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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

#dicas: COMO ANDAR DE MOTO PARA SEMPRE!

Boa tarde! Quanto tempo!!!!
Esperamos que todos estejam muito bem!
Nós estamos. Retornamos das férias e em breve vamos compartilhar aqui nossa viagem!
Enquanto isso, gostaríamos de compartilhar esse texto, que achamos super bacana com todos vocês!!!
Forte abraço e boas estradas!!!!

COMO ANDAR DE MOTO PARA SEMPRE!

Você pode ser um jovem fanfarrão, cheio de vigor, flexibilidade e confiança. Mas as estatísticas dizem-nos que se você anda – ou pretende andar – de moto com mais de mais de 40 anos de idade, vai acabar notando que certas limitações físicas e mentais vão se tornar mais evidentes.

O que você pode não perceber é que é possível ter uma performance tão boa ou ainda melhor do que quando era mais jovem, se você permanecer relativamente em forma, aprender a ser eficiente fisicamente e mentalmente e capitalizar sobre o conhecimento que vem com a idade (Experiência!).

A prática do motociclismo não é tolerante com pessoas  fracas de espírito ou músculo. Se você não é capaz de manter um certo nível de nitidez sensorial, força e competência mental, você está se colocando em um risco maior de um acidente. E se você falhar, você estará muito mais propenso a se machucar. Com vinte e poucos anos você pode cair e levantar, enquanto que com 50 anos, você pode cair e se quebrar.

Antes de sair deprimido sobre o seu sombrio e inevitável declínio, considere alguns benefícios de ser um motociclista mais “experiente”.
A maioria dos motociclistas que chegaram à terceira idade rodando ganharam sabedoria sobre como gerenciar os riscos de pilotagem e possuem um arsenal de estratégias que preservam a energia mental. Por exemplo, escolher posições de pista que proporcionam ótima visibilidade e saber como priorizar informações de forma eficiente para detectar perigos cedo. Infelizmente, a qualidade da visão é uma das primeiras coisas a diminuir com a idade. Diminua a velocidade se você não consegue ver bem o suficiente à frente.

Uma forma de manter a resistência e agilidade é manter-se fisicamente ativo. É importante ser capaz de igualar a resistência de pilotos décadas mais jovem; isto se dá quando aprendemos a conservar energia.

Uma vida longa sobre duas rodas depende da tomada de decisões inteligentes. Paciência e tolerância ajudam a impedir aborrecimentos na estrada e outros comportamentos impulsivos que nos expõem a mais riscos. Manter a calma preserva a energia mental, liberta a mente para tomar melhores decisões, e nos permite frear e fazer curvas com maior precisão.

Há também uma grande diferença entre os pilotos mais experientes e os “motociclistas retornantes” de meia-idade que acreditam ter voltado de onde pararam, há uma ou duