, e traz, quase sempre, tempestades de chuva e vento e grandes inundações.

Pare ver o tempo atual no Peru,  clicar em: Tempo no Peru.




Fonte: http://www.tempodeviajar.com/


Adoramos nossa viagem ao Peru em janeiro de 2013. Certamente voltaremos para conhecer outras regiões desse país maravilhoso!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

# Viagem: Puerto Maldonado - Cusco, PE.

Recomendamos que para fazer este trajeto saia cedinho de manhã, embora a quilometragem não seja longa, você vai parar muito para fotografar, filmar e admirar as belezas da estrada. Sem falar é claro nas curvas, que a partir de  agora substituem as retas intermináveis que nos acompanharam até aqui.
Atentamos também para a importância de levar algo para comer como barrinhas de cereal ou algum biscoito para enganar a fome. Aqui no Peru, diferentemente dos outros países por onde passamos, os postos de gasolina não tem lojas de conveniência, então, você fica sujeito a ter que parar nas vilas por onde passa no caminho para encontrar algo para comer, beber e te digo, nem sempre dá coragem, pois não tem  muitas opções de produtos industrializados.
A estrada de Puerto Maldonado a Cusco é muito boa. Fique atento aos quebra molas, geralmente nas entradas e saídas dos vilarejos e aos cachorros que atravessam a pista "do nada". Normalmente ele ficam pastoriando os rebanhos ao longo da estrada.
Como dito anteriormente, prepare-se para ficar boquiaberta(o), com tamanha beleza desse percurso. Paisagens e cachoeiras de tirarem o fôlego. Mudança de temperatura. Pegamos sol e calor, chuva, frio e gelo na pista, tudo no mesmo dia. Nada que uma boa blusa solo colocada bem a mão na bagagem e uma parada para vesti-la não resolva. Luvas isothérmicas também foram indispensáveis.
E por falar em água, esta é abundante por aqui, tanto, que em determinados pontos da pista a água passa por cima da pista, é bom ficar atento, não é nada profundo, mas é bom dar uma reduzida na velocidade.



Parador da família Mendes.



Confesso que fiquei um tanto quanto chocada com a paisagem que me deparei em determinado trecho da estrada, um grande acampamento feito em sua grande maioria de lonas, muita pobreza.








Água na pista.

Parada para esticar as pernas e fotografar.

Matar a cede.


Mais água na pista.

Silvana e Ademir.

Fomos muito agraciados hoje de manhã, quando em determinado ponto da estrada encontramos subindo para o Acre nossos amigos Silvana e Ademir, que voltavam de Machu Picchu.




Tendas ao longo da estrada.







Água na pista.








Parada para colocar a roupa de frio.






























Não tive escolha, a fome apertou. Essa foi uma das melhores sopas que tomei até hoje.



Acabamos chegando a noite em Cusco, não saímos muito cedo de Puerto Maldonado e paramos bastante, andamos devagar para curtir a estrada. Arriscado, porém, valeu a pena.
Gostaria de salientar a importância em sair mais cedo de Puerto Maldonado, pois o caminho até aqui é muito bonito e tem bastante curvas. Aproveito também para dizer que os postos de gasolina no Perú não tem loja de conveniência, é só o combustível e no máximo um banheiro. Por isso tenha na sua bagagem biscoitos, barra de cereal... nos povoados você encontra algumas vendas onde uma coca cola, água ou um pacote de biscoito vão quebrar o galho.
Amanhã é conhecer a cidade e pegar informações sobre como chegar a Machu Picchu.


Trajeto de hoje:
430 Km rodados.