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quarta-feira, 30 de abril de 2014

# Segurança: MULHERES X ESTILO SOBRE RODAS.

Mulheres e motos, descubra o seu estilo sobre duas rodas.

  Hoje em dia é muito comum ver mulheres andando de Moto pelas ruas. Isso é muito bom, sinal de que as Motos estão se popularizando cada vez mais como meio de transporte e de diversão. 
  
  Antigamente, a figura da mulher que andava de moto era meio masculinizada, algumas vezes até demais, faltavam roupas adequadas ao corpo feminino. Além disso, as motos eram complicadas, pesadas, altas e a partida? No pedal.  
   Estes eram alguns dos fatores que nos "impediam" de dominar esta máquina.

   Agora os tempos são outros. Os fabricantes enxergaram o crescente, e valioso, ´nicho´ de mercado. Por isso, tanto as motos quanto os equipamentos e acessórios ganharam itens mais femininos, atualmente as mulheres podem andar em suas máquinas com facilidade e estilo.

  Aliás, hoje as mulheres querem ter seu próprio estilo e o mercado nos oferece inúmeros produtos para tal. Não precisamos mais andar naquelas roupas "quadradas" e usar "cuturnos" para termos segurança ao pilotar ou andar na garupa. 

  Segurança é algo que não pode ser esquecido na hora de escolher nossos equipamentos. Além da estética, precisamos de produtos confortáveis e de qualidade.
Portanto, esqueçam calçados do tipo rasteirinha, scarpim, sapatilha, chinelos, seja para andar na garupa ou pilotar sua máquina. Calçado tem que ser fechado e de preferência no mínimo até a altura do seu tornozelo. Abaixo listamos outras vestimentas adequadas e indispensáveis a sua segurança.



Seja qual for o seu estilo, nunca saia sem os itens básicos de segurança: 

1. Capacete: 
  Veja se o seu capacete, além de ser bonito, é o seu tamanho ideal, é resistente, confortável, leve e silencioso. Os capacetes de modelo todo fechado, são os mais seguros. Evite modelos estilo "coquinho", eles não oferecem praticamente nenhuma proteção. Isto fará toda a diferença em viagens de longa distância.

2. Jaqueta: 
  A jaqueta é o segundo item mais importante dos equipamentos de proteção, ficando atrás apenas do capacete, além de proteger na hora do acidente, também deve proteger das chuvas que simplesmente aparecem do nada. Opte por jaquetas com forros removíveis, tanto para o frio como para chuva.

  Escolha o seu modelo ideal e lembre-se também de verificar as proteções necessárias que ela deve ter: ombros, costas, cotovelos. 

  Outro fator importante são os acabamentos, pode parecer bobagem, mas seu uso tanto no dia-a-dia como em viagens deve ser confortável. Nada de golas sem acabamento que ficam "pegando" no seu pescoço, ou mangas largas sem opções de fechamento, nada pior que um indesejado vento entrando pelo seu braço ou uma manga que impossibilite a colocação correta das luvas. 

  Outro fator que considero importante é o comprimento da jaqueta, o ideal é que ela fique, no mínimo, um palmo abaixo da cintura da calça. Acredite, em dias frios ou de chuva, isto fará muita diferença. Existem vários modelos de ´parcas´ no mercado que além de bonitas e femininas, nos deixam mais confortáveis.

3. Calça:
  A dica é comprar modelos femininos, elas tem a cintura mais alta e ajustável ao seu corpo. Existem modelos com elásticos laterais que proporcionam maior conforto e ajuste ao seu corpo. O material fica a sua escolha, seja couro ou cordura. Evite apenas a calça jeans.

  Não esqueça novamente de verificar as proteções, joelho e laterias um pouco abaixo da cintura. Opte também pelos forros removíveis, são bem mais práticos. Se possível compre a jaqueta e a calça do mesmo fabricante, isto garante que você consiga acoplar a jaqueta na sua calça, proporcionando maior conforto e proteção.

4. Luvas:
  Opte por modelos com proteções e  impermeáveis, elas te darão maior conforto ao pegar chuva e manterão suas mãos aquecidas e secas.

5. Botas:
 Assim como as luvas o ideal é que elas sejam impermeáveis, caso não seja possível, uma galocha também resolverá seu problema em dias de chuva. Escolha modelos adequados e feitos para andar de moto, eles te oferecerão maior segurança.

 Outra dica é comprar um número (tamanho) que permita a você utilizar uma meia mais grossa em dias mais frios, sem tirar o seu conforto.

  Pronto. Depois de estar com os equipamentos devidamente escolhidos, utilize seus acessórios, com aquele toque feminino, para curtir seus passeios com segurança e estilo esteja você pilotando ou garupando.

Então, boas estradas garotas!

Abraços!
Edna-Mey


segunda-feira, 11 de março de 2013

# Meditação e motociclismo: a história da monja Coen.


Motociclismo e zen budismo. A princípio, podem parecer dois assuntos sem nenhuma ligação. Porém, para Cláudia Dias Baptista de Souza, mais conhecida como monja Coen Sensei, pilotar uma moto com maestria é o mesmo que meditar. Apesar da voz serena e da tranquilidade que passa em suas entrevistas, os seus 55 anos resguardam uma história rica em rock’n roll, aventuras e motociclismo.
No Brasil, Coen foi uma das primeiras mulheres a comprar uma motocicleta e a única monja de descendência não japonesa a assumir a Presidência da Federação das Seitas Budistas do país, por um ano. Hoje, mantém um templo zen-budista no Pacaembu, em São Paulo. “Quilômetro por quilômetro, instante por instante. A moto tem muito isso, você tem de estar inteiro, com atenção permanente. A moto é uma filosofia de vida. Se você não ouvir e sentir, cai”, descreveu ela, em entrevista publicada originalmente no blog do advogado e entusiasta da vida sobre duas rodas Giovanni Guida Júnior.

Aos 19 anos, Cláudia teve o primeiro contato com o motociclismo, quando aprendeu a pilotar em uma Ducati. Prima dos músicos Sérgio Dias e Arnaldo Baptista, do grupo de rock brasileiro Os Mutantes, ela coleciona histórias para contar. Trabalhou como jornalista, o que lhe possibilitou adquirir uma moto com maior cilindrada, foi iluminadora de palco e bancária, além de ter namorado um integrante da equipe que fazia a iluminação para os shows do Alice Cooper.



Durante sua vida sobre duas rodas, ela chegou viajar por diversos locais do país em sua motocicleta. Entre elas, destaca-se uma jornada ao Rio de Janeiro que fez no início da década de 1970. “Uma vez, eu tinha ido a Ipanema e, na volta, minha moto parou na estrada. Não conseguia dar partida. Um grupo de Hell's Angels se aproximou e falei: "Pronto...". Eles me olharam e disseram: "Escuta, você não estava na praia em Ipanema? Nós consertamos a moto para você, vamos lá, minha irmã", contou.

Ainda em sua época hippie, ela chegou a ser presa em flagrante na cidade Estocolmo, capital sueca, por tentar entrar no país com LSD. “Para mim, tomar ácido era uma coisa de onde está Deus. Fomos para lá pois a gente achava que tinha muito suicídio na Suécia porque faltava espiritualidade”, explicou. Foi enquanto estava presa que a monja Coen começou a meditar. “Os Beatles meditavam, o pessoal do Yes, do Pink Floyd, grupos que eu achava muito bons, muito inteligentes. E eu me perguntava: se essas pessoas tão inteligentes fazem isso, o que é isso?”

O primeiro contato com o budismo foi em Berkeley, na Califórnia, no Zen Center of Los Angeles - ZCLA. Após se apaixonar pela doutrina, ela decidiu aprofundar os seus conhecimentos e, em 1983, foi ordenada monja. Nesse ano, mudou-se para o Japão, onde permaneceu por 12 anos, passando os primeiros oito no Convento Zen Budista de Nagoia, Aichi Senmon Nisodo e Tokubetsu Nisodo. O nome Coen foi dado por seu mestre e é inspirado em um poema. 'Co' quer dizer 'só' e 'Em' quer dizer 'círculo'. Segundo ela, o nome budista deve expressar as características da pessoa.

“A moto é como a vida. É ela que diz a você quando mudar a marcha, você não escolhe. Tem de ficar em sintonia com ela. E essa é a sintonia que a gente tem de ter com a vida. Quando é que eu não posso acelerar? Quando é que devo ir mais devagar? Existe uma frase no budismo que diz assim: ‘Vá reto por uma estrada cheia de curvas’. As pessoas pensam que você vai entrar na curva e se matar, mas não é nada disso. Seja macio na curva, seja a curva quando ela aparece. E isso a moto ensina, a ser flexível”, ponderou.

 http://www.encontrodemotos.com.br

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

#Notícia:1º Moto Passeio Feminino SC





  Olá amantes do motociclismo, hoje eu gostaria de falar um pouco mais sobre as fabulosas mulheres que passaram da garupa para a pilotagem das motos ou ainda sobre aquelas que já iniciaram pilotando.
É crescente o número de mulheres que se aventuram sobre duas rodas em nosso país. Hoje em dia, já não é mais tão raro ver a figura feminina emprestando seu charme, beleza e ousadia pelas ruas por onde transitam. São mulheres que trabalham fora, esposas, mães e amantes da liberdade sobre duas rodas, seja como meio de transporte ou para as horas de lazer.
Infelizmente ainda existe um certo preconceito em relação a mulheres e motos, mas também, existe quem as admire e  as respeite como merecem.
A moto, além da agilidade, proporciona um prazer indescritível de liberdade - talvez seja por isso que batizei a minha Ninja 250 como Freedom - e porque não dizer de glamour.
Antigamente, a figura da mulher que andava de moto era meio masculinizada, algumas vezes até demais, faltavam roupas adequadas ao corpo feminino. Além disso, as motos eram complicadas, pesadas, altas e a partida? No pedal.
 Estes eram alguns dos fatores que nos "impediam" de dominar esta máquina.  
Atualmente os tempos são outros. Os fabricantes enxergaram o crescente, e valioso, ´nicho´ de mercado, tanto para as motos, quanto para os equipamentos que ganharam itens  mais femininos.  Aliás, hoje as mulheres querem ter seu próprio estilo e o mercado nos oferece inúmeros produtos para tal. Não precisamos mais andar naquelas roupas "quadradas" e usar "cuturnos" para termos segurança ao pilotar ou andar na garupa. 
Os modelos preferidos pelas mulheres vão das escooter's, passando pelas esportivas, custon's e offroad's. 
Seja qual for o estilo escolhido para pilotar, no dia 15 de Novembro de 2012, todas terão o mesmo destino.
Descobrimos essa semana um movimento inédito em Santa Catarina, um moto passeio exclusivo para mulheres e suas fabulosas máquinas.

A ideia surgiu da motoclista Sandra V. D. B. Vogel moradora de Schroeder/SC, apoiada pela filha Ana Carla Vogel e amiga Josiane Beyer (residentes na mesma cidade), Daiane Witthoeft e Raquel Nitz de Jaraguá do Sul/SC.

Comissão: Daiane, Sandra, Ana Carla, Josiane e Raquel
Juntas elas formaram a comissão organizadora do evento, responsáveis por tornar este sonho realidade.
Em conversa com Josiane, fomos informados que o trajeto do passeio será de Jaraguá do Sul, passando pela Serra D. Francisca em Joinville, Corupá e São Bento do Sul.
Ainda conforme Josiane: "Esse evento tem por objetivo reunir as mulheres motociclistas da nossa região para fazer novas amizades, terá paradas para foto, almoço, bate papo e muitas histórias pra contar."
Sandra Complementa: " O nosso objetivo é mostrar que as mulheres tem força, que merecem ser reconhecidas também como motociclcistas, queremos unir laços, quebrando barreiras. Queremos ser respeitadas."

Vamos conhecer um pouco mais do relacionamento da idealizadora deste movimento e o motociclismo, Sandra V. D. B. Vogel.
Perguntada sobre como surgiu a sua paixão por motos, Sandra fala: " essa paixão é antiga, começou quando passeava com meu pai em sua lambreta.
Depois,aos 14 anos 'roubava' a moto do meu primo, uma cgzinha amarela, só pra sentir o vento no rosto e a sensação de liberdade... era tudo de bom... acho que ele (meu primo) desconfiava mas nunca falou nada, acredito até que sentia admiração por me ver pilotando.
Sandra na sua Turuna
Bem, já se passaram mais de trinta anos de pilotagem. A primeira moto dela foi uma Turuna (linda, como ela diz), depois uma CG bolinha vermelha, que usava pra ir trabalhar.
Depois, com o nascimento dos filhos, abandonou temporariamente a ideia de ter moto. Mais tarde, em detrimento deles, comprou outra moto pois precisava de um meio econômico para levá-los a escola - "daí veio a DT-180 vermelha (minha paixão)".
Chegou a ter uma CB 400 a qual, com muito sofeimento, precisou se desfazer.
Os filhos foram crescendo e tiveram a mesma paixão de Sandra e do marido: motos. Daniel, comprou uma CG e Ana Carla uma Biz 100 e foi então que ela resolver ir atrás do seu sonho, a sua moto.
Sandra diz: " comprei uma bros 150, no primeiro mês nem andei com ela, só olhava maravilhada a minha conquista... masss... não era a moto que eu queria... até que um amigo me convidou pra fazer um test-drive com uma kawasaki ninja 250... nossa, essa sim, foi amor a primeira voltinha... e saí da concessionária com ela, é minha atual companheira de estrada. A Bros continua aqui, nao quero me desfazer dela e temos uma XT 600 também, que é do meu marido, essa eu até tento pilotar mas não me agrada, é muito alta e pesada pro meu gosto."
Perguntada sobre ter sofrido algum tipo de preconceito, esta brava motociclista diz:" ah com certeza, ja sofri muito com isso, logo que comecei a pilotar a mais de 30 anos atrás , uns(muitos) me olhavam com cara feia e outros (poucos) com admiração... e até a bem pouco tempo atrás ainda senti isso, mas hoje eu já nao dou mais bola pra isso porque a própria palavra fala por si, é pré-conceito..."
Sandra cultivava há muito tempo uma vontade de fazer algo pelo motociclismo feminino, foi então que surgiu a ideia de criar este evento - 
"sempre comentei com a minha família essa minha vontade e então, um dia lancei a idéia na rede social facebook, só pra ver se teria retorno...e a minha surpresa foi quando ao final do dia muitas meninas estavam aderindo, querendo participar. 
Chamei então minha filha Ana Carla (motociclista também) e as minhas  amigas Raquel, Daiane e Josiane pra formarmos uma comissao organizadora pra esse evento,
com certeza sózinha eu não teria condições de encarar isso tudo. Elas então começaram a fazer contato com jornais, rádios e possíveis patrocinadores pra fazer desse um evento organizado, que marque, que seja maravilhoso, que seja NOSSO.

