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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Notícia: Parabéns as Mulheres Motociclistas!


Conheça algumas que deixaram a garupa e assumiram o guidão.

Vendas de motos para o sexo feminino são 25% do total no Brasil.

Rafael MiottoDo G1, em São Paulo
Integrantes do Ladies of the Road, motoclube só para mulheres (Foto: Raul Zito / G1)
Integrantes do Ladies of the Road, motoclube só para mulheres (Foto: Raul Zito / G1)















Nesta sexta-feira (27), Dia do Motociclista, a imagem clichê do homem comandando sua moto com a namorada na garupa pode não condizer com a realidade. Aos poucos, as "meninas" estão passando para o banco da frente e assumindo o guidão. A quantidade de mulheres habilitadas para conduzir motos cresceu 44% em 3 anos. Em 2008, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), 2.534.237 delas possuíam CNH para motos. Em 2011, este número aumentou para 3.655.428.
Mulheres; motociclistas; moto; motocicletas; motoclube; Harley-Davidson; custom; motoqueiras; guarda; civil; são paulo (Foto: G1)
As vendas de novas motocicletas, que têm crescido em geral no Brasil nos últimos anos, também subiram para clientes do sexo feminino. Desde 2009, esse público corresponde a 25% do total, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo). Em 2001, elas eram apenas 17% dos compradores destes veículos (veja na tabela ao lado).
De Harley pelas ruasNem todas começam por iniciativa própria. “Andava na garupa de meu marido e não tinha vontade de pilotar. Mas ele comprou uma moto para mim, me fez tirar habilitação", conta Sandra Beccaro, de 45 anos. "Quando comecei a andar, foi só alegria e agora não tem como largar. Minha moto atual, a terceira, já está com mais de 100 mil km rodados."
Além de trabalhar como administradora de empresas, ela é fundadora do Ladies of the Road, motoclube só para mulheres. Ao comando de sua Harley-Davidson De Luxe, Sandra e suas companheiras saem pelas estradas, chamando a atenção. O grupo acaba de completar 2 anos e conta com cerca de 150 integrantes de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e não se incomoda com os apelidos, como “gangue do batom”, que recebe, nas ruas.
“Os homens ficam admirados, por que nós embelezamos as ruas com motos lindas, e, para as mulheres, acho que somos uma inspiração”, enfatiza Sandra. “Sempre escutamos falar sobre a sensação de liberdade para andar de moto. Pode ser para homem, mas, para mulher, é sensação de poder”, acrescenta.

A professora de  direito Sandra Lúcia, de 42 anos, faz parte de motoclube (Foto: Raul Zito / G1)
(A prof. de direito Sandra Lúcia, de 42 anos, faz parte do motoclube (Foto: Raul Zito / G1)

Este lado feminino também aflora na amizade, segundo outra integrante do motoclube, a professora da direito Sandra Lúcia, de 42 anos. “A amizade é nossa grande diferença. Quando qualquer ‘ladie’ entra no grupo, tem uma receptividade enorme, um carinho gigantesco. O grupo é acréscimo na vida de cada uma, em termos de carinho, aventura, alegria e amizade”, diz.Toque feminino.
Apesar de sofrer com a fumaça expelida pelos motores dos veículos e as roupas de couro tradicionais, as mulheres buscam manter a feminilidade em cima das motocicletas. Dizem que hidratante, creme para cabelo e óculos são indispensáveis. “Em primeiro lugar, vem a segurança, e, depois, os cuidados com a beleza. Apesar de estarmos em um mundo masculino, nunca deixamos de ser mulheres”, explica Sandra.

Sandra Beccaro, uma das fundadoras do Ladies of the Road (Foto: Raul Zito / G1)
(Sandra Beccaro, uma das fundadoras do Ladies of the Road (Foto: Raul Zito / G1)

Tem mulher na patrulha
Se, por um lado, as mulheres motociclistas já criam seu próprio espaço nas estradas, com motoclubes exclusivos, outras buscam se "infiltrar" entre os homens. É o caso de Daniela Lopes, da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo. Há quase dez anos na entidade, ela trabalha com motos em seu dia a dia, fazendo rondas e escoltas. “Desde pequena ando de moto. Comecei na garupa de meus irmãos e aos 18 anos tirei a habilitação. Trabalho com as motos na GCM há 5 anos”, diz a guarda civil. Somente outras 3 mulheres exercem a mesma função que ela, sobre duas rodas.
Apesar da experiência, Daniela confessa que enfrentou algumas dificuldades. "Já não é fácil exercer a função policial, ainda mais na motocicleta. Alguns dentro da corporação demostraram receio, mas depois, no dia a dia, tornaram-se parceiros. Nas ruas, as pessoas estranham quando percebem que tem uma mulher fardada pilotando. Elas comentam; a maioria das vezes acredito que seja admiração. As mulheres falam: ‘que legal, você anda de moto'", relata a guarda.


Daniela Lopes, da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, trabalha fazendo rondas e escoltas (Foto: Rafael Miotto / G1)
Daniela Lopes, da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, faz rondas e escoltas (Foto: Rafael Miotto / G1)














Daniela afirma que, com o passar do tempo, este estranhamento inicial torna-se algo positivo. “A mulher é mais atenciosa, cuidadosa. Um exemplo que eu tenho aqui entre os parceiros de trabalho é que eles falam que eu sou muito chata, quero as coisas muito corretas. Mulher tem o instinto feminino, tem uma atenção a mais que os homens”, indica.

O motoclube das "ladies" também ressalta o cuidado maior por parte das mulheres. “Acidente nenhuma teve", conta Sandra Beccaro. “E isso mesmo não sendo fácil controlar uma moto grande de mais de 200 kg”, acrescenta a bióloga Adriana Palma, de 40 anos, outra representante do grupo. Segundo a fundadora, as mulheres são mais disciplinadas: "Elas mantêm a formação, não tem ultrapassagem, seguimos a organização na estrada. Quando entram os homens em nossos passeios, [eles] acabam bagunçando tudo”.
Trabalho de motogirl ajudou Andrea Sadocco a estudar (Foto: Aqruivo pessoal)
(Trabalho de motogirl ajudou Andrea Sadocco
a estudar (Foto: Aqruivo pessoal)

Motogirl
Esta vantagem do sexo feminino também pode ser vista em outro trabalho tipicamente masculino, o dos motoboys ou motofretistas. Andrea Sadocco, de 40 anos, trabalha de 2006, em São Paulo, como entregadora ou motogirl, como ela mesma fala. “Alguns preferem o serviço de mulher por que confiam mais. A mulher é mais honesta”, afirma.
O dinheiro que conseguiu com o trabalho fez a motociclista buscar novos horizontes e bancar um curso de tecnologia da informação; mas abandonar a moto nunca. “Uso moto todo dia, me ajuda muito. Ficar sem moto é muito difícil”, afirma a motogirl.

A intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) Ana Carolina dos Santos, de 25 anos, de São Bernardo do Campo, SP, também utiliza a moto para trabalhar todos os dias. No início, o veículo convivia com o carro, mas, aos poucos dominou a garagem.
Incentivada por sua mãe e padrasto, Ana tirou a habilitação em 2009 e desde então mudou sua rotina. “Fui deixando o carro de lado e só usando a moto. Acabei vendendo o carro e ficando só com a moto”, explica a intérprete. Ela utiliza uma FYM 150 para ir todos os dias ao trabalha, gerando comentários dos colegas. “Não acreditam, eu, toda delicada andando de moto. Mas é muito mais fácil, prático e barato que o carro”, finaliza.


A intérprete de Libras Ana Carolina deixou de usar carro e só anda de moto (Foto: Rafael Miotto / G1)
(A intérprete de Libras Ana Carolina deixou de usar carro e só anda de moto (Foto: Rafael Miotto / G1)


Ladies of the Road passeiam pelas ruas de São Paulo (Foto: Raul Zito / G1)
Ladies of the Road passeiam pelas ruas de São Paulo (Foto: Raul Zito / G1)

quarta-feira, 20 de julho de 2011

#Mulheres e motos, descubra o seu estilo sobre duas rodas.



  Hoje em dia é muito comum ver mulheres andando de Moto pelas ruas. Isso é muito bom, sinal de que as Motos estão se popularizando cada vez mais como meio de transporte e de diversão.

  Antigamente, a figura da mulher que andava de moto era meio masculinizada, algumas vezes até demais, faltavam roupas adequadas ao corpo feminino. 
Além disso, as motos eram complicadas, pesadas, altas e a partida? No pedal.
   Estes eram alguns dos fatores que nos "impediam" de dominar esta máquina.

   Agora os tempos são outros. Os fabricantes enxergaram o crescente, e valioso, ´nicho´ de mercado. Por isso, tanto as motos quanto os equipamentos e 
acessórios ganharam itens mais femininos, atualmente as mulheres podem andar em suas máquinas com facilidade e estilo.

  Aliás, hoje as mulheres querem ter seu próprio estilo e o mercado nos oferece inúmeros produtos para tal. Não precisamos mais andar naquelas roupas "quadradas" e usar "cuturnos" para termos segurança ao pilotar ou andar na garupa.

  Segurança é algo que não pode ser esquecido na hora de escolher nossos equipamentos. Além da estética, precisamos de produtos 
confortáveis e de qualidade.

  Portanto, seja qual for o seu estilo, nunca saia sem os ítens básicos de segurança: 

1. Capacete:
  Veja se o seu capacete, além de ser bonito, é o seu tamanho ideal, é resistente, confortável, leve e silencioso. Isto fará toda a diferença em viagens de longa distância.

2. Jaqueta:
  A jaqueta é o segundo item mais importante dos equipamentos de proteção, ficando atrás apenas do capacete, além de proteger na hora do acidente, 
também deve proteger das chuvas que simplesmente aparecem do nada. Opte por jaquetas com forros removíveis, tanto para o frio como para chuva.
  Escolha o seu modelo ideal e lembre-se também de verificar as proteções necessárias que ela deve ter: ombros, costas, cotovelos.

  Outro fator importante são os acabamentos, pode parecer 
bobagem, mas seu uso tanto no dia-a-dia como em viagens deve ser confortável. Nada de golas sem acabamento que ficam "pegando" no seu pescoço, ou mangas largas sem opções de fechamento, nada pior que um indesejado vento entrando pelo seu braço ou uma manga que impossibilite a colocação correta das luvas.

  Outro fator que considero importante é o comprimento da sua jaqueta, o ideal é que ela fique 
no mínimo um palo abaixo da cintura da tua calça. Acredite, em dias frios ou de chuva, insto fará muita diferença. Existem vários modelos de ´parcas´ no mercado que além de bonitas e femininas, nos deixam mais confortáveis.

3. Calça:
  A dica é comprar modelos femininos, elas tem a cintura mais alta e ajustável ao seu corpo. Existem modelos com elásticos laterais que proporcionam maior conforto e ajuste ao corpo feminino.

  Não esqueça novamente de verificar as proteções, joelho e laterias um pouco abaixo da cintura. Opte também pelos forros removíveis, são bem mais práticos. Se possível compre a jaqueta e a calça do mesmo 
fabricante, isto garante que você consiga acoplar a jaqueta na sua calça, proporcionando maior conforto e proteção.

4. Luvas:
  Opte por modelos impermeáveis, elas te darão maior conforto ao pegar chuva e mantém suas mãos aquecidas.

5. Botas:
 Assim como as luvas o ideal é que elas sejam impermeáveis, caso não seja possível, uma galocha também resolverá seu problema em dias de chuva.

 
Outra dica é comprar um número (tamanho) que permita a você utilizar uma meia mais grossa em dias mais frios, sem tirar o seu conforto.

  Pronto. Depois de estar com os equipamentos devidamente escolhidos, utilize seus acessórios, com aquele toque feminino, para curtir seus passeios com segurança e estilo esteja você pilotando ou garupando.

Então, boas estradas garotas!

Abraços!

Até a Próxima!
Confraria dos Lobos
                   Edna - A Garupa

                                                                                                                 

sexta-feira, 17 de junho de 2011

#Notícias: Motociclistas Mulheres

MOTOCICLISTAS MULHERES?
Pesquisa italiana aponta mais segurança com mulheres no comando.

Infomotori/Itália - exclusivo para MotorDream

Uma pesquisa realizada na Itália revelou que as mulheres são mais capazes de lidar com imprevistos à bordo de uma motocicleta que os homens.

Para 39% dos entrevistados, as mulheres são melhores no trânsito, e para 14% ainda mais corajosas que os homens.


Leia na íntegra em:

http://www.confrariadoslobos.com.br/page69.php

sexta-feira, 13 de maio de 2011

#Miscelânea: Eu ando na Garupa.

Prezadas amigas Garupas.

   Descobri um novo verbo: "garupar" (trocar informações), utilizado apenas por mulheres do meio, que entendem bem o assunto que vou abordar. A primeira vez que você andou na garupa de uma moto.  
  Me responda. Qual de vocês, quando andou pela primeira vez na garupa de moto, não ficou com uma história engraçada pra contar ????
   Pois bem, vou compartilhar a minha.
  Início de namoro, fui convidada para andar de moto (era uma Kawasaki - Ninja Z10, linda, preta/vermelha) destino Floripa - Itapema.
 -Alouuuu, óbvioooo que fui néh!!!
   Detalhe: eu nunca tinha andado de moto antes! Mas pensei, é fácil, só subir na moto, colocar o capacete e me agarrar nele!
Problema 1: as curvas... Ele ia pra um lado e eu, morrendo de medo ia pro outro!

Problema 2: as capacetadas... Nossa, perdi as contas de quantas vezes bati meu capacete no dele, coitado, ficou zonzo e é claro, por pura educação, não me disse nada!!!  Agora, vai dizer que por mais que você faça aquela concentração e mentalização do tipo: " não vou bater, não vou bater, não vou bat...bummm, você bate!!    É como se de uma hora para outra o comando do seu pescoço, não lhe pertencesse mais!

Problema 3: fechar o capacete: Gente, maior bafão... mas vou contar.
  Na ida foi ele quem gentilmente fechou o capacete pra mim, nem prestei atenção, estava tão maravilhada com a experiência...  Na volta, bem, "a volta é a volta" (como diria minha irmã Débora) ficou por minha conta. Deixei muito frouxo e quando começamos a andar, a folga era tanta  que com a velocidade da moto, é óbvio: o capacete subia como se quisesse arrancar minha cabeça!
  Precisei pensar rápido.

  Solucão: enrrosquei o meu dedo na queichera do capacete, e, vim de Camboriú a Floripa segurando o capacete com a mão esquerda, enquanto com a outra me agarrei no namorado.

  Resultado: quase decepei meu dedo, já estava roxo quando tirei!
  O que aprendi: se você não sabe como fechar o capacete ou se nunca andou na garupa antes, supere a vergonha e peça ajuda, ouça as dicas com atenção! Será bem mais seguro e prático, tanto para você, quanto para o piloto!

  Lembre-se, nada como a prática para ficar escolada na arte de garupar, aproveite para treinar andando muito! Curta as paisagens, desapegue dos cremes, secadores de cabelo e chapinhas.  Pelo menos por alguns dias.
   Reserve o seu espaço no baú para levar roupas e calçados confortáveis, para curtir ao máximo o passeio.

  Bom, mas isso é assunto para o próximo "garupando", trocar dicas também nos ajuda bastante nesta arte de curtir a liberdade sob duas rodas, na garupa!







Confraria dos Lobos
Edna - a garupa!