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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

# Dicas: Pensando em fazer uma viagem de moto? Veja alguns preparativos para que saia tudo certo.

Fazer uma viagem de moto é o sonho de muitas pessoas, para que ela não se torne um pesadelo veja algumas dicas.

O sucesso de uma viagem depende de vários fatores e um dos mais importantes é um planejamento mínimo. É claro que nada impede que você saia “na louca”, tipo “fui”, mas preparar a moto evita muitos problemas.
Uma motocicleta, seja de que tipo for, é um veículo fascinante também pelo “mágico” – e por vezes crítico – equilíbrio que uma roda alinhada à outra oferece.
Por conta desse peculiar arranjo, sabemos que moto parada não fica em pé, a não ser se apoiada no cavalete. Assim, aproveite esse momento no qual sua moto está apoiada e parada e agache-se, para olhar com atenção, de pertinho, o ponto de contato dela como o planeta Terra. Inspecione minuciosamente não só pneus, mas também as rodas.

Não é preciso ser especialista: o óbvio você já sabe: pneu novo funciona melhor do que pneu velho. Porém, cuidado com um erro clássico dos inexperientes, que é o de esquecer que os pneus “zero quilômetro” vêm com uma camada de proteção extremamente escorregadia, que exige alguns bons quilômetros para ser devidamente retirada e, só então, os pneus passarão a funcionar como devem.

Pneus
Se seus pneus tiverem já algum tempo de uso, procure por deformações, cortes ou objetos estranhos encravados na banda de rodagem. Nesse último caso, se forem pneus do tipo sem câmara, não retire o “ET” espetado na banda, uma vez que isso pode significar a abertura para a passagem do ar. Procurar um borracheiro é a melhor saída.
Falando neles, nos borracheiros, consertar pneus é o negócio da categoria, mas entender de mecânica, a ponto de saber desmontar rodas de diversos tipos de moto, não. O mínimo que você deve saber antes de pegar uma estrada de verdade é ter noção de como retirar as rodas para que o profissional faça o serviço na borracha. Ter as ferramentas é fundamental, e todas motos saem de fábrica como um kit para este fim. A sua moto tem o jogo completo?

Transmissão: corrente, cardã ou correia?
Outro componente que dá dor de cabeça em viagem é o sistema de transmissão. Sua moto tem eixo cardã ou correia dentada? Se sim, parabéns, pois são sistemas que, se bem tratados (leia as recomendações no manual do proprietário), têm uma vida útil longa e não exigem regulagem. No entanto, a maioria das motos tem mesmo o velho sistema de transmissão por corrente que, junto ao famoso pinhão e a popular coroa, forma o que se chama vulgarmente de “relação”.
Assim como pneus, conjunto de transmissão bom é o novo. Do trio que compõe a tal “relação”, a corrente é o elemento mais delicado e que merece maior atenção – leia-se lubrificação. 
Se estiver viajando por estrada de terra, a frequência dessa lubrificação deve ser grande. Quanto? Vai depender do clima: se chuvoso, pelo menos a cada 200-300 km rodados; com tempo seco, a cada 1.000 km, pelo menos. E o produto deve ser aquele moderno, aderente, mais importante em sua bagagem do que seu desodorante.

Sistema elétrico: dor de cabeça
Ainda no aspecto técnico, há dois pontos que são geradores de dor de cabeça, especialmente em motos mais velhinhas: sistema elétrico e cabos.
Ter fusíveis de reserva (e saber onde estão os fusíveis que eventualmente podem ter queimado) é outro assunto em que o manual do proprietário (ou seu mecânico) pode te ajudar. Já que vai levar fusíveis, leve também lâmpadas, ao menos três: uma de pisca, uma de freio/luz de posição (geralmente bifilamento) e a principal, e mais cara, a do farol.
Quanto aos cabos, de embreagem acelerador e (se houver) de freio, lembre-se que lubrificação é sempre bem-vinda, e que cabo duro de acionar, que range – ou ambos – é indício de problema.
De resto, evidentes conselhos são verificar se seus freios não estão no limite de desgaste, se a troca do óleo e filtro (se houver) é necessária e se o filtro de ar está devidamente limpo e desobstruído.