Abaixo as meninas da família:

Sandra (eu), Sandra Mara (nora), Milena e Ana Carla


Sandra com as suas meninas: Ninja e  Bros.
Para quem quiser participar do moto passeio, poderá fazer a inscrição através do endereço de e-mail: mpfemininosc@hotmail.com

A taxa de incrição será 1Kg de alimento não perecível, que poderá ser entregue antes da saída, no local ainda a ser divulgado, arrecadado em prol de instituições carentes de Jaraguá do Sul.
Maiores informações sobre o evento podem ser obtidas pelo telefone: 47-9611-0412, com a Raquel, ou pelo e-mail: mpfemininosc@hotmail.com .

Bem meninas, nós da Confraria dos Lobos, desejamos a vocês sucesso no Primeiro Moto Passeio Feminino de Santa Catarina. Temos certeza que será um marco para o motociclismo feminino de Santa Catarina, juntando forças com as demais frentes do Brasil.
Parabéns pela iniciativa, essa ideia só faz reforçar que lugar de mulher, realmente é trás do tanque, de uma moto, é claro.

Edna - Confraria dos Lobos.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Notícia: Parabéns as Mulheres Motociclistas!


Conheça algumas que deixaram a garupa e assumiram o guidão.

Vendas de motos para o sexo feminino são 25% do total no Brasil.

Rafael MiottoDo G1, em São Paulo
Integrantes do Ladies of the Road, motoclube só para mulheres (Foto: Raul Zito / G1)
Integrantes do Ladies of the Road, motoclube só para mulheres (Foto: Raul Zito / G1)















Nesta sexta-feira (27), Dia do Motociclista, a imagem clichê do homem comandando sua moto com a namorada na garupa pode não condizer com a realidade. Aos poucos, as "meninas" estão passando para o banco da frente e assumindo o guidão. A quantidade de mulheres habilitadas para conduzir motos cresceu 44% em 3 anos. Em 2008, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), 2.534.237 delas possuíam CNH para motos. Em 2011, este número aumentou para 3.655.428.
Mulheres; motociclistas; moto; motocicletas; motoclube; Harley-Davidson; custom; motoqueiras; guarda; civil; são paulo (Foto: G1)
As vendas de novas motocicletas, que têm crescido em geral no Brasil nos últimos anos, também subiram para clientes do sexo feminino. Desde 2009, esse público corresponde a 25% do total, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo). Em 2001, elas eram apenas 17% dos compradores destes veículos (veja na tabela ao lado).
De Harley pelas ruasNem todas começam por iniciativa própria. “Andava na garupa de meu marido e não tinha vontade de pilotar. Mas ele comprou uma moto para mim, me fez tirar habilitação", conta Sandra Beccaro, de 45 anos. "Quando comecei a andar, foi só alegria e agora não tem como largar. Minha moto atual, a terceira, já está com mais de 100 mil km rodados."
Além de trabalhar como administradora de empresas, ela é fundadora do Ladies of the Road, motoclube só para mulheres. Ao comando de sua Harley-Davidson De Luxe, Sandra e suas companheiras saem pelas estradas, chamando a atenção. O grupo acaba de completar 2 anos e conta com cerca de 150 integrantes de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e não se incomoda com os apelidos, como “gangue do batom”, que recebe, nas ruas.
“Os homens ficam admirados, por que nós embelezamos as ruas com motos lindas, e, para as mulheres, acho que somos uma inspiração”, enfatiza Sandra. “Sempre escutamos falar sobre a sensação de liberdade para andar de moto. Pode ser para homem, mas, para mulher, é sensação de poder”, acrescenta.

A professora de  direito Sandra Lúcia, de 42 anos, faz parte de motoclube (Foto: Raul Zito / G1)
(A prof. de direito Sandra Lúcia, de 42 anos, faz parte do motoclube (Foto: Raul Zito / G1)

Este lado feminino também aflora na amizade, segundo outra integrante do motoclube, a professora da direito Sandra Lúcia, de 42 anos. “A amizade é nossa grande diferença. Quando qualquer ‘ladie’ entra no grupo, tem uma receptividade enorme, um carinho gigantesco. O grupo é acréscimo na vida de cada uma, em termos de carinho, aventura, alegria e amizade”, diz.Toque feminino.
Apesar de sofrer com a fumaça expelida pelos motores dos veículos e as roupas de couro tradicionais, as mulheres buscam manter a feminilidade em cima das motocicletas. Dizem que hidratante, creme para cabelo e óculos são indispensáveis. “Em primeiro lugar, vem a segurança, e, depois, os cuidados com a beleza. Apesar de estarmos em um mundo masculino, nunca deixamos de ser mulheres”, explica Sandra.

Sandra Beccaro, uma das fundadoras do Ladies of the Road (Foto: Raul Zito / G1)
(Sandra Beccaro, uma das fundadoras do Ladies of the Road (Foto: Raul Zito / G1)

Tem mulher na patrulha
Se, por um lado, as mulheres motociclistas já criam seu próprio espaço nas estradas, com motoclubes exclusivos, outras buscam se "infiltrar" entre os homens. É o caso de Daniela Lopes, da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo. Há quase dez anos na entidade, ela trabalha com motos em seu dia a dia, fazendo rondas e escoltas. “Desde pequena ando de moto. Comecei na garupa de meus irmãos e aos 18 anos tirei a habilitação. Trabalho com as motos na GCM há 5 anos”, diz a guarda civil. Somente outras 3 mulheres exercem a mesma função que ela, sobre duas rodas.
Apesar da experiência, Daniela confessa que enfrentou algumas dificuldades. "Já não é fácil exercer a função policial, ainda mais na motocicleta. Alguns dentro da corporação demostraram receio, mas depois, no dia a dia, tornaram-se parceiros. Nas ruas, as pessoas estranham quando percebem que tem uma mulher fardada pilotando. Elas comentam; a maioria das vezes acredito que seja admiração. As mulheres falam: ‘que legal, você anda de moto'", relata a guarda.


Daniela Lopes, da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, trabalha fazendo rondas e escoltas (Foto: Rafael Miotto / G1)
Daniela Lopes, da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, faz rondas e escoltas (Foto: Rafael Miotto / G1)














Daniela afirma que, com o passar do tempo, este estranhamento inicial torna-se algo positivo. “A mulher é mais atenciosa, cuidadosa. Um exemplo que eu tenho aqui entre os parceiros de trabalho é que eles falam que eu sou muito chata, quero as coisas muito corretas. Mulher tem o instinto feminino, tem uma atenção a mais que os homens”, indica.

O motoclube das "ladies" também ressalta o cuidado maior por parte das mulheres. “Acidente nenhuma teve", conta Sandra Beccaro. “E isso mesmo não sendo fácil controlar uma moto grande de mais de 200 kg”, acrescenta a bióloga Adriana Palma, de 40 anos, outra representante do grupo. Segundo a fundadora, as mulheres são mais disciplinadas: "Elas mantêm a formação, não tem ultrapassagem, seguimos a organização na estrada. Quando entram os homens em nossos passeios, [eles] acabam bagunçando tudo”.
Trabalho de motogirl ajudou Andrea Sadocco a estudar (Foto: Aqruivo pessoal)
(Trabalho de motogirl ajudou Andrea Sadocco
a estudar (Foto: Aqruivo pessoal)

Motogirl
Esta vantagem do sexo feminino também pode ser vista em outro trabalho tipicamente masculino, o dos motoboys ou motofretistas. Andrea Sadocco, de 40 anos, trabalha de 2006, em São Paulo, como entregadora ou motogirl, como ela mesma fala. “Alguns preferem o serviço de mulher por que confiam mais. A mulher é mais honesta”, afirma.
O dinheiro que conseguiu com o trabalho fez a motociclista buscar novos horizontes e bancar um curso de tecnologia da informação; mas abandonar a moto nunca. “Uso moto todo dia, me ajuda muito. Ficar sem moto é muito difícil”, afirma a motogirl.

A intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) Ana Carolina dos Santos, de 25 anos, de São Bernardo do Campo, SP, também utiliza a moto para trabalhar todos os dias. No início, o veículo convivia com o carro, mas, aos poucos dominou a garagem.
Incentivada por sua mãe e padrasto, Ana tirou a habilitação em 2009 e desde então mudou sua rotina. “Fui deixando o carro de lado e só usando a moto. Acabei vendendo o carro e ficando só com a moto”, explica a intérprete. Ela utiliza uma FYM 150 para ir todos os dias ao trabalha, gerando comentários dos colegas. “Não acreditam, eu, toda delicada andando de moto. Mas é muito mais fácil, prático e barato que o carro”, finaliza.


A intérprete de Libras Ana Carolina deixou de usar carro e só anda de moto (Foto: Rafael Miotto / G1)
(A intérprete de Libras Ana Carolina deixou de usar carro e só anda de moto (Foto: Rafael Miotto / G1)


Ladies of the Road passeiam pelas ruas de São Paulo (Foto: Raul Zito / G1)
Ladies of the Road passeiam pelas ruas de São Paulo (Foto: Raul Zito / G1)

terça-feira, 24 de julho de 2012

#Novidade: Agora, também piloto!

E finalmente me decidi!!!
Eis que chegou a mais nova integrante da família!
Minha Ninja 250R! Minha primeira moto! Agora, poderei falar não apenas das minhas aventuras na garupa, mas também como piloto.
Gostaria de agradecer ao Milton Junior, Priscila e toda a equipe da Concessionária Kawasaki Hemerson pelo excelente atendimento!
Nós da Confraria Dos Lobos recomendamos!


Freedom!
Agora é treinar bastante, para poder pegar a estrada!

Forte abraço a todos! Boas estradas!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

#Dicas:mulheres, o que NÃO usar no transito.


Hoje ao sair com minha super potente Honda Lead, encontrei no caminho uma menina com uma Honda Biz cor-de-rosa (...)
Para muitos, a guria parecia ter saído de um desenho animado. (...) Mas como gosto não se discute, o figurino dela era rosa mas não poderia atrapalhar ou causar algum dano a ela, causou a mim que fiquei irritada e por alguns segundos esqueci do transito (...)

Deixando o meu gosto pessoal de lado, o que quero falar nesse post é o que não usar enquanto andamos de moto, seja pilotando ou na garupa. No caso dessa moça o que ela não deveria estar usando é justamente o capacete peruzinho e o tamanquinho de salto alto, esse estilo de capacete não protege o rosto, deixa exposto todo o maxilar da piloto, e caso ela caia, o seu lindo rostinho provavelmente iria precisar de algumas plásticas.

Falando em tombo, o motivo do tombo poderia ser o tamanco. Além de ser de salto alto, era aberto, deixando os dedos expostos. Ao parar no sinal, ou em alguma subida, ela poderia tombar a moto e não agüentar o peso, e como o apoio está relativamente solto pode torcer o pé e levar um tombo ou ainda tombar em cima de algum carro, causando danos materiais a outra pessoa que não tem nada haver com o seu figurino. Em caso de queda, os seus dedos iriam pro espaço, ficariam ralados e em casos extremos até seriam amputados.

Agora imaginem um lindo tamanqinho de salto alto ROSA sem o seu dedão. Acho que a aparência não ficaria tão agradável, não é mesmo? Então gurias: se vocês querem usar salto ao andar de moto, que seja uma bota fechada, que segura o tornozelo fazendo com que o pé fique mais firme. Eu não uso salto pra andar de moto, prefiro um sapato fechado ou um bom tênis, mas se for necessário eu uso. A questão é que para andar de moto nós mulheres não precisamos andar como caminhoneiras, mas também não é legal priorizar a aparência e deixar de lado o mais importante, que é a segurança

Um outro ponto importante, mas que tenho certeza que a maioria das pessoas não lembra é do chiclete. Pode até ser inocente no dia a dia, porém na hora de pilotar ele deve ser jogado fora, pois em caso de acidente, se você estiver com um chiclete ou mesmo uma bala na boca, pode ser um agravante a mais para o seu tombo, o que já seria ruim pode piorar. O chiclete pode ocasionar uma asfixia, e até que os paramédicos cheguem e descobram que tu está com um chiclete obstruindo sua garganta, pode ser tarde. Então nada de balas ou chicletes na moto!

Então gurias: Nada de capacete aberto ou semi-aberto, tamancos com salto alto ou chinelinhos, e balas ou chicletes! Se vocês quiserem diminuir a quantidade de acessórios cor-de-rosa, eu agradeço, mas esse último item não é tão importante.



Fonte: Escrito por Luana - http://www.motosblog.com.br/2941/o-que-as-mulheres-nao-devem-usar-no-transito


Mais uma vez, gostaria de ressaltar a importância do uso de equipamentos de segurança adequados para pilotar ou andar na garupa de uma moto. Seja qual for a sua cor predileta ou seu estilo, não deixe de usar.
Forte abraço!
Boas estradas!
Edna - Confraria dos lobos.

#Notícias: Kawasaki Ninja 250R tem versão especial para mulheres.


Motocicleta possui cor branca e detalhes com flores.



Propulsor segue o bicilíndrico de 249 cm³ e 33 cavalos da versão tradicional.
Utilizando como base o a Kawasaki Ninja 250R, uma concessionária da marca japonesa de Goiânia criou esta versão especial da moto para as mulheres ou aqueles que gostarem do visual. "Nossa intenção é atrair o público feminino, por isso utilizamos a cor rosa e flores na adesivagem", explica Rafael Taguchi, analista de marketing da Voar Motos (Foto: Divulgação)
Batizada de Ninja 250R Charm, o modelo é comercializado por R$ 15.990 e segue com o mesmo conjunto mecânico da moto tradicional. O motor é um bicilíndrico de 249 cm³ capaz de gerar 33 cavalos de potência máxima. "A aceitação está muito boa", acrescenta Taguchi (Foto: Divulgação)



Te pergunto, você mulher, compararia?
Fiquei curiosa para saber quantos modelos foram vendidos no Brasil e no mundo.....

#Dicas: Motos e Mulheres, escolhendo a primeira moto.


Olá mulheres iniciantes no mundo motociclístico, mais precisamente na pilotagem de motos, assim como eu. Tirei minha carteira faz pouco tempo e depois de aprovada comecei a procura por motos, decidir o modelo mais adequado não é fácil. Minha experiência nesse fantástico mundo até o momento é na garupa, então sem parâmetros pessoais, fiquei um tanto confusa. 
Por sorte tenho um piloto experiente e paciente ao meu lado, pois é muito difícil saber por onde começar. Sem falar na falta de informações ou de discussões em fóruns sobre o assunto, o que torna a escolha ainda mais difícil.
O principal na minha opinião, para quem está iniciando e bater o olho na moto, sentar e sentir que você pode dominá-la. 
Fiquei tentada pela XRE 300 da Honda, mas me faltou perna, mesmo rebaixando ela ao máximo e olha que não me considero baixinha, tenho 1,70 cm. Mas, definitivamente segurar uma moto dessas na ponta do pé, me deixou muito insegura para começar. Uma pena.
Desde o início descartei a possibilidade de comprar qualquer moto da linha scooter, acho que elas são feitas apenas para curtas distâncias, não ficaria segura  pegando trânsito mais intenso a bordo de uma delas.
Pensei bastante na CB 300R da Honda, é mais o meu estilo e fico com os dois pés totalmente apoiados no chão ao sentar nela. O que me dá maior confiabilidade, pelo menos para iniciar. Devido ao fato de não ter a cor preta em 2012, descartei a possibilidade.
Custom também não é a minha praia.
Estou agora entre uma Ninja 250c ou uma Next 250C da Dafra.
Enquanto ainda me decido, vejamos abaixo esse texto que encontrei na internet e que pode ajudar você a escolher sua primeira moto.
A escolha é muito pessoal, mas é sempre bom ter um comparativo, uma ideia de por onde começar.
Para as montadoras eu diria que motos para mulheres não precisam ser cor de rosa ou com florzinhas, para mim, mais importante seria uma regulagem um pouco mais flexível na altura por exemplo, isso nos ajudaria bastante.
Edna - Confraria dos lobos.


Para dar inicio vou dar algumas dicas sobre as motos para mulheres iniciantes. É comum ter a duvida sobre qual será a primeira Moto ou se teremos ou não capacidade para pilotar determinada moto, a questão é que podemos pilotar a maioria das motos que existem no mercado, as cilindradas normalmente não interferem na escolha, mas o tamanho da moto pode atrapalhar a pilotagem dependendo da sua estatura.


A minha primeira moto foi uma Honda Twister, mesmo sendo a minha primeira moto resolvi não seguir os conselhos dos amigos que falavam pra eu comprar uma Biz, eu já queria ter algo com um pouco mais de potência, e a moto foi ótima e me ajudou a ter experiência para futuramente fazer viagens de Falcon (pilotando, claro!).
Se você já é habilitada e ainda não tem segurança para pilotar é bom começar com uma moto relativamente pequena, como a Honda Biz por exemplo. É uma CUB, tem 125 cilindradas, econômica e de boa revenda, as mulheres costumam gostar muito desse modelo, inclusive a Honda lançou recentemente a Biz na cor rosa, pra quem gosta de algo bem feminino pode ser uma boa escolha (Urgh!). Essa moto tem cambio manual de 4 marchas com embreagem automática, se for escolher essa moto, procure comprar a que tem partida elétrica, pois a partida a pedal pode atrapalhar muito e a diferença de preço não é tão grande.
Ainda na categoria de motos de baixa cilindrada temos a Honda Lead que é a moto que eu possuo atualmente, ela é uma Scooter. A Motoneta tem o cambio CVT totalmente automático, só é preciso acelerar e frear, o resto a moto faz. Você não precisa trocar marchas, uma maravilha pra quem quer agilidade e praticidade! Possui um bom espaço interno que permite guardar muitas coisas, e ainda um porta-luvas para guardar um eventual estojo de maquiagem, ou quem sabe um pente para dar uma arrumadinha no visual depois de tirar o Capacete. :-)
Se você já quer algo com mais cara de “moto”, existem muitas opções de motos de 125cc e 150cc, uma que eu gosto bastante é a YBR Factor ED da Yamaha, ela tem um design lindo, econômica e de baixa manutenção, a moto não possui Injeção Eletrônica, mas isso não chega a desabonar a moto. Eu recomendo que nesse tipo de moto você coloque um Bauleto, afinal mulher sempre tem alguma coisa pra carregar e é bom estar livre pra pilotar com mais segurança, hoje existem bauletos da cor da moto, isso da um charme todo especial.
Se você sente segurança pode tranquilamente comprar uma moto de 250cc ou 300cc, ou ainda maior! Existe no mercado modelos Street como a Fazer 250cc da Yamaha e a CB300 da Honda, ambas com injeção eletrônica. Garanto que com uma dessas motos você já vai se destacar mais no trânsito, mesmo com as vendas para o mercado feminino crescendo a cada dia ainda não é comum ver mulheres com motos acima de 150cc nas ruas.
Se você tem um estilo um pouco mais agressivo, se gosta de muita agilidade no transito, como passar por lombadas sem levar um susto, ou se no seu caminho existem estradas com muitos buracos, então uma moto no estilo Off Road pode te agradar mais. Uma moto neste estilo é a XRE 300 da Honda, que veio substituir a Tornado 250. Ela tem o mesmo motor da CB300. Outra moto que eu gosto muito é a Falcon, uma ótima moto para viagens, com uma manutenção acessível, aceita bem bauletos e alforjes para longas viagens, uma ótima moto mas que saiu de linha em 2008 e até o momento não possui substituta.
Nessa categoria Off Road, a altura e peso da moto deve começar a ser levada em consideração, pois as motos são mais altas e exigem mais força nas pernas. Por isso antes de comprar a moto faça um test-drive pra ver se a moto está de acordo com seu tipo físico.
As motos custom têm uma boa aceitação entre o publico feminino, pois geralmente são bem baixas, facilitando a pilotagem. Elas podem ser customizadas de acordo com o gosto da piloto, e eu sempre digo que custom não é só a moto e sim o estilo da condutora. Tenho uma amiga que tinha uma Virago 250cc, e que perdia pelo menos meia hora para vestir a roupa de couro e o colete com um monte de bottons e penduricalhos. Ela chamava atenção por onde passava! Porém, esse estilo de moto pode não ser muito favorável para o dia-a-dia, pois ela não tem a mesma agilidade no trânsito que tem uma moto Street.
Então meninas, levem em consideração seu gosto pessoal, seu preparo físico, a sua experiência e as condições do transito da sua cidade antes de comprar sua primeira moto. 

Fonte: Escrito por Luana - http://www.motosblog.com.br/2917/.

sexta-feira, 16 de março de 2012

#Viagem: Confraria dos Lobos: A polêmica das malas na hora de viajar.

Confraria dos Lobos: A polêmica das malas na hora de viajar.


Olá mulheres motociclistas e garupeiras de plantão!

Falemos hoje um pouco mais de um dos assuntos mais polêmicos entre o casal motociclista na hora de pegar a estrada: AS MALAS.


   
Quem foi que disse que nós mulheres precisamos andar desajeitadas ou sem os nossos mimos só porque vamos viajar de moto?

É fato que realmente não teremos, nem mesmo, 10% do espaço que teríamos para levar nossas coisas em um carro, porém, vejamos por outro lado:
Viajando de moto poderemos exercitar nosso desprendimento. 
Quantas roupas e sapatos você realmente usa de todas que leva na bagagem? Opte por levar um jeans básico, blusinhas de cores básicas e abuse dos acessórios como colares, lenços e brincos que cabem dentro dos calçados por exemplo.

Faça uma pilha com tudo, absolutamente tudo que você realmente gostaria de levar. Depois reveja o roteiro da sua viagem, os passeios que irá fazer e comece a selecionar as roupas e calçados que melhor se adequam.

Não esqueça que a maior parte do tempo você vai passar na moto, então não precisa de muita roupa extra. Quanto a roupa de viajem é extramente necessário que você opte por equipamentos confortáveis e a ajustáveis ao seu corpo. Nada de pegar aquela calça ou jaqueta que o seu parceiro não usa mais, só porque você não vai pilotar. Você também precisa de conforto e, mais do que isso, proteção. 

A escolha da roupa adequada para o seu tamanho é essencial e acredite, você vai comprovar isso na estrada. Um exemplo típico é o vento, tem algo pior que ficar sentindo aquele ar gelado passeando pela sua roupa e entrando por lugares indesejados como as suas costas? E a chuva? tira a vontade de qualquer um andar de moto néh! 
Desprendimento tudo bem, agora falta de conforto e proteção, nem pensar.

Sinceramente, muitas mulheres querem andar de moto como se estivessem indo ao shopping, me desculpem o comparativo, mas é preciso colocar na cabeça que não dá para andar de moto toda apertada, é extremamente desconfortável. Escolha calça com elásticos laterais, elas sedem mais e se ajustam melhor ao seu corpo, cós mais alto também faz a diferença.

Escolha uma jaqueta/parca que caiba uma segunda pele embaixo do forro e que permita você movimentar os braços e mexer-se. O cumprimento também é importante para impedir a  entrada da chuva e do vento. Roupas curtas sobem com o seu movimento e forçam você a ficar ´puxando-as´ para ajustá-las. Isso tira a sua concentração, seu equilíbrio e faz com que se preocupe com um incômodo que poderia ser evitado.

Claro que não podemos esquecer do capacete e, cá para nós, hoje em dia os grafismos são um show não é mesmo? 
Escolha um bom capacete e prefira aqueles feitos com materiais mais leves, eles são mais confortáveis. Atente para o tamanho certo também. Capacetes largos, com a ação do vento, ficam ´sambando´ na cabeça, além do perigo de poderem sair na hora de um tombo. 
Capacetes apertados dão ´dor de cabeça´.
Procure um especialista e informe-se bem, antes de adquirir um capacete. 
Em Florianópolis indicamos o Davidson (CPBikes -  48 32067544 / cpbikes@live.com) entende muito do assunto. Além disso, avalie a relação custo X benefício. Atualmente, temos ótimos capacetes por valores regulares.

Luvas são necessárias, escolha o modelo que mais lhe agrade avaliando a temperatura em que vai ser usada. Neste caso, procure forros isotérmicos, eles manterão a temperatura de seu corpo, isolando a temperatura externa (meio ambiente).  Avalie também a necessidade de ser  impermeável e (principalmente se você vai pilotar) a tatilidade do material. Há luvas que são tão grossas, ou feitas com materiais tão duros, que fazem você perder o tato. Pode parecer um detalhe, mas para quem pilota atrapalha muito.

Uma dica que deixamos aqui é que as luvas usadas tenham protetores externos por cima das articulações. No caso de acidente elas serão muito úteis, visto que os tecidos que revestem as articulações são os que tem maior dificuldade de cicatrização. Esta atenção serve para TODAS articulações do corpo (Joelhos, Cotovelos, Ombros e Bacia). Há alguns modelos que também têm um protetor para o escafóide (osso na base das mãos), isso faz muita diferença no item segurança.
   
Nada impede que você leve/tenha mais de um tipo de luvas na sua bagagem, você não vai se arrepender.

Botas, também são um problema para a maioria das mulheres na hora de escolher. Por natureza nós já nascemos no salto, é nato. Porém, mais uma vez é preciso lembrar a finalidade deste ítem durante a viagem: proteção. Prefira as impermeáveis, dessa maneira você não precisa ficar preocupada na hora em que pegar aquela pancada de chuva inesperada. 

Outro detalhe é a facilidade para serem calçadas. Não esqueça de prever que devem ser usadas com meias ´grossas´, isso pode alterar o tamanho escolhido. 

Escrevi esse texto baseado na minha experiência como garupa. Inicialmente fiz como a moça aí da charge, separei um monteeeeee de roupas, calçados e acessórios para levar e sim, eu também achava estranhas "aquelas" roupas para andar de moto.

Porém, nada como a prática pra você ir aprendendo qual o melhor equipamento a ser utilizado. 

Hoje, eu uso roupas, botas e luvas impermeáveis e superconfortáveis, que me permitem prestar atenção nas paisagens por onde passamos. Curto ao máximo nossas viagens com toda a proteção necessária. 

Optei por usar parca ao invés de jaqueta, achei que vestia melhor e me protegia mais. 

Não saio sem a balaclava, acho que ela protege melhor meus cabelos, me livrando dos nós e também deixando meu capacete limpo por mais tempo. Você pode utilizar lenços também, ficam lindos.

Não abro mão do meu batom, rímel, protetor solar, sombra, perfume.  É só lembrar que as embalagens precisam ser menores do que as convencionais, para alguns produtos, de sua preferência.

Enfim, levo tudo o que acho necessário e acredite, ainda volto com roupas sem usar.    Abuso dos colares principalmente, adoro e dão um toque diferente nas suas fotos.

Use a sua criatividade, leve tudo o que achar necessário e viaje muito, nada melhor que a experiência não é mesmo?

Afinal, ninguém nasce sabendo e as dicas estão aí para que você aproveite da melhor maneira possível o seu passeio. Mostre ao seu companheiro que você é capaz de usar o alforge que lhe pertence da maneira mais otimizada possível. Ele vai acabar pedindo para que você arrume o dele também.

Dúvidas ou sugestões, deixe seu comentário ou escreva para nós: blogdaconfrariadoslobos@gmail.com.

Este espaço é nosso!

Forte abraço e boas estradas.
Até a Próxima!

#Dicas: A polêmica das malas na hora de viajar.


Olá mulheres motociclistas e garupeiras de plantão!
   Falemos hoje um pouco mais de um dos assuntos mais polêmicos entre o casal motociclista na hora de pegar a estrada: AS MALAS.


   Quem foi que disse que nós mulheres precisamos andar desajeitadas ou sem os nossos mimos só porque vamos viajar de moto?

  É fato que realmente não teremos, nem mesmo, 10% do espaço que teríamos para levar nossas coisas em um carro, porém, vejamos por outro lado:

   Viajando de moto poderemos exercitar nosso desprendimento.
  Quantas roupas e sapatos você realmente usa de todas que leva na bagagem? Opte por levar um jeans básico, blusinhas de cores básicas e abuse dos acessórios como colares, lenços e brincos que cabem dentro dos calçados por exemplo.
   Faça uma pilha com tudo, absolutamente tudo que você realmente gostaria de levar. Depois reveja o roteiro da sua viagem, os passeios que irá fazer e comece a selecionar as roupas e calçados que melhor se adequam.
   Não esqueça que a maior parte do tempo você vai passar na moto, então não precisa de muita roupa extra. Quanto a roupa de viajem é extramente necessário que você opte por equipamentos confortáveis e a ajustáveis ao seu corpo. Nada de pegar aquela calça ou jaqueta que o seu parceiro não usa mais, só porque você não vai pilotar. Você também precisa de conforto e, mais do que isso, proteção.

   A escolha da roupa adequada para o seu tamanho é essencial e acredite, você vai comprovar isso na estrada. Um exemplo típico é o vento, tem algo pior que ficar sentindo aquele ar gelado passeando pela sua roupa e entrando por lugares indesejados como as suas costas? E a chuva? tira a vontade de qualquer um andar de moto néh!
  Desprendimento tudo bem, agora falta de conforto e proteção, nem pensar.
  Sinceramente, muitas mulheres querem andar de moto como se estivessem indo ao shopping, me desculpem o comparativo, mas é preciso colocar na cabeça que não dá para andar de moto toda apertada, é extremamente desconfortável. Escolha calça com elásticos laterais, elas sedem mais e se ajustam melhor ao seu corpo, cós mais alto também faz a diferença.
  Escolha uma jaqueta/parca que caiba uma segunda pele embaixo do forro e que permita você movimentar os braços e mexer-se. O cumprimento também é importante para impedir a  entrada da chuva e do vento. Roupas curtas sobem com o seu movimento e forçam você a ficar ´puxando-as´ para ajustá-las. Isso tira a sua concentração, seu equilíbrio e faz com que se preocupe com um incômodo que poderia ser evitado.
   Claro que não podemos esquecer do capacete e, cá para nós, hoje em dia os grafismos são um show não é mesmo?
   Escolha um bom capacete e prefira aqueles feitos com materiais mais leves, eles são mais confortáveis. Atente para o tamanho certo também. Capacetes largos, com a ação do vento, ficam ´sambando´ na cabeça, além do perigo de poderem sair na hora de um tombo.
   Capacetes apertados dão ´dor de cabeça´.
   Procure um especialista e informe-se bem, antes de adquirir um capacete.
   Em Florianópolis indicamos o Davidson (CPBikes - 48 32067544 / cpbikes@live.com) entende muito do assunto. Além disso, avalie a relação custo X benefício. Atualmente, temos ótimos capacetes por valores regulares.
   Luvas são necessárias, escolha o modelo que mais lhe agrade avaliando a temperatura em que vai ser usada. Neste caso, procure forros isotérmicos, eles manterão a temperatura de seu corpo, isolando a temperatura externa (meio ambiente).  Avalie também a necessidade de ser  impermeável e (principalmente se você vai pilotar) a tatilidade do material. Há luvas que são tão grossas, ou feitas com materiais tão duros, que fazem você perder o tato. Pode parecer um detalhe, mas para quem pilota atrapalha muito.

  Uma dica que deixamos aqui é que as luvas usadas tenham protetores externos por cima das articulações. No caso de acidente elas serão muito úteis, visto que os tecidos que revestem as articulações são os que tem maior dificuldade de cicatrização. Esta atenção serve para TODAS articulações do corpo (Joelhos, Cotovelos, Ombros e Bacia). Há alguns modelos que também têm um protetor para o escafóide (osso na base das mãos), isso faz muita diferença no item segurança.

