Mostrando postagens com marcador confraria dos lobos.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador confraria dos lobos.. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de abril de 2016

#Viagem: Paso de Jama.

Olá, hoje estamos recordando nossa passagem pelo passo de Jama!!!
Amamos o Chile!!!! Paso de Jama!!! Desejamos que nossos olhos ainda possam te ver muitas vezes mais!!! 🏍🏍. O Paso de Jama fica a 160 quilômetros de São Pedro do Atacama e a 4200m de altitude. Fica na RN 27 no Chile. É um trecho muito bonito e merece uma boa apreciação e inúmeros cliques. Você verá muitos bichos, entre eles guanacos, lhamas, flamingos, entre outros. Nesse trecho está a fronteira entre Argentina e Chile, a aduana fica mais próxima a cidade de São Pedro de Atacama. O que podemos dizer é que todas as vezes que passamos por lá ficamos estonteados com tamanha beleza!!!! Ainda não conhece? Então pegue a estrada e vá!!!!!


terça-feira, 22 de março de 2016

#Viagem: Curiosidades sobre os trajes peruanos.

Viajar é tudo de bom né?! Descobrir então, um pouco mais sobre a cultura dos povos dos lugares por onde passamos, acho sensacional.
Quando estivemos no Peru em 2014, fiquei imensamente encantada pelos trajes dos povos de lá. Principalmente pelos trajes femininos. Fiquei muito curiosa em saber um pouco mais sobre aquelas roupas coloridas, maravilhosas, que avistávamos no alto das montanhas do Vale Sagrado enquanto passávamos.
Em algumas conversas informais com as pessoas do local, me contaram em outras palavras o que o texto abaixo relata.


Assim como uma roupa nacional distingue um país de outro, as sutis diferenças nos trajes peruanos tradicionais identificam a origem regional de quem os usa. As semelhanças residem nos tipos de roupas usadas por homens e mulheres, mas as diferenças encontram-se nos desenhos e bordados e nas formas dos chapéus. Panos e maneiras de tecer são parte de uma longa tradição cultural que antecede a invasão dos conquistadores no século 16 e é marcada por cores naturais vibrantes e um estilo próprio.

Chapéus
Um dos elementos mais impactantes do traje nacional peruano é a variedade de "monteras", ou chapéus, de abas largas, distinguidos por possuírem o topo achatado ou alto e amarrado com fitas decoradas. Feitos de feltro de lã de alpaca, aestes chapéus indicam uma região montanhosa, uma área rural ou até mesmo um determinado agrupamento de dois ou três vilarejos. No seu livro "Gender and the Boundaries of Dress in Contemporary Peru" (O gênero e as fronteiras dos trajes no Peru contemporâneo), a autora Blena Femenías fala que as "monteras" são não apenas protetoras e decorativas, mas servem também como importantes símbolos de uma identificação cultural mais profunda. Os homens usam o "chullo" por baixo de um chapéu de abas largas de feltro, que é um gorro tricotado com abas que possui borlas que cobrem as orelhas.

Poncho
Praça central de Ollantaytambo
Usado principalmente por homens, o poncho é um grande cobertor ricamente colorido de lã de alpaca, com uma abertura no meio do tecido para a cabeça. Geralmente, o poncho é vermelho e, assim como as "monteras", é decorado com desenhos e bordados específicos que significam um determinado local, traduzindo a identidade regional de quem o usa.




Roupas para os ombros e manta para carregar mantimentos
Cusco.
Feito de tecido da lã de alpaca, a "lliclla" é um pano pequeno e triangular para os ombros que é usado sobre um casaco e amarrado na frente como uma vestimenta decorativa. A "k'eperina" é uma grande manta utilizada para segurar mantimentos, ou até bebês, e é amarrada na frente do corpo da mulher. A "k'eperina" proporciona à mulher uma eficiente maneira de carregar peso enquanto mantém as mãos livres. Já que muitas mulheres peruanas são fazendeiras e pastoras, esta peça também é muito prática.



Saias
As "polleras", ou saias de lã, são outra forma distintiva da vestimenta peruana. As mulheres, em geral, usam essas saias, que não só retêm o calor no frio do alto dos Andes, como também refletem o costume tradicional de centenas de anos e uma forte identidade cultural. Como nota Femenías, as roupas dos peruanos tradicionais caracterizam a pessoa e atam-na às raízes históricas do Peru. As saias de lã geralmente são bordadas em volta da bainha e possuem desenhos tradicionais, passados de mão em mão através de muitas gerações.



Ilha Uros


Casacos
Vale Sagrado - Pastoras
Uma "jujuna", ou casaco de lã, é geralmente reversível para o uso diário ou para ocasiões especiais. Estes casacos são vivamente coloridos e bordados, decorados com contas ou painéis de tecido, e usados por baixo da "lliclla" e da "k'eperina" e por cima de uma roupa justa.




Bordados
Um conjunto de trajes peruanos é conhecido coletivamente como bordado. Estes trajes são mais comuns entre as mulheres, mas os homens também os usam com um par de calças de lã em vez de saias. As roupas são fortemente ligadas ao sentido da identidade do usuário e, embora nas áreas urbanas e nas cidades se vejam roupas do padrão ocidental, os bordados retêm um forte significado cultural, histórico e geracional, com desenhos que refletem uma profunda conexão com a terra e a história das gerações peruanas.


Gostou das informações?! Então que tal compartilhar?!
Forte abraço! Bons ventos.


Fonte: http://www.ehow.com.br/traje-peruano-tradicional-info_37867/

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

# Dicas: Calor, moto e segurança, combinam?

Olá pessoal do adorável mundo das motos, hoje gostaria de falar sobre a chegada do verão.
É possível andar equipado mesmo nos dias mais quentes?
Sim, é. E digo mais é necessário!
Nada recomendável, nem responsável, andar de moto de bermuda, camiseta e havainas. Sim, pasmem, há aqueles que usam chinelos para pilotar.
Quanto a isso existem fostos na internet, que mostram muito bem como ficam os pés e mãos dos acidentados quando desprotegidos.
É horrível.
Não é porque o calor chegou que vamos deixar de lado a segurança sobre suas rodas, afinal, você não quer estragar seu passeio não é mesmo?
Não estamos aqui fazendo apologia aos acidentes. Mas acontecem, esta é a realidade.
Quando menos se espera, pronto! Uma derrapada, uma freada brusca e ´compramos um terreno´...
Não é possível abrir mão de uma jaqueta e calça com as devidas proteções, nem mesmo um calçado adequado, luvas, capacete.
Mas e o calor?
O que fazer naqueles dias de calor extremo?
Aconselhamos que você faça um investimento e tenha duas roupas para andar de moto: Um conjunto de couro, cordura ou poliester para os dias mais frios (devidamente equipados com forro removível) e outro adequado para o verão, roupas com protetores e ventiladas.


Eu e Lobo estamos testando o conjunto Air Vision (jaqueta e calça) da Lookwell.

Podemos dizer que APROVAMOS.

Desenvolvida em Polyamida Soft 3D air-mesh e poliamida 500D, por isto, muito bem ventilada e MUITO leve.
Faz toda a diferença na hora do calor extremo e nos mantém devidamente seguros devido ao material de proteção SW nos ombros e cotovelos e espuma 9mm nas costas certificados pela CE - Comunidade Européia.

NÃO DESEJAMOS QUE NINGUÉM CAIA. MAS SE ACONTECER, TEM QUE ESTAR PROTEGIDO.
E, no mais, _Vamos pra estrada que é o nosso lugar!!! ...
Um Abraço...
Boas estradas!

Edna e Lobo - Confraria dos Lobos.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

#Dicas: Permissão Internacional para dirigir.


Falamos aqui no blog anteriormente sobre a Carta Verde.

Outro documento que gera muita dúvida para quem pretende fazer uma viagem de moto em outros países é a Carteira Nacional de Habilitação - CNH. Afinal, o que vale lá fora? A Permissão Internacional para Dirigir - PID é obrigatória ou pode transitar usando só a CNH? E a CNH é válida lá fora? Para resumir o que entendemos, recomendamos que você leve ambos documentos: a PID e a CNH. Vamos tentar explicar por que.

A Permissão Internacional para Dirigir - PID é o documento necessário para o motorista ou motociclista brasileiro dirigir legalmente nos países que fazem parte do tratado de reciprocidade da Convenção de Viena (ver lista abaixo). Apenas motoristas que possuem a Carteira Nacional de Habilitação podem requerer a PID.

A PID é obrigatória? A resposta é não. Entretanto, todos os sites oficiais que consultamos recomendam que se tire o documento e o leve na viagem. A alegação é de que é um documento aceito nos 130 países signatários e também porque pode ajudar o motorista com a legislação local, com os agentes de trânsito, em casos de acidentes e infrações e em muitas outras situações.

Outra vantagem é na hora de alugar um carro ou moto. Com a PID em mãos, o viajante terá facilidades na checagem das informações pessoais e locação do veículo. Outros pontos positivos: a agilidade no atendimento em casos de acidente e a rapidez para receber o seguro.

Por ter as informações escritas em sete idiomas (alemão, árabe, chinês, espanhol, francês, inglês, português e russo) facilitará a leitura dos dados do condutor pela autoridade de trânsito e a liberação pode ser muito mais fácil. Entretanto, a PID não é por si só uma autorização de condução de veículo, na medida em que as autoridades de qualquer país podem eventualmente exigir a apresentação da CNH aos condutores estrangeiros.

Como dissemos, a PID é apenas recomendável, mas não é obrigatóra. Com a própria Carteira Nacional de Habilitação, o condutor poderá guiar nos 130 países que formam a Convenção Internacional de Tráfego Rodoviário de Viena, o Principio de Reciprocidade entre países e também nos Estados Unidos. Neste caso, além da CNH, é necessário ter o passaporte em mãos. 

Porém, em caso de uma infração ou acidente e o condutor estiver portando apenas a CNH, o órgão responsável do país poderá detê-lo e exigir a tradução desse documento em um consulado oficial e só autorizar a liberação do viajante depois que os documentos e as multas forem regularizados. 

Segundo o Conselho Nacional de Trânsito - Contran, o condutor brasileiro é proibido de dirigir todos os tipos veículo em qualquer outro país que não faça parte da Convenção de Viena ou do Princípio de Reciprocidade.

A PID é emitida pelo Departamento Estadual de Trânsito - Detran de cada estado, segundo a portaria número 25, de 31 de março de 2006, do Departamento Nacional de Trânsito - Denatran. Para obtê-la, o condutor deverá ter a CNH com prazo de validade vigente e não poderá estar com o documento suspenso. A validade é a mesma da CNH

A PID não é emitida para condutor habilitado somente com a Autorização para Conduzir Ciclomotor - ACC, ou seja, motonetas de até 50cc.

E é preciso tomar cuidado. Alguns clubes e agências particulares e não regulamentas pelo Denatran também emitem o documento, com a alegação de que estão dentro das regras da Federação Internacional de Automobilismo - FIA. A federação permite que clubes de serviços automobilísticos associados à entidade emitam o documento. Mas segundo as autoridades de trânsito, estes documentos não são legalmente válidos e podem ser apreendidos caso encontrados com um condutor.

O valor cobrado para emissão da PID varia de estado para estado. Nos sites dos Detrans que consultamos encontramos valores entre R$ 50,60 e R$ 106,00 (???). Alguns sites são bem confusos, mas nestes abaixo o documento pode ser adquirido pela internet e entregue em casa. Nos demais você deve se dirigir pessoalmente ao Detran local.


Alagoas
Minas Gerais
Pará
Paraná
Pernambuco
Rio de Janeiro
Santa Catarina

Países signatários de Convenções Internacionais para o Trânsito.
África do Sul (V)
Albânia (V)
Alemanha (V)
Angola (R)
Argélia (R)
Argentina (A) (V)
Austrália (R)
Áustria (V)
Azerbaijão (V)
Bahamas (V)
Bahrein (V)
Bielorrússia) (V)
Bélgica (V)
Bolívia (A) (V)
Bósnia e Herzegovina (V)
Bulgária (V)
Canadá (R)
Cabo Verde (R)
Cazaquistão (V)
Chile (A) (V)
Cingapura (R)
Colômbia (R)
Coréia do Sul (R)
Costa do Marfim (V)
Costa Rica (R)
Croácia(V)
Cuba (V)
Dinamarca (V)
El Salvador (R)
Equador (R)
Eslováquia(V)
Eslovênia (V)
Espanha (R)
Estados Unidos(R)
Estônia (V)
Federação Russa (Rússia) (V)
Filipinas (V)
Finlândia (V)
França (V)
Gabão (R)
Gana (R)
Geórgia (V)
Grécia (R)
Guatemala (R)
Guiana (V)
Guiné-Bissau (R)
Haiti (R)
Holanda (R)
Honduras (R)
Hungria (V)
Indonésia (R)
Irã (V)
Israel (V)
Itália (V)
Kuwait (V)
Letônia (V)
Líbia (R)
Lituânia(V)
Luxemburgo (V)
Macedônia(V)
Marrocos(V)
México (R)
Moldávia (V)
Mônaco(V)
Mongólia (V)
Namíbia (R)
Nicarágua(R)
Níger (V)
Noruega(V)
Nova Zelândia (R)
Panamá (R)
Paquistão (V)
Paraguai (A) (V)
Peru (A) (V)
Polônia (V)
Portugal (R)
Reino Unido (Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales) (R)
República Centro Africana (V)
República da Sérvia (V)
República de Montenegro (V)
República Democrática do Congo(V)
República Checa (V)
República Dominicana (R)
Romênia (V)
San Marino(V)
São Tomé e Príncipe (R)
Seichelles (V)
Senegal (V)
Suécia (V)
Suíça (V)
Tadjiquistão (V)
Tunísia (V)
Turcomenistão (V)
Ucrânia(V)
Uruguai (A)(V)
Uzbequistão (V)
Venezuela(R)
Zimbábue(V)

Siglas de acordo ou convenção com o Brasil:

(V) Convenção de Viena
(R) Princípio de Reciprocidade
(A) Acordo Sobre Regulamentação Básica Unificada de Trânsito entre Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai.