Viagem longa
Na hipótese de uma viagem longa, uma boa conversa com seu mecânico de confiança é necessária: ele sabe (e você deveria saber também) para quando estará programada a próxima manutenção e o que pode ser antecipado para poder viajar sem susto. Não tem mecânico de confiança? Bem, arranje ao menos um mecânico para te aconselhar o que vale a pena fazer em termos de manutenção preventiva.
Um ponto delicado para quem roda Brasil afora é o abastecimento. A qualidade do combustível varia muito e não é difícil encontrar a famosa “batizada” sendo vendida como gasolina boa. Alguns efeitos de gasolina ruim podem ser atenuados com filtros suplementares,  algo que também deve ser tema de consulta a seu mecânico, que pode recomendar  (ou não) esse recurso, de acordo com o tipo de moto que você tem.

Bagagem não pode ficar frouxa
Se sua moto tem malas laterais ou alforjes, assim como um baú e bolsa de tanque, sua vida está facilitada. Se não tem nada disso, saiba que quanto menos tralha se leva em uma moto, melhor.
Elásticos ou aquelas redes com vários ganchos são a clássica solução para fixar tudo à porção traseira do banco ou em um hipotético – e hoje cada vez mais raros – bagageiro traseiro.
E se você estiver acompanhando? Alforjes de cordura específicos para sua moto são uma boa solução, certamente melhor do que carregar uma mochila no peito e outra nas costas do acompanhante, coisa que reduz a mobilidade e pode cansar.
É importante lembrar aos menos experientes que uma moto – qualquer que seja – é um veículo muito sensível às variações de carga, o que pode mudar substancialmente o comportamento dinâmico em curva, frenagem ou mesmo nas retas, em situação de mudanças rápidas de faixa de rolamento.
A bagagem jamais pode ser fixada à moto de modo frouxo, que permita sua movimentação, pois isso pode ser desastroso em uma situação que exija uma manobra mais decidida.

Dá para ter conforto?
Quanto ao seu conforto, o elementar conselho é usar um traje que ofereça proteção e ao mesmo tempo não seja incômodo: algumas calças e jaquetas parecem ser o máximo em termos de segurança por conta dos elementos rígidos colocados nas partes mais afetadas em acidentes, como antebraços, cotovelos, ombros, joelhos e canela, mas, ATENÇÃO, pois o desconforto causado por essas verdadeiras armaduras pode ser mais prejudicial que usar trajes não tão extremos, mas dentro dos quais a vida é melhor...
Pelo mesmo caminho vão as proteções das extremidades: capacete, luva e botas. Aperto não pode nem nos pés, mãos e muito menos na cabeça, no entanto, um capacete bom não deve rodar na sua cabeça quando você a agita rapidamente de um lado para outro.
Uma entrada excessiva de ar, sem chance de regular a ventilação, é ruim em estrada, pois resseca os olhos, causando irritação e problemas de visibilidade. Chato também é o capacete ruidoso e contra isso a solução é difícil: ou seguimos conselhos de amigos/vendedores  de lojas ou... gastamos dinheiro, pois, invariavelmente, as marcas mais caras são as mais silenciosas e confortáveis em todos os aspectos.
As luvas justas são outro problema, pois, depois de horas ao guidão, as mãos incham e elas podem causar problemas de formigamento e perda de sensibilidade.
Mesmo se você acha que o banco de sua moto é ótimo, em viagens longas, com distância acima de 500 km/dia, ele se tornará um inimigo de seu traseiro. A posição obrigada, constante, agravada eventualmente pela presença de um garupa que não permita muito movimento, faz o humor cair a níveis pavorosamente baixos.
Solução? A almofada de gel. Há modelos específicos para motos, mas até mesmo aquelas que são vendidas em casa de artigos cirúrgicos servem. Fixada com elásticos finos ou tiras de câmera de ar, certamente não oferecem um visual de concurso de beleza ao seu veículo, mas preservarão uma parte do corpo da qual dependemos de maneira fundamental em viagens de moto.
Outro acessório que é capaz de tornar uma viagem de horror em grande prazer é o para-brisa, que permite manter velocidades maiores sem que a massa de ar nos empurre para trás, fazendo com que o guidão seja agarrado de maneira como se fosse a única tábua  boiando depois de um naufrágio.
No mercado há diversos tipos de para-brisas para todos os modelos de moto, assim como as motos que já vem com este acessório podem ser equipadas com versões maiores e/ou mais altas. Este anteparo pode não ser algo que agrade a todos no aspecto estético, mas do ponto de vista prático é indispensável em viagens médias e longas.
Um toque final diz respeito à conformação e ao material das manoplas: nem sempre o que é bom para um serve para outro. O mercado de reposição/paralelo oferecem manoplas com borracha de densidades diferentes e idem com relação aos diâmetros da empunhadura. Coisa sutil, mas que pode fazer a diferença na hora de apoiar as mão nelas durantes horas, dias ou até semana às vezes. Pesquisar, buscando alternativas às originais pode trazer bons resultados.


Fonte: Roberto Agresti  coluna no G1.
http://g1.globo.com/carros/dicas-de-motos/noticia/2013/12/vai-viajar-de-moto-veja-que-cuidados-para-tomar-antes-da-estrada.html 


Pela experiência que temos, podemos garantir que se você tomar essas precauções diminuirá em muito dores de cabeça durante a viagem, extraindo dessa experiência o melhor!!!

Bons ventos e boa viagem.


Torre del Paines. Arquivo pessoal.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

# Viagem: Itá, SC

Olá, hoje estamos aqui para falar do nosso último passeio, realizado no feriadão do dia 21/04/2016. O destino escolhido foi Itá, SC.
Itá fica a 510Km de Florianópolis, nosso ponto de partida. As condições da estrada na sua grande maioria muito boas, apenas um trecho em obras na região entre Concórdia e Itá. Belas paisagens aguardam por você.
Indicamos almoço em São José do Cerrito no restaurante 2000 que fica atrás do posto de Gasolina. Simples, extramente limpo e uma comida caseira deliciosa. Atendimento familiar, recomendamos a paçoca de pinhão e o filé de tilápia.


Um pouco da história do nosso destino:
Itá é uma cidade totalmente planejada, para que você possa desfrutar da tranqüilidade e o aconchego do povo hospitaleiro e das belezas naturais que cercam nosso município. A cultura local, a culinária típica, o alto padrão da rede hoteleira e a diversidade de serviços, fazem de Itá um dos principais pólos turísticos do Estado Catarinense.

A Nova cidade de Itá é uma cidade totalmente planejada em virtude da construção da Usina Hidrelétrica de Itá. As curvas e o leito do Rio Uruguai, foram os responsáveis por esta grande mudança, mudança pela qual veio para criar novas oportunidades e abrir novos horizontes aos itaenses, transformando a pacata Itá em um dos maiores pólos turísticos do nosso Estado.

Itá tem gravada na sua rica história os importantes registros do tempo onde os balseiros foram os principais responsáveis pelo desenvolvimento econômico do município, quando em 1919, fora implantada a Empresa Madeireira Luce Rosa & Cia Ltda.

No ano de 1929, além da água do Rio Uruguai, iniciava-se também o ciclo da cachaça, onde mais de 20 alambiques movimentavam o comércio da região. As águas além de servir como estrada aos balseiros e oferecer peixes para o sustento, começou a produzir e emanar mais luz aos itaenses, instalando no ano de 1947 a primeira usina, junto ao Rio Uva.
Em 1978 ocorreu a confirmação de que cidade iria desaparecer, devido à construção da Usina Hidrelétrica de Itá. Mais de 20 anos para que a obra fosse finalizada desviando o leito do Rio Uruguai e assim formando o Lago da UHE. Em dezembro de 1996 a Nova Itá foi inaugurada, do alto ruas amplas, planejadas, novas cores, sonhos e planos são embalados pelo futuro promissor aqui instalado. Da antiga cidade apenas o símbolo de luta e fé restou, denominadas as Torres da Antiga Igreja Matriz São Pedro de Itá.

A partir de então vislumbrou-se novos horizontes, da cidade bem estruturada ás belezas e encantos que cercam este município abençoado, o turismo surgiu e tornou-se a principal fonte de renda dos munícipes itaenses, transformando energia em turismo, um lugar que é admirado e encanta aos olhos de quem o usufrui.

Nossa impressão:
Uma cidade limpa, organizada, arborizada e com um povo muito educado e hospitaleiro. Um lugar daqueles pra você esquecer do tempo, do trânsito e da correria do dia a dia.  Curtir a natureza e comer bem.
A chegada na cidade já impressiona, o centro de informações turísticas é bem organizado e as pessoas muito atenciosas.