  Nada impede que você leve/tenha mais de um tipo de luvas na sua bagagem, você não vai se arrepender.
  Botas, também são um problema para a maioria das mulheres na hora de escolher. Por natureza nós já nascemos no salto, é nato. Porém, mais uma vez é preciso lembrar a finalidade deste ítem durante a viagem: proteção. Prefira as impermeáveis, dessa maneira você não precisa ficar preocupada na hora em que pegar aquela pancada de chuva inesperada.
  Outro detalhe é a facilidade para serem calçadas. Não esqueça de prever que devem ser usadas com meias ´grossas´, isso pode alterar o tamanho escolhido. 
  Escrevi esse texto baseado na minha experiência como garupa. Inicialmente fiz como a moça aí da charge, separei um monteeeeee de roupas, calçados e acessórios para levar e sim, eu também achava estranhas "aquelas" roupas para andar de moto.
 Porém, nada como a prática pra você ir aprendendo qual o melhor equipamento a ser utilizado.
 Hoje, eu uso roupas, botas e luvas impermeáveis e superconfortáveis, que me permitem prestar atenção nas paisagens por onde passamos. Curto ao máximo nossas viagens com toda a proteção necessária.
  Optei por usar parca ao invés de jaqueta, achei que vestia melhor e me protegia mais.
  Não saio sem a balaclava, acho que ela protege melhor meus cabelos, me livrando dos nós e também deixando meu capacete limpo por mais tempo. Você pode utilizar lenços também, ficam lindos.
 Não abro mão do meu batom, rímel, protetor solar, sombra, perfume.  É só lembrar que as embalagens precisam ser menores do que as convencionais, para alguns produtos, de sua preferência.
 Enfim, levo tudo o que acho necessário e acredite, ainda volto com roupas sem usar. Abuso dos colares principalmente, adoro e dão um toque diferente nas suas fotos.
 Use a sua criatividade, leve tudo o que achar necessário e viaje muito, nada melhor que a experiência não é mesmo?
 Afinal, ninguém nasce sabendo e as dicas estão aí para que você aproveite da melhor maneira possível o seu passeio. Mostre ao seu companheiro que você é capaz de usar o alforge que lhe pertence da maneira mais otimizada possível. Ele vai acabar pedindo para que você arrume o dele também.

Dúvidas ou sugestões, deixe seu comentário ou escreva para nós: blogdaconfrariadoslobos@gmail.com.
Este espaço é nosso!
Forte abraço e boas estradas.
15/03/2012

Até a Próxima!

Confraria dos Lobos
                   Edna - A Garupa

                                                                                                                                                 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

#Notícias: Marroquinas criam 1º clube feminino de moto em países árabes


Elas não possuem tatuagens, adereços de caveiras e também fogem da típica imagem rebelde dos motoqueiros - substituída, neste caso, por um adesivo de asas rosas no capacete. O desenho é o logotipo do "Miss Moto Marrocos", a primeira associação de mulheres motoqueiras em um país árabe.
O nome citado não se refere a nenhum concurso de beleza sobre rodas, mas ressalta a condição feminina das adeptas desse moto clube. Criada em meados de dezembro, a associação já apresenta 15 mulheres com idades compreendidas entre 22 e 50 anos. Casadas, solteiras, estudantes, aposentadas, com ou sem véu (hijab), todas compartilham uma mesma paixão: as motos.
Com as motocicletas em fila indiana, capacetes apertados e motores ligados, as mulheres do "Miss Moto Marrocos" estão prontas para pegar as estradas diante dos olhares surpresos de alguns dos pedestres da orla de Casablanca, onde ocorre a reunião. O rugido dos motores das Harley-Davison, Honda Shadow e Yamaha FZR, entre outras marcas, se misturam com o som das buzinas dos carros da movimentada capital econômica do Marrocos.
"Fiz a Rota 66 (estrada dos Estados Unidos) e vi mulheres de todas as idades percorrendo esse trajeto. Assim, eu me perguntei: por que as marroquinas não estão aqui?", indaga Dalila Mosbah, a presidente da associação, que ressalta que sua paixão pelas motos começou aos 16 anos.
Na ocasião, Dalila havia acabado de conhecer o marido, que atualmente acompanha a ela e ao resto das motoqueiras do "Miss Moto Marrocos" em seus passeios no estilo "Easy-Rider".
Além do marido de Dalila, mais dois homens acompanham o grupo das mulheres com a intenção de fazer "escolta". "Se somos acompanhadas pelos homens é por uma questão de segurança e também um costume. As mulheres na Europa são mais independentes, mas as marroquinas não saem sós", explica Dalila, que tem três filhos, todos eles motoqueiros.
A cirurgiã dentista Amal Bennis, 44 anos e mãe de dois filhos, confessa que tirou a carteira de habilitação e comprou a moto "sem avisar sues amigos e familiares". Ela não queria que ninguém desanimasse seu sonho.
Durante uma hora e meia, as motoqueiras percorrem a rota que leva à praia de Tamaris, em direção ao sul. Além de ser uma oportunidade para se reunir e desfrutar de um passeio sobre rodas, essas viagens também servem como treinamento para a realização do primeiro Dia Mundial da Mulher Motoqueira, que será realizado no dia 18 de março em Marrakech, oito dias após o Dia da Mulher Trabalhadora.
"Quero fazer uma chamada para todas as mulheres que conduzem em duas rodas, inclusive em bicicleta, a participar deste desfile", diz Dalila, que ressalta que o "Miss Moto Marrocos" nasceu com a ideia de organizar missões dedicadas à caridade e a solidariedade.
De volta à orla de Casablanca, o grupo realiza um parada na loja da Harley-Davidson, onde Mamoun Tadili, proprietário do estabelecimento, apresenta um "pacote de preços especiais" para as mulheres. "Gostaria de ver mais mulheres conduzindo. Estamos fartos de tantos homens", brinca Tadili, que desde 2007, quando abriu a loja, já vendeu oito motos para mulheres.





terça-feira, 29 de novembro de 2011

Notícias: Motociclistas Mulheres.


Pesquisa italiana aponta mais segurança com mulheres no comando.
Infomotori/Itália - exclusivo para MotorDream
Uma pesquisa realizada na Itália revelou que as mulheres são mais capazes de lidar com imprevistos à bordo de uma motocicleta que os homens.

Para 39% dos entrevistados, as mulheres são melhores no trânsito, e para 14% ainda mais corajosas que os homens.

Outra parcela, de 17%, afirma que o sex appeal de uma mulher sobre uma moto chama mais atenção que o estilo de piloto de corrida de um homem.

Entretanto, 13% preferem as meninas na garupa, até por achar que o menor porte físico feminino possa ser um problema para guiar motos maiores. Talvez por isso, 11% acreditem que as mulheres sejam mais bem preparadas para sustos no trânsito.

Outro dado interessante é que os adultos consideram uma mulher sensual montada numa moto algo perigoso para os jovens motoristas, tanto de outras motos, quanto de carros. A figura chamaria atenção demais e poderia causar acidentes.

Entre as mulheres, 57% das motociclistas com mais de 45 anos acham que andar de moto é ecologicamente mais consciente do que de carro. Ainda que as mais jovens (19%) achem que motos são mais perigosas.

Ao menos, a Itália reconhece que andar de moto não é mais uma exclusividade masculina, e segundo análise dos resultados, uma mulher jamais perde a feminilidade ao pilotar uma moto, pelo contrário. E ainda são melhores pilotos do que muitos homens.

Com a palavra os ´machistas´ de plantão ....

Abraços!
Até a Próxima!
Confraria dos Lobos
                   Edna - A Garupa