Fonte: viagemdemoto.com/ escrito por Rômulo.

Forte abraço e bons ventos!!!!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

#MISCELÂNEA: lha de Man – A corrida de moto mais insana do planeta.

Para quem gosta de velocidade e adrenalina a Ilha de Man é considerada o santuário dos pilotos mais audaciosos.

Localizada entre a Irlanda e o Reino Unido, a pequena ilha de 572 km², torna-se palco de corajosos pilotos que desafiam a si mesmo e a própria sorte.
A TT -Tourist Trophy- é o evento de motovelocidade mais antigo e prestigiado do mundo, que desde 1907 ocorre na ilha entre os meses de maio e junho. O circuito tem 60km de vias sem limite de velocidade, cruzando montanhas e vilarejos por suas curvas sinuosas... eis o motivo da atração do local!


O evento atrai milhões de turistas e muitos competidores. No circuito os pilotos passam a centímetros de distância de muros de pedras, casas, caixas de correio e dos espectadores, em uma velocidade média de 210km/h. Aliás esses moradores da ilha “nada sortudos” não deixam a desejar no quesito insanidade, expondo-se também aos riscos sentados em muretas, gramados e acostamentos.
Desde o início do evento que já dura um século, até os dias de hoje, morreram mais de 240 pilotos desafiando os perigos da ilha. Somente no ano passado em 2011, morreram 8 pilotos.
A Federação Internacional de Motociclismo já tentou banir a corrida do calendário de eventos, tentou até punir os pilotos oficiais que participassem das corridas, mas os anos foram se passando e nada se concretizou. Muitos ativistas assim como ex-pilotos, ainda brigam pelo término das provas. Discussões do tipo com as autoridades locais,  policiais, judiciais e departamentos de trânsito não conseguem intervir. Até quando a corrida vai existir, ainda é uma interrogação...
A grande maioria dos moradores apoiam o evento, apesar dos poucos que reclamam das pistas fechadas e lixo deixado pelos espectadores. Para os que apoiam, visam não só o fator econômico que movimenta a cidade mas também a questão da tradição, afinal já fazem isso a tanto tempo!
Para os pilotos é o reflexo de uma verdadeira paixão, o vício pela adrenalina, o prazer do desafio e da conquista que leva a contar com a sorte e claro que, uma pitada de insanidade explica tudo!
Mas e você leitor? Seria a favor do término de uma tradição de mais de 100 anos? Mediante ao perigo e a fatalidade ou o que importa mesmo é a paixão pelo esporte e cada um que assuma seus riscos e consequências?
Confiram mais um pouquinho da matéria através desse vídeo emocionante!



Fonte: http://www.encontrodemotos.com/ escrito por: Cris Rissanen.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

#Miscelânea: História das roupas de couro para motociclistas.


De uns anos para cá surgiram no mercado global diversas empresas que produzem vestimentas especiais para motociclistas. Mas até poucos anos, praticamente só se usavam roupas de couro e mesmo hoje, muitos motociclistas ainda só as utilizam.

Essa matéria não visa fazer um comparativo entre os diversos tecidos e o couro, utilizado por motociclistas, e sim, apenas de contar um pouco da história das tradicioanais roupas de couro no mundo das motos.



O pós-guerra trouxe mudanças no comportamento das pessoas, gerando novos estilos de vida, mais radicais, especialmente expressos por novos modos de vestir, introduzidos pelos jovens, formando movimentos que literalmente vinham das ruas, o street-style (estilos de rua). Neste mesmo período a motocicleta, que começou a ficar em evidência a partir de 1942, devido a Segunda Gerrra Mundial, passa a ser difundida através de filmes emblemáticos, do universo cinematográfico, criando um forte impacto no imaginário popular.
"Wild One" de 1954, estrelado por Marlon Brando e as corridas de motocicleta em Hollister, na California, foram os elementos determinantes para o surgimento do street-style bikers. Marlon aparecia em "Wild One" como o líder de uma gang de motociclistas... sua imagem no poster do filme, vestindo uma Perfecto, a jaqueta de couro preta, em cima de um moto, lhe conferiu uma impactante atitude de rebeldia e angústia. O estilo bikers (que em inglês significa motocicleta), propagou com força total a subcultura, muito mais do que os estilos de rua da década anterior, os Zooties e os Rhinestone Cowboys. Como a partir do início dos anos 50, a moda não é mais ditada pela alta costura, e sim pelas ruas da cidade, que passaram a apresentar inovações, um novo conceito do novo. Tudo mudou... Os padrões foram invertidos, alterando para sempre o establishment e a resistência da sociedade às mudanças, que agora aconteciam em um ritmo mais acelerado.

Para melhor compreender a força abrangente do estilo biker é preciso conhecer a origem do movimento e sua trajetória. O ponto de partida: tudo começou com retorno dos jovens soldados americanos, que vieram da Segunda Guerra. Estes rapazes não queriam mais usar um terno, uma gravata e um corte de cabelo comportado. Eles não mais se encaixavam no modelo americano de uma casa standard (padrão), equipada com aparelhos domésticos, um carro standart, crianças e cachorro. A adrenalina ainda corria em suas veias, devido ao excitamento da guerra... e era muito difícil para estes rapazes, a maioria pertencente a classe trabalhadora, aceitar a conformidade das coisas, era quase que impossível para eles carregar sacolas de supermercado, para quem carregou metralhadoras B17.

Muitos destes jovens pilotaram aviões e motocicletas durante a guerra... Porém, este modo de transporte foi somente um foco simbólico para um estilo de vida que era radicalmente diferente de tudo o que tinha sido antes. Reunidos em gangs com nomes como "The Booze Fighters" (os percursores dos Hells's Angels), estes jovens mudaram por completo o aspecto do New American Way. E foram seguidos por milhares de outros jovens na América, e depois em Londres e vários lugares da Europa, todos fortemente influenciados por Brando, sua moto e sua jaqueta de couro!
Perfecto, a indestrutível jaqueta de motocicleta usada por Brando em "The Wil One" é o clássico rebelde uniforme, que nasceu com o propósito de ser bem usual. Idealizada em 1928 por Schott Bros., a jaqueta proporcionava proteção ao corpo, no caso eventual de um acidente, e foi distribuída diretamente aos motociclistas através do fabricante das motos Harley Davidson. A Perfecto foi criada por Irving Schott, que se uniu ao irmão Jack, Irving e Jack, filhos de imigrantes russos, abriram em 1913 sua empresa no East Broadway, em Manhattan, fabricando peças impermeáveis, que protegiam do vento e da chuva. Em 1925, a Schott Bros. introduz blusões com feche éclair (zíper), no lugar de botões, e em 1930 passou a vender jaquetas de couro para os pilotos da Força Aérea Americana... Quando em 1954, Marlon Brando surge em "Wild One", em uma motocicleta, vestindo a preta jaqueta de couro Perfecto torna-se um implacável sinônimo de rebeldia... E até hoje esta imagem permanece mítica!

Fundamentalmente, o sucesso do movimento bikers se deve ao estilo diferenciado de vestir e a sua bad atittude. Enquanto, por muito tempo, o clássico alfaiate da cidade fazia réplicas de ternos, atendendo ao desejo dos jovens locais de ser "dress up", os bikers desafiaram as convenções sociais de modo estilístico e ideológico, o que no final possui o mesmo significado. Os bikers vestiam roupas velhas, gastas de tanto usar, que mostravam sua escabrosa experiência na estrada: a preta jaqueta de couro Perfecto, que muitos destes jovens bikers haviam trazido da guerra, o jeans surrados com a barra da calça virada e boots. Em uma cena de "Wild One" aparece o seguinte diálogo irônico: "Ele tem uma moto, ele tem uma Perfecto, e ele tem uma garota. Como ele ainda não está satisfeito?" O que os jovens bikers aspiravam: ser eles mesmos, sem se preocupar em seguir convenções sociais, sem desejar ser aceito por ninguém... e o que hoje todo adolescente deseja... perambular com estilo!
Claro, a Segunda Guerra serviu para elevar o status de certas peças de vestuário - mais notadamente a jaqueta de couro. Enquanto no início da guerra a elite militar aparecia em fardas ornamentadas com medalhas de ouro, a partir do envolvimento efetivo dos EUA, após o bombardeio em Pearl Harbor, mostrou os militares vestindo a jaqueta de couro, a mesma que os bikers agora tomaram como o seu uniforme. Porém, assim que a jaqueta de couro passou a "pertencer" aos bikers, sua associação com heroísmo foi deliberadamente minada. A associação da jaqueta de couro, então, passou a ser com a bad attitude.

Os Bikers, no final dos anos 40 e início dos 50's, representam o radical surgimento da subcultura motorizada e obviamente foram os precursores das gangs de motos, "uma sociedade com parâmetros estabelecidos sob duas rodas". Devido à época do pós-guerra, mesmo que por acaso, sem grandes intenções e ideologias, eles os bikers, mudaram notavelmente o curso da história contemporânea! A partir de então, a Perfecto, a preta jaqueta de couro, com a qual os bikers se rebelaram contra todas as convenções (sociais, políticas, culturais,...) tornou-se um ícone estilístico e encadeou o conceito do street-style. Esta é a prova de que os bikers, dramaticamente e vividamente, mais do que qualquer outra subcultura, introduziram as noções de alternância e transtorno, a "chave de ignição" que deu partida a novos e diferentes estilos de vida... todos seguindo na carona do rock'n roll (a música pop).

Depois dos bikers, outros estilos de ruas adotaram a Perfecto, em especial os ton-up boys (tribo urbana motorizada que surgiu em Londres); os rockers (início dos anos 60, eles adoravam decorar as jaquetas com bottons), os greasers (meados dos 60's) e os punks (final dos anos 70 e início dos 80's). Sensual e sem excessos, mas repleta de detalhes funcionais, a jaqueta Perfecto, esta peça em couro preto, através de décadas, tornou-se um veículo de mistério masculino e alienação, com um leve toque de drama. A Perfecto veste a reputação de qualquer um que a use, de modo instantâneo, por isso é tão adorada por top models e fashionists. As mulheres pegaram emprestado este ícone estilístico e a adotaram em seu guarda-roupa. Desde o seu surgimento no cinema, em "Wild One", a Perfecto tem sido reeditada em vários estilos (do prêt-à-porter à alta-costura); a leitura de seu vigoroso glamour é imediata, sua aparência é impactante e proporciona a quem usa, a possibilidade, no instante em que a veste, de reinventar a si mesmo, de seguir pelos múltiplos caminhos da subjetividade...

Fonte: Compilado por RockRiders.com.br

Para saber quais cuidados você deve ter com as roupas de couro, a fim de aumentar a sua durabilidade, leia nossa matéria:


Forte abraço e boas estradas!!!

#Miscelânea: Melhor idade: moto BMW R7 anda pela primeira vez aos 70 anos


Ficou guardada numa caixa desde quando se aproximava a segunda guerra mundial...

A BMW R7 de 1934 foi eleita recentemente a melhor moto apresentada no Pebble Beach Concours D'Elegance, tradicional evento norte-americano destinado a veículos antigos.



 prêmio coroa uma história fantástica, já que a R7 é um dos poucos modelos da marca bavária que nunca chegaram a ser produzidos. O protótipo, revolucionário para a época, com fortes influências art nouveau e art déco, foi lacrado em uma caixa quando a segunda guerra mundial se aproximava.

Os desenhos originais da R7 foram recuperados nos arquivos da marca alemã. Logo os engenheiros do BMW Group Classic, subdivisão da empresa, iniciaram um cuidadoso trabalho de restauração, até darem vida e movimento à R7, modelo que nem tinha chegado à fase de testes e só aprendeu a andar 71 anos depois.

Fonte: http://www.rockriders.com.br (Fernando Pedroso e Carrera)

terça-feira, 4 de setembro de 2012

#Segurança: Seguro ou rastreador?O que é melhor para proteger sua moto?


Com o crescente índice de criminalidade do Brasil, difícil quem não fica em dúvida em qual a melhor alternativa para proteger sua moto.
Encontrei esta matéria e estou compartilhando com você, que assim como eu ainda está em dúvida.

"É cada vez mais comum a opção por sistemas de rastreamento por conta do custo elevado para se fazer seguro para motos. Segundo as seguradoras para o seguro baixar é necessário ter mais clientes para reduzir o custo, mas são poucos os donos de motos que conseguem pagar o valor cobrado.

O seguro de uma moto Suzuki Intruder 125 zero quilômetro que vale algo em torno de R$ 5.5 mil  não sai por menos de R$ 636, o que equivale a aproximadamente 13% do valor do bem. Se fosse o seguro de um automóvel, o porcentual iria variar entre  5% a 8%.

Ramiro Fernandes Dias, diretor executivo do Sindicato das Seguradoras do Paraná e Mato Grosso do Sul, em entrevista a Gazeta do Povo, declarou que “por aqui o índice pode ser até menor, cerca de 1,5%.” Há quem ache que o seguro não pesa no bolso. Pior é o prejuízo se o ladrão levar.

Não é fácil fazer seguro de motos Muitas seguradoras não aceitam fazer o seguro de motos com menos de 250 cc por causa da política de aceitação de risco, principalmente se o veículo for usado para trabalho. Na maioria desses casos é praticamente impossível encontrar uma seguradora que aceite esse cliente.

O custo do seguro é alto porque tem poucos veículos segurados e as seguradoras não veem possibilidade de aumentar o número de clientes porque o volume de sinistros é muito grande. Contra o seguro de motos existe um dado do Seguro DPVAT que aponta serem as motos responsáveis por cerca de 25% da frota brasileira, mas que respondem por  59% dos acidentes.

As seguradoras também avaliam o perfil do condutor e o escore contra as motos aumenta. De acordo com a Abraciclo, o consumidor de motos têm entre 21 e 35 anos (40%) e é homem (75%). E esse perfil, para as seguradoras, é considerado de maior risco.

Motos de maior cilindrada pagam menos seguro.

Proprietários de motos maiores e que usam o veículo apenas para lazer pagam menos em relação ao valor do bem. Uma Yamaha Drag Star XVS 650, ano 2008, por exemplo, que vale algo em torno de R$ 20.000 pode ter o seguro feito por R$ 830, cerca de 4% do valor do bem. Bem menor que os 13% pagos numa Suzuki Intruder 125cc.

A saída seria usar um rastreador?

Muitos estão optando pelos rastreadores. Mas eles também tem custos e regras. Segundo o executivoda Car System, Elcio Ferandes “poucas companhias de seguros têm essa modalidade aberta para motocicletas e quando existe o valor é muito alto. Portanto, o bloqueador e/ou rastreador são as opções mais viáveis para esses usuários.”

O índice de recuperação de motos roubadas e que possuem sistema de rastreamento, segundo informado pelo executivo, é de 92%, porém, segundo Elcio, não há um padrão de tempo de recuperação. “Quanto antes for feito o comunicado, mais rápida será sua localização.” Finaliza.

Confira abaixo a íntegra da entrevista que fizemos com Elcio Fernandes, Diretor de Tecnologia e Marketing, 53 anos e há sete anos como Diretor da Car System, sobre o sistema de rastreamento.
Motonline – Qual a vantagem do sistema Car System em relação aos concorrentes?
Elcio Fernandes – “Os equipamentos embarcados em motos foram desenvolvidos e certificados especificamente para essa finalidade, respeitando os limites de carga de energia dos projetos originais dos fabricantes, suportando o nível de trepidação e aquecimento e acima de tudo, prevendo os movimentos possíveis no processo de roubo destes (inclinação, tempo de acionamento, etc).”

Motonline – Qual a vantagem do sistema de vcs em relação a fazer seguro da moto?

Elcio Fernandes – “Em primeiro lugar poucas companhias de seguros têm essa modalidade aberta para motocicletas e quando existe o valor é muito alto. Portanto, o bloqueador e/ou rastreador são as opções mais viáveis para esses usuários.”

Motonline  – Qual o índice de recuperação do bem e em quanto tempo isso geralmente acontece? 

Elcio Fernandes  - “O índice de recuperação específico para motocicletas é de 92% para as que possuem serviço de rastreamento. Não há um padrão de tempo de recuperação, porém quanto antes seja feito o comunicado, mais rápido é o prazo para sua localização.”

Motonline – Qual o índice de renovação de contrato x clientes novos?
Elcio Ferandes – “A base de clientes de motocicletas tem um índice de fidelidade percentualmente mais alto do que em outros veículos. As comunicações de clientes registradas através de nosso SAC mostram um índice de satisfação de 93,67% em relação ao serviço, atendimento e suporte. Renova-se anualmente, de forma automática, 86% da base existente. Entendendo que muitas das não renovações se devem pela venda da motocicleta. Além disso, temos indicadores de desempenho, definidos e atribuídos em nosso processo de certificação ISO 9001:2008, que comprovam e comparam a evolução mensal deste indicador.”

Motonline – Os roubos de motocicletas têm aumentado bastante e a maioria das vezes a moto é desmontada para vender peças no mercado negro. Como o sistema de proteção por rastreamento pode ajudar a reduzir estes números?

Elcio Fernandes  - “O grande apelo de nosso sistema é o tempo rápido de recuperação aliado a total falta de identificação/visualização do equipamento instalado. Ou seja, o fator surpresa aliado a uma logística de apoio terrestre e aéreo fazem o sucesso de nossa operação. Assim sendo contribuímos na redução do mercado de peças usadas através do “desmonte” de motos roubadas.”

Motonline – Como funciona o sistema?

Elcio Fernandes – “O sistema opera através da geração de sinais, que propagados de uma Central de Emissão chegam especificamente aos veículos destinados com informações de qual procedimento deva ser aplicado naquele momento. Estes equipamentos, que são dotados de uma inteligência embarcada, interpretam estas informações e processam comandos internos, gerando assim:Bloqueio, desbloqueio, teste do sistema, habilitação e desabilitação do sistema anti-furto (função manobrista), posicionamento e informações de telemetria.”

Motonline – Existem zonas onde o rastreamento se torna impossível ou sempre pega em qualquer lugar ou situação?
Elcio Fernandes – “Entendendo um pouco mais sobre esses equipamentos, podemos dizer que existem duas tarefas principais: Comunicação – que é feita através do sistema RF (Rádio Frequência) ou GSM/GPRS (telefonia móvel em sua banda de dados). Este é o responsável por fazer a comunicação entre o veículo e Central de Monitoramento. Depois vem o ‘Posicionamento’ – feito através de GPS (Posição Satelital) referencia e posiciona o veículo através de sua latitude e longitude e transmite essa informação através do módulo de Comunicação.  Assim podemos dizer que existem locais onde temos Comunicação, mas não possuímos Posicionamento, pois não conseguimos fazer a leitura através do Satélite, porém como o envio de informações é automático (a cada minuto no caso das motocicletas), temos uma referência da última leitura do GPS antes de sua “sombra”. Também existem locais ou momentos onde temos Posicionamento, mas não possuímos Comunicação, ou seja, não existe disponibilidade naquele local ou naquele momento do serviço utilizado pelo equipamento. É importante lembrar que nos dois casos, assim que recuperados os serviços temos a volta automática do sistema, não havendo necessidade de qualquer interferência nesse sentido, e que também os sistemas não param de funcionar em sua concepção por falta de nenhum dos  itens colocados.”

Motonline – Em quanto tempo depois de acionado o sistema chega a recuperar o veículo?

Elcio Fernandes – “Não existe tempo padrão.”

Motonline – Quais são as motos mais protegidas pelo sistema?

Elcio Fernandes – “Motos de baixa cilindrada (entre 125 e 250cc). Hoje a Car System tem 57.620 clientes ativos que possuem motos.”

Motonline – Pesquisando a satisfação de clientes encontrei que 76% das reclamações são resolvidas e que 49% dos clientes voltariam a fazer negócios com a Car System. Porém encontramos reclamações quanto ao serviço onde não ocorreram os pagamentos dos seguros dos veículos roubados, pois o cliente não teria realizado o teste ou os testes mensais. Vimos alguma ações sobre o problema e dentre elas a sugestão do advogado Rafael Oliveira que afirma que muitas cláusulas presentes no contrato de prestação de serviço são abusivas e passíveis de anulação judicial. Por ser prestação de serviços e obviamente estar atrelada a uma tecnologia,  qual a versão da Car System a respeito desses problemas acima relatados?
Elcio Fernandes – “Em primeiro lugar deixo bem claro que não somos uma Seguradora, portanto o termo utilizado de que “não pagamos o seguro é errôneo”. Compramos os documentos das motos que contrataram este tipo de benefício (Plano Plus) quando, depois de acionados pelo cliente, em caso de roubo, não conseguimos localizar e/ou devolver o bem. Esta compra de documentos está atrelada a uma Tabela de Valor de Mercado (oficial) e limitada ao valor de R$ 10.000,00. Para que isso aconteça é necessário que o cliente cumpra o que foi acordado em Contrato de comum acordo, e entre esses acordos existe o teste obrigatório a cada mês.   Quando isso não ocorre ou acontece qualquer outra quebra do que foi contratado entre as partes, a empresa fica isenta do pagamento.   A título de informação, além de nossos contratos ser preparados por nosso escritório jurídico, eles foram revistos tomando por base o Código de Defesa do Consumidor pelo Deputado Federal Celso Russomanno e posteriormente foram analisados pelo Ministério Público em sua área de Consumidor.”

Motonline – Vimos que alguns dos 195 clientes que reclamaram no site Reclame Aqui se mostram insatisfeitos por conta da falta de informação prestada pela companhia quando o prazo de 15 dias é ultrapassado. Como fazer para evitar isso e por que acontece?

Elcio Fernandes – “Todas as reclamações, solicitações e/ou dúvidas de nossos clientes foram prontamente respondidas e respaldadas. Existem situações de irregularidade de documentação do próprio veículo que dificultam o processo (IPVA em atraso, Multas, Parcelas de Financiamento), que são de responsabilidade do proprietário e devem ser documentadas para a regularização do bem que está sendo adquirido pela empresa.“

Motonline – Se o monitoramento funciona corretamente, que fatores podem vir a prejudicar esse rastreamento e a consequente localização do veículo?

Elcio Fernandes – “O sistema de emissão de sinais para localização e bloqueio dos veículos depende da disponibilidade do serviço, que é prestado por uma empresa regulamentada pela ANATEL (Operadora de Telefonia Móvel ou Operadora de Rádio Frequência). Assim como o fato de se ter um telefone celular habilitado junto a um operador não garante que 100% das ligações sejam efetuadas e/ou recebidas, por problemas da Operadora (antenas fora do ar, problemas de cobertura de sinais, altos volumes de tráfego nos horários de pico), o equipamento instalado nos veículos também depende deste meio para seu funcionamento.  Outros fatores podem influenciar esse funcionamento irregular tais como a instalação de outros equipamentos no veículo ligados de forma irregular e a manutenção inadequada dos veículos.”

As duas opções aqui apresentadas tem suas vantagens. O seguro cobre além do roubo os acidentes e as perdas, inclusive as totais. O sistema de rastreamento recupera a moto, mas não cobre acidentes. Enfim, há proteções para todos os gostos e bolsos. O importante é escolher a que melhor se adéqua a sua realidade. O que não pode é, neste mundo maluco e com este trânsito insano ficar sem nenhuma garantia para a proteção do seu investimento, principalmente se ele for sua ferramenta de trabalho."

por sucupira
Fonte: Motonline

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

#Dicas: Luvas, a sua importância.


As mãos estão sempre muito expostas quando andamos de moto. As diversas condições climáticas agem sobre elas de uma forma impiedosa, massacrando-as. Em caso de queda, não escapam ao abrasivo do asfalto.Elas agem como uma “segunda pele”, evitando males maiores.
Por tudo isto, não devemos hesitar em usar um par de luvas.
Certamente que não escapa à atenção de ninguém as espetaculares luvas que os grandes pilotos MotoGP utilizam. Contudo, o que é hoje uma realidade, nem sempre o foi! Os antecedentes das modernas luvas eram umas simples proteções em couro.

Muitas quedas e alguns anos de evolução permitiram chegar aos atuais modelos. Hoje encontram-se nas lojas luvas de grande qualidade. Os fabricantes especializaram-se, e a contínua exigência dos utilizadores e pilotos em usar o melhor, levou a um aperfeiçoamento notório nos materiais empregados, formas de fabricação e diversidade de utilizações. Existem luvas de MX, Trial, pista, uso diário, inverno…
Em todos os modelos procura-se conjugar o maior conforto possível, índices de tato nos comandos da moto, e proteção otimizada contra os efeitos abrasivos do asfalto e o choque.
Os materiais usados nas luvas dos tempos de hoje são os mais variados. O couro deu lugar a materiais sintéticos, resultado da profunda pesquisa feita pelos fabricantes. O grande objetivo é proteger eficazmente uma das zonas do corpo mais exposta a ferimentos em caso de queda ou acidente.
As luvas de couro, são de maioria de procedência bovina, são umas das mais generalizadas graças ao bom tato que proporcionam, permitirem uma transpiração otimizada e serem relativamente resistentes ao efeito abrasivo. Em alguns casos é usada a pele de canguru, proporcionando luvas mais leves, maleáveis e resistentes.
O Kevlar é muito resistente. É colocado nas luvas, nas zonas da mão mais expostas em caso de queda, nomeadamente a palma da mão e a parte superior das falanges.
O carbono é excelente em termos de propriedades anti-choque, graças à sua elevadíssima resistência e mínimo peso. Em forma de pequenas capas, é colocado nas luvas nos dedos e na zona dorsal do túnel carpiano.
A espuma anti-choque compreende desde uma simples borracha até às espumas absorventes brandas e elásticas, que endurecem subitamente ao sofrer um impacto. Instalam-se em zonas de máxima exigência protetora e por debaixo da fibra de carbono.
A cordura – tecido de compostura sintética – é resistente, ligeira, impermeável e bastante delgada, permitindo uma aplicação muito fácil, aceitando por debaixo dela o uso de material isolador necessário contra o frio. Este material utiliza-se sobretudo em luvas de inverno e luvas com utilização mista.
O Thinsulate, um material isolador muito leve e fino, generalizou-se na aplicação em luvas devido às suas características protetoras contra o frio, sendo aplicado em praticamente todo o tipo de luvas.
Outros materiais generalizados são o Nylon, a Lycra, o Polyester e o forro polar.
As luvas exigem uma manutenção específica. Aquelas que são fabricadas em materiais sintéticos devem de lavar-se com detergente próprio a uma temperatura que não ultrapasse os 30º. Devem secar-se com a zona do antebraço virada do avesso. Não devem de ser “espremidas”, escorridas, ou secadas com uma fonte de calor forte, uma vez que as membranas impermeáveis podem deteriorar-se.
Existem produtos próprios para aplicar nas luvas recomendados pelos fabricantes de modo a manter a superfície das mesmas em boas condições. No caso de luvas esportivas, não lavá-las com sabão nem aplicar-lhes calor se apanharem água. Antes de estarem completamente secas, devem ser colocadas na mão para que recuperem a forma.
Uma vez secas – luvas esportivas – há que aplicar um creme especial comercializado pela indústria auxiliar e pelos próprios fabricantes de luvas, limpando-as e devolvendo-as ao seu estado original.

 Fonte:  http://www.motoesporte.com.br/site/dicas/luvas-a-sua-importância

Luvas da Marca Lookwell.
Gostou? Faça-nos uma visita: Av. Hercílio Luz, 1395 sala 01 - Centro. Florianópolis - SC - Brasil. O Showroom está aberto todos os sábados.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

#Viagem: El calafate, Argentina




Imagine você, de moto, a 120Km/h ´encarar´ 90 Kg de músculos e pêlos com 1,70 metros de altura.
E, não aposte que os verá a tempo de frear. Eles são ´camuflados´ dificilmente você os verá antes de cruzarem o asfalto. Vale a calma e a prudência.

   Sugerimos o pernoite em Rio Gallegos, a cidade tem duas opções de hotéis: Normais caríssimos ou ruins baratos.

   Optamos por um barato, Hotel  Punta Arenas. Muito simples, mas com garagem segura e, a grande vantagem, tem um bar/lanchonete anexo.

   O trecho entre Rio Gallegos e El Calafate tem um visual espetacular, o asfalto é um tapete.

   Mas prepare-se, é frio. O trecho mais frio de toda a viagem. 
   Ventos laterais muito fortes, principalmente nos últimos Kms de chegada a El Calafate. 

   A cidade de El Calafate é tudo de bom. Acolhedora, bonita, muito bem organizada.

   Ficamos hospedados no El Calafate Apart - Rene Favaloro 3460, 9405 El Calafate , uns 3 Kms de distância do centro da cidade, bem em frente ao Lago Argentino.


El Calafate Apart
Lago - em frente ao Apart


   À tarde, na varanda, vendo bandos de flamingos e cisnes chegando para passarem a noite no lago é o que você merece por ter percorrido 5.000 Kms do Brasil até lá.
   Curta.

  Há uns 60 Kms de distância do centro de El Calafate, até o Parque Nacional de Perito Moreno.

  Já na entrada pode-se notar a organização. Guardas-parque (estilo Polícia Montada Canadense) na recepção e orientação dos visitantes, uma estrada espetacular o levará ao Glaciar onde encontrará um estacionamento seguro, restaurante muito bom, banheiros muito limpos, e, o melhor de tudo: calefação e chocolate quente com rum. Isso ESQUENTA!!!

  Você encontrará uma passarela que o levará a frente de um `paredão` de gêlo. Uma placa com mais de 30 Kms de extensão, 5 Kms de largura, e, 60 metros de altura que, continuamente, ´troveja´. 
   Isso mesmo, cada vez que o gêlo racha há um estrondo comparável a um trovão.



   Mas não se dê por satisfeito, no próprio Parque há uns barcos que fazem o transporte de turistas até a geleira. Você calça uma espécie de ´travas´ metálicas e faz uma caminhada sobre o gêlo. 


  


   Até aí, tudo normal. Fantástico é você tomar uma dose de uísque de 512 anos.
   12 anos de maturação do uísque, mais, 500 anos de maturação do gêlo.



   Ich !!!      bom demais.

terça-feira, 31 de julho de 2012

#Notícias: BOLÍVIA, TERRITÓRIO PROIBIDO.

Olá amigos e amigas do Motociclismo, Lobo encontrou esse relato e resolvi compartilhar. Embora nossas viagens até o momento tenham sido maravilhosas e repletas apenas de boas passagens, é sempre bom lembrar e ficar sempre atento, afinal,  nem tudo são apenas flores. 
Veja o relato abaixo, contato por um irmão motociclista.


Bolívia, território Proibido!

No dia 20 de julho, eu e Marcelo Resende, depois de nos encontramos no Mato Grosso do Sul, seguimos juntos para Corumbá onde entramos em território boliviano.

Na fronteira, alguns policiais comentaram que estava tendo uma incidência de roubos entre Puerto Suares e Santa Cruz de la Sierra. Eu e Marcelo já tínhamos como plano manter uma velocidade que nos garantisse a autonomia das motocicletas em razão da dificuldade de abastecimento e, em nenhuma circunstância seguir viagem depois do pôr do sol.

Mesmo diante a determinação governamental de vender gasolina para estrangeiros por três vezes mais o valor vendido aos bolivianos, o maior problema era o limite de apenas 20 litros por veículo. Como já tinha comentado, “demos sorte”, e conseguimos além de completar o tanque das motocicletas, ainda encher alguns galões de reserva. A nossa sorte foi a seguinte barganha: Deixarmos os militares do exército que estavam controlando o ponto de abastecimento tirarem uma foto em cima das motos, e partir daí, teríamos uma espécie de passe livre para abastecermos. Deu certo!



clique na foto para ampliá-la
clique na foto para ampliá-la









clique na foto para ampliá-la
clique na foto para ampliá-la








clique na foto para ampliá-la
clique na foto para ampliá-la










Saímos de Puerto Suares por volta das 14:00 e seguimos para Robore de Chiquitos, onde reabastecemos as motocicletas e depois paramos em San Jose para pernoitarmos. 
Como todos sabem, adoro fotografar, e entre estas duas cidades fiz umas duas paradas para tirar umas fotos do pôr do sol nas montanhas.
A noite ao sentarmos a mesa para jantar, percebi que o meu ritmo de viagem, ou seja, parando para fotografar, iria atrapalhar Marcelo Resende no seu cronograma, já que o mesmo não dispunha de muitos dias para aquela viagem em razão dos seus compromissos em Belo Horizonte.

Então combinados de nos encontrarmos em Cochabanda dois dias depois. Assim, eu poderia fazer as minhas fotos e Marcelo rodar por alguns lugares que eu já conhecia.
Depois que deixei San Jose, peguei uma estrada de terra conhecida como Ruta das Missiones que chegaria a Samaipata, ao sul de Santa Cruz de la Sierra.





clique na foto para ampliá-la
clique na foto para ampliá-la
clique na foto para ampliá-la








Eram cinco ocupantes que desembarcaram muito rapidamente da camionete. O primeiro que se aproximou, bateu no meu capacete mandando que eu saísse de cima da moto. Na minha frente, o homem que estava ao lado no motorista agora apontava a espingarda na minha direção. 

Ainda de capacete, parado ao lado da moto, observava quais seriam as orientações. O homem que estava ao meu lado me dizia algo e não entendia o seu espanhol. Um outro homem na minha frente, sinalizou para que eu tirasse o capacete, e assim o fiz. Assim que tirei o capacete o homem ao lado me deu um tapa na nuca e um outro se aproximou e gesticulou à minha frente mandando eu tirar a jaqueta. Nada pude fazer naquele momento, a não ser seguir cuidadosamente as orientações que me eram repassadas.

Este mesmo homem ao meu lado, pegou o meu relógio e me pediu os meus óculos escuros. Tentei lhe explicar que o meu óculos escuro era de grau, e ele continuou gesticulando e gritando - “dar-me, dar-me”... Tirei o óculos e lhe entreguei nas mãos e em contrapartida, ganhei um tapa no rosto do homem que estava na minha esquerda. 

Nada pude fazer a não ser ver estes “fdp” saquearem tudo que ali comigo levava. Máquina fotográfica, uma quantidade de Real e Peso Boliviano, meu passaporte, cartão de crédito, documento da motocicleta, etc...

Em um momento rápido cheguei em pensar em tentar tomar a espingarda do outro homem que estava nas minhas costas, mas me conscientizei que seria bobagem pois eles poderiam me matar ali mesmo. 

Quando eles tentavam abrir as minhas malas laterais (side case) se atrapalharam, e determinaram que eu mesmo fizesse a abertura. Ao me abaixar, tomei mais um golpe na nuca, mas preferi nem olhar pra traz.

Depois que olharam o que tinha nas minhas malas laterais, levando a caixa de ferramenta entre outros objetos, pediram novamente que me levantasse e me afastasse da motocicleta. Naquele instante achei que o pior poderia acontecer. O homem que se aproximou primeiro, não devendo ter mais que 1,65m e 25 anos, desarmado, se aproximou e me deu um outro tapa no rosto. Nada fiz, sequer movi o rosto, apenas olhava-o nos olhos. Ele me perguntou o porquê de estar lhe olhando, e me deu um outro tapa.

Neste momento o homem que estava a frente da minha moto com a espingarda em mãos deu uma espécie de voz de comando aos demais para que fossem embora.

Quando vi todos entrarem na camionete e começarem a sair, o meu sentimento de medo, raiva e alívio se misturavam. Fiquei uns três minutos ali parado me recompondo. Fui até debaixo do para-lama dianteiro onde guardo minha chave sobressalente da moto, dei partida e segui para Oruro.

A minha preocupação naquele momento era chegar em algum hotel para cancelar o cartão de crédito e tentar contato com Marcelo Resende avisando o acontecido. Ao chegar no hotel, pelo Skype da recepção tentei vários contatos com Marcelo, mas sem êxito. 

Expliquei a situação para o gerente do hotel, dizendo que não tinha meios e condições para pagar a minha estada naquele momento, mas se o mesmo me desse crédito, assim que fizesse contato com o Brasil, ou encontrando Marcelo Resende, eu poderia saldar com as minhas despesas. Antes mesmo do gerente me responder, um senhor ao meu lado, em inglês, me perguntou o que teria ocorrido, e lhe contei sobre o assalto. Este senhor, talvez com quase uns 70 anos, disse ao gerente que pagaria a minha estada. Este senhor, Jörn, um cidadão alemão, médico, que estava com o filho e nora conhecendo a região, além de arcar com a minha estada, me deu USD 200. Perguntei ao Jörn como poderia lhe devolver tais importâncias, mas Jörn se mostrou indiferente em receber o que naquele momento poderia ser parte da solução do meu problema.

Peguei o email de Jörn e tenham certeza, que quando ele menos esperar, pedirei para algum amigo meu que more na Alemanha que lhe devolva estes valores. Mas a sua gentileza, é impagável!

Enfim, hoje já no Brasil e em casa, e Marcelo Resende também em território brasileiro, ainda em algum lugar da estrada, talvez em Mato Grosso do Sul, onde iria se encontrar com o amigo motociclista, Marcio Roberto, posso agradecer a Deus por estar aqui compartilhando esta vivência com vocês.


clique na foto para ampliá-la


Uma lição de vida.

Enquanto escrevia este relato, revivia a lembrança de cada passo. Sei que todos os bens, documentos, cartões de crédito, etc, posso providenciar o quanto antes. Mas a revolta dos tapas que tomei no rosto com os meus 50 anos, é muito difícil engolir! Em poucos segundos, ao escrever sobre a atitude deste senhor alemão, o Jörn, me faz acreditar cada vez mais, que apesar de um pequeno percentual da humanidade estar podre, existem pessoas como Jörn, que nos trazem esperança por cada quilometro rodado.

Obrigado Deus, por estar aqui escrevendo esta mensagem, com toda a minha integridade física, próximo da minha família e amigos.

Fonte: http://www.rotaway.com.br/content.asp?cc=7&id=844
Por Eduardo Wermelinger

Caro Eduardo, desejamos que você se recupere em breve do susto!
Agradecemos seu relato e estamos compartilhando para que chegue a um número maior de viajantes motociclistas!

Confraria Dos Lobos.

terça-feira, 3 de julho de 2012

#Dicas: Pratique "Mototerapia"!

Bom dia a todos! Esta reportagem exprime exatamente o que eu e o Lobo pensamos e sempre replicamos. Viajar juntos de moto é um grande aprendizado e só faz crescer a confiança e melhorar o relacionamento familiar.
A estrada é um ótimo lugar para você  lidar com as adversidades e aprender a superá-las da melhor maneira possível: juntos.
Sem falar é claro no prazer de pegar a estrada juntos e "desbravar" lugares ainda desconhecidos.
Experimente pratique "mototerapia"!

Casal de motociclistas diz que completará 100 mil km de estrada.



Foi para compensar a falta de opções de lazer em Sacramento (MG) que a comerciante Fátima Ristov, de 48 anos, decidiu embarcar no sonho do marido Clademir Ristov, 52, e virar motociclista. A experiência iniciada há seis anos livrou Fátima da depressão e deu tão certo que o casal está perto de completar 100 mil quilômetros de viagens pelo Brasil.
“Quando chegamos à cidade, não conhecíamos ninguém. Não tinha nada para fazer e então comecei a sentir aquela sensação ruim, nem sabia que era depressão. Foi aí que surgiu essa ideia e tudo mudou”, contou Fátima, durante um encontro de motociclistas em Ribeirão Preto (SP).
Gaúcho, como Clademir é conhecido entre os membros dos dois motoclubes dos quais faz parte, explica que levar a vida sobre duas rodas é um sonho que ele carrega desde a infância em Três Passos (RS). “Sempre andei de moto, mas era um transporte. Não sabia que existia motoclube e essa coisa de sair viajando por aí.”
Depois de rodar mais de 99 mil quilômetros em estradas do Rio de janeiro, Mato Grosso e Rio de Janeiro, o casal Ristov afirma que o relacionamento de mais de 20 anos melhorou. “Ajudou em casa e até no trabalho, porque sou técnico em eletrônica e a Fátima trabalha comigo. Agora é assim, trabalhamos, moramos e rodamos juntos”.

Pai e filho
Carlos Araújo, 60, e Carlos Augusto Araújo, 32, também protagonizam outra história de famílias que estreitaram laços após o ingresso no motociclismo. Pai e filho foram juntos à loja para comprar suas motos há três anos. “Sempre chega aquele momento que os filhos se afastam porque têm interesses diferentes, mas graças às motos nós estamos cada vez mais unidos”, cofirmou o pai.


 Fonte da reportagem e fotos: Clayton Castelani - Do G1 em Ribeirão e Franca.

Forte abraço boas estradas.