Além das águas termais, a cidade oferece outros atrativos turísticos. Algumas delas:

Área de Camping Parque Thermas Itá -  conta com uma ampla estrutura, com capacidade para cerca de 200 barracas, quiosques com banheiros e churrasqueiras, pontos de água e luz e espaço reservado e devidamente preparado para Motor Homes.
Contato: (49) 3458-1909 - Horários: 24 hs
E-mail: parquethermasita@vupt.com.br
Observação: Valores p/ área de camping: R$15,00 a diária por pessoa (o valor é cobrado p/ pessoas acima de 11 anos)
Link: www.turismoita.com.br

Prainha

A Prainha é mais um grande atrativo que faz parte do Complexo Turístico Thermas Itá.
A Prainha foi cuidadosamente projetada para você desfrutar de um banho no lago da Usina Hidrelétrica Itá, com uma faixa de areia de 02 mil m², banheiros, bar, choupanas, rampa, trapiche, área de estacionamento.
Conta ainda, no período de alta temporada, com a segurança do corpo de bombeiros, locação de banana boat, pedalinhos, jet ski e passeios de barco com a chalana, além de contar com uma embarcação Capitão Itá para passeio pelas águas do lago. 
Um bom lugar para sentar e apreciar um belo por do sol.



Torres da Antiga Igreja Matriz - A Igreja Matriz São Pedro Apóstolo, foi fundada em 1936 e a construção do prédio com as duas torres ocorreu no ano de 1956. As Torres da Antiga Igreja Matriz São Pedro, são as únicas estruturas que ainda restaram da antiga cidade de Itá que foi totalmente submersa pela represa do Lago da Usina Hidrelétrica. Com elas, sobrevivem até hoje a história, a cultura, a fé e a coragem do povo itaense e é considerado o símbolo turístico do município, sendo um dos atrativos responsável por inserir Itá no cenário turístico brasileiro. Você pode ir por terra ou então contratar o passeio de lancha no porto, o passeio inclui a descida nas torres para visitação, valor de R$35,00 por pessoa.


ZOO PARK
O Zoo Park possui floresta nativa, com mais de 70 espécies de aves exóticas e nativas. Horários: sábados/ domingos e feriados: amanhã: 10 hs ás 12hs / Tarde: 13hs ás 18hs \ Nas terças, quartas, quintas e sexta-feiras: manhã 09 hs ás 12hs e arde das 13hs ás 17hs . Para quem curte é possível fazer arvorismo lá. Ingesso custou R$ 10,00 por pessoa.

                        


Usina Hidrelétrica Itá
A construção da Usina Hidrelétrica Itá iniciou em 1º de março de 1996, e a inauguração foi em outubro de 2000.
A partir da construção da UHE Itá e com a formação do lago, surgiu à oportunidade do município desenvolver-se e tornar-se um grande potencial turístico, pelo conjunto de belezas naturais já existentes e por ser uma nova atividade econômica, aumentando a arrecadação e geração de empregos para o município.
É possível fazer visitação para conhecer  a Usina, são permitidos grupos de no mínimo 5 pessoas e máximo 10. Para agendar você pode ligar no  0800 645 5800.


            

Casa Alberton
A Casa Alberton é um significativo remanescente da arquitetura alemã da velha cidade de Itá, que tem como características importantes, as volumetrias imponentes, a estrutura das paredes em peças de madeiras com encaixes, a cobertura em duas águas principais com acentuada inclinação, acrescida de dobraduras típica das construções executadas por descendentes de imigrantes alemães.
A Casa Alberton foi construída na década de 1930, usada como moradia da família e funcionava como comércio (armazém de secos e molhados). Em 1997 foi relocada e restaurada pela Gerasul e partir de um projeto chamado Arca de Noé, definiu sua adaptação como espaço cultural, integrado a Casa da Memória de Itá.
Como Chegar: Praça Luís Sartoretto, 17 - Centro - entrada gratuita. Aqui você assiste um vídeo de aproximadamente 20 minutos falando da reação das pessoas com a notícia da construção da hidrelétrica e o alagamento da cidade.

                                                 


Casa Camarolli
um dos testemunhos mais significativos da arquitetura que os descendentes dos imigrantes italianos implantaram em Itá. Foi construída por Felipe Camarolli e Guilherme Ludovico Otto Stentzler, entre os anos de 1945 e 1946, no centro da cidade velha de Itá. 
Nela encontramos um espaço dedicado aos pioneiros, com acervo de fotos e objetos sobre a relocação da cidade de Itá e memória do cotidiano. Nas diversas salas do museu podemos encontrar também peças sacras e objetos típicos da cozinha de descendentes italianos e alemães.
Fica ao lado da casa Alberton e a entrada também é gratuita. Nesse local é possível fazer uma verdadeira viagem no tempo. A visita é guiada.

                


Tirolesa do Farol
Valor de R$ 40,00 por pessoa . Extensão: 1.628,50 metros, altura máxima do solo: 80,41 metros e velocidade média 45 km/h. 
Experiência maravilha de liberdade e adrenalina.

   


Cachaçaria Simon
Fica na estrada que vai para a Usina. Degustação e venda de cachaça. Recomendamos ficar para o almoço, cardápio polenta e tilápia. Simplesmente delicioso.

                                        


Não deixe de reservar um entardecer no porto...




Ficamos hospedados no Itá Park Hotel, os apartamentos de frente oferecem uma bela vista para o lago. O atendimento é muito bom e a infra estrutura do hotel também. o Hotel fica em frente ao Parque Thermas Itá.
Para um delicioso café com torta recomendamos a Padaria e confeitaria Pão da Vovó, no centro.



Certamente esse é um destino que vale a pena ser incluído em seu roteiro! 
Bons ventos!

Algumas informações fora retiradas do dite: http://turismoita.com.br/

terça-feira, 22 de março de 2016

#Viagem: Curiosidades sobre os trajes peruanos.

Viajar é tudo de bom né?! Descobrir então, um pouco mais sobre a cultura dos povos dos lugares por onde passamos, acho sensacional.
Quando estivemos no Peru em 2014, fiquei imensamente encantada pelos trajes dos povos de lá. Principalmente pelos trajes femininos. Fiquei muito curiosa em saber um pouco mais sobre aquelas roupas coloridas, maravilhosas, que avistávamos no alto das montanhas do Vale Sagrado enquanto passávamos.
Em algumas conversas informais com as pessoas do local, me contaram em outras palavras o que o texto abaixo relata.


Assim como uma roupa nacional distingue um país de outro, as sutis diferenças nos trajes peruanos tradicionais identificam a origem regional de quem os usa. As semelhanças residem nos tipos de roupas usadas por homens e mulheres, mas as diferenças encontram-se nos desenhos e bordados e nas formas dos chapéus. Panos e maneiras de tecer são parte de uma longa tradição cultural que antecede a invasão dos conquistadores no século 16 e é marcada por cores naturais vibrantes e um estilo próprio.

Chapéus
Um dos elementos mais impactantes do traje nacional peruano é a variedade de "monteras", ou chapéus, de abas largas, distinguidos por possuírem o topo achatado ou alto e amarrado com fitas decoradas. Feitos de feltro de lã de alpaca, aestes chapéus indicam uma região montanhosa, uma área rural ou até mesmo um determinado agrupamento de dois ou três vilarejos. No seu livro "Gender and the Boundaries of Dress in Contemporary Peru" (O gênero e as fronteiras dos trajes no Peru contemporâneo), a autora Blena Femenías fala que as "monteras" são não apenas protetoras e decorativas, mas servem também como importantes símbolos de uma identificação cultural mais profunda. Os homens usam o "chullo" por baixo de um chapéu de abas largas de feltro, que é um gorro tricotado com abas que possui borlas que cobrem as orelhas.

Poncho
Praça central de Ollantaytambo
Usado principalmente por homens, o poncho é um grande cobertor ricamente colorido de lã de alpaca, com uma abertura no meio do tecido para a cabeça. Geralmente, o poncho é vermelho e, assim como as "monteras", é decorado com desenhos e bordados específicos que significam um determinado local, traduzindo a identidade regional de quem o usa.




Roupas para os ombros e manta para carregar mantimentos
Cusco.
Feito de tecido da lã de alpaca, a "lliclla" é um pano pequeno e triangular para os ombros que é usado sobre um casaco e amarrado na frente como uma vestimenta decorativa. A "k'eperina" é uma grande manta utilizada para segurar mantimentos, ou até bebês, e é amarrada na frente do corpo da mulher. A "k'eperina" proporciona à mulher uma eficiente maneira de carregar peso enquanto mantém as mãos livres. Já que muitas mulheres peruanas são fazendeiras e pastoras, esta peça também é muito prática.



Saias
As "polleras", ou saias de lã, são outra forma distintiva da vestimenta peruana. As mulheres, em geral, usam essas saias, que não só retêm o calor no frio do alto dos Andes, como também refletem o costume tradicional de centenas de anos e uma forte identidade cultural. Como nota Femenías, as roupas dos peruanos tradicionais caracterizam a pessoa e atam-na às raízes históricas do Peru. As saias de lã geralmente são bordadas em volta da bainha e possuem desenhos tradicionais, passados de mão em mão através de muitas gerações.



Ilha Uros


Casacos
Vale Sagrado - Pastoras
Uma "jujuna", ou casaco de lã, é geralmente reversível para o uso diário ou para ocasiões especiais. Estes casacos são vivamente coloridos e bordados, decorados com contas ou painéis de tecido, e usados por baixo da "lliclla" e da "k'eperina" e por cima de uma roupa justa.




Bordados
Um conjunto de trajes peruanos é conhecido coletivamente como bordado. Estes trajes são mais comuns entre as mulheres, mas os homens também os usam com um par de calças de lã em vez de saias. As roupas são fortemente ligadas ao sentido da identidade do usuário e, embora nas áreas urbanas e nas cidades se vejam roupas do padrão ocidental, os bordados retêm um forte significado cultural, histórico e geracional, com desenhos que refletem uma profunda conexão com a terra e a história das gerações peruanas.


Gostou das informações?! Então que tal compartilhar?!
Forte abraço! Bons ventos.


Fonte: http://www.ehow.com.br/traje-peruano-tradicional-info_37867/

quarta-feira, 2 de março de 2016

# Viagem: ADMIRÁVEL MUNDO NOVO #91 - JAIME DALMAU - Ilha de Uros

Olá! Saindo do forno mais um programa "Admirável Mundo Novo", apresentado pelo nosso ilustre amigo Jaime Dalmau. Nesse episódio falamos um pouco sobre a Ilha de Uros, Puno.
#confrariadoslobos #admiravelmundonovo #jaimedalmau #uros #ilhasflutuantes #lagotiticaca #titicaca #peru #motos #viagemdemoto #cultura #puno #inca 









segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

#viagem: BuenosAires 2016 : Recoleta e El Caminito.

Um pouquinho da nossa passagem por Buenos Aires!


História do bairro Recoleta.

Nesta área foi localizado o mosteiro dos monges recoletos. Foi também uma área de pomares e fazendas. O bairro da Recoleta começou em 1871 com a chegada de famílias ricas na zona sul da cidade. As famílias vieram para escapar da epidemia de febre amarela atingiu a bairro de San Telmo. As famílias construíram suas casas com estilos arquitetônicos franceses.
Visita ao Cemitério da Recoleta

Cemitério da Recoleta é considerado um museu por dois motivos. Um deles é o grande número de obras de arte encontradas lá. A outra razão é porque, no cemitério estão os restos mortais de personalidades famosas da política, cultura, arte e ciência.
O cemitério foi inaugurado em 1822. As abóbadas são na maior parte das famílias aristocráticas do país.

 O pórtico neo-clássico, com colunas clássicas e símbolos sobre o tema da morte.

As sepulturas sãode propriedade de cada família e cada proprietário deve pagar uma taxa mensal de administração. O metro quadrado mais caro da cidade, está localizado dentro do Cemitério da Recoleta.

Em seus quase seis hectares estão sepultados heróis da Independência, presidentes da República, militares, cientistas e artistas. Entre eles, Eva Perón, Adolfo Bioy Casares e Facundo Quiroga.

Os artistas e escultores que têm obras no Cemitério da Recoleta: Luis Perlotti - Carlos Romairone, Rene Sargent - Alfredo Bigatti, José Fioravanti, Jean Alexandre Falguière, Miguel Sansebastiano - Antonin Mercie, Luis Carriere - Pedro Zonza Briano, Alfredo Guttero - Tasso.

El caminito - La Boca.
La Boca é um típico bairro de Buenos Aires. Localizado às margens do Riachuelo, foi o típico bairro de imigrantes, principalmente italianos.
Nota: Não visite o bairro à noite. 
Rua Caminito
A rua mais famosa do bairro é chamado de "Caminito", onde diversos artistas e pintores vendem seus trabalhos aos visitantes. Na década de 1950, o morador Arturo Carrega decidiu recuperar o terreno onde antes era um estreito arroio e mais tarde passava o trem. Carrega convocou ao pintor Quinquela Martín, que batizou a rua como “Caminito” pelo título do popular tango de 1926, de Peñalosa e Filiberto. Caminito hoje é visitado por centenas de turistas todos os dias.

Para mais informações visite: http://www.buenosairesturismo.com.br/roteiros/

Estivemos por lá em janeiro de 2016.

#viagem: ConfrariadosLobos Uruguai Argentina 2016

Olá, hoje vamos compartilhar um trecho da estrada no Uruguai, em nossa viagem de moto realizada em Janeiro/2016.
Eis algumas das razões pelo qual somos apaixonados por este País.
Nesse trecho, estamos seguindo rumo a Argentina, passando a fronteira em Frei bentos e seguindo rumo a Buenos Aires.
Como podem verificar, estradas no geral em boas condições, abastecimento tranquilo, temperaturas agradáveis.




Quer mais informações de como chegar? Onde ficar? Faça contato conosco deixando mensagem inbox no nosso Facebook: https://www.facebook.com/confrariados.lobos

Desejamos a todos bons ventos!

terça-feira, 12 de maio de 2015

#Viagem: Passeio Ilhas de Ushuaia.

Em nossa viagem para Ushuaia em janeiro de 2015, um dos passeio que queríamos muito fazer era o passeio no Canal de Beagle, o estreito que separa a Terra do Fogo de outras ilhas e que liga os oceanos Atlântico e Pacífico. Tamanha era nossa euforia em saber que aquelas aulas de Geografia lá da nossa adolescência, estavam prestes a tornarem-se reais, o nome do canal foi uma homenagem ao HMS Beagle, que em sua segunda expedição trouxe Darwin a bordo. Ficamos maravilhados diante de paisagens tão lindas. O que podemos dizer é que vale muito a pena navegar nessas águas. Existem várias empresas que fazem o passeio para essas ilhas, ficam situadas no porto. Depois de ir em cada uma delas, descobrimos que apenas uma tem a permissão para descer em uma dessas Ilhas a "Isla H" (empresa Três Marias), nas demais ilhas não se aporta, o barco para o mais próximo possível e todos aproveitam para admirar, fotografar/filmar. O passeio contempla o Farol Les Eclaireurs, a ilha dos Pássaros, a ilha dos Lobos e a Ilha H. O passeio todo dura em torno de 4 horas. O valor ficou em torno de $400 pesos por pessoa, convertendo ficou algo como R$110,00 por pessoa. É preciso pagar também uma taxa de 10 pesos por pessoa para acesso ao porto. Não tem mistério nenhum para contratar esse e outros passeios, todas as agências ficam situadas no Porto de ushuaia e a oferta de passeios é bem variada. Vá preparado com cachecol, luvas, gorro, vista roupa e calçado impermeável. Na ilha H, onde descemos para uma caminhada estava muito , mas muito frio, venta muito. Em pleno verão deles a sensação térmica foi em torno de - 3ºC. Normalmente existe uma saída as 10h e outra as 15h diariamente, lembrando que no verão o sol permanece até aproximadamente as 21:30H. A navegação ocorre na Bahía Homónima, ingressando logo depois nas águas do Canal Beagle, navegando entre as Ilhas Bridges. Deixamos como dica para que faça esse passeio logo que chegar em Ushuaia, pois as condições de navegação mudam muito por lá e se você deixar para o último dia, pode não conseguir realizá-lo.

Vista de Ushuaia do canal de Beagle.
  
Em alto mar

Isla de Los Pájaros.

Cormoranes Reales


Lobo do mar.

Isla de los lobos

Esse farol, embora seja conhecido como o #faroldofimdomundo, é uma replica do verdadeiro farol que fica bem mais longe, quase na Antártica, mais precisamente na Ilha San Juan de Salvamento. Mesmo que esse não seja o original, vale muito o passeio até lá. Não é permitido a ninguém descer no local. Os passeios são contratados no #porto de Ushuaia. Saem diariamente. Fizemos com a empresa Tres Marias.

Farol les Eclaireurs




Isla H

Isla H

Isla H

Isla H

Isla H

Isla H

Isla H

Isla H


Isla H


Isla H

Isla H

Cormoranes Reales em Ilha H.

Porto de ushuiaa

Assista o vídeo do passeio:

https://www.facebook.com/confrariados.lobos

Bons ventos!!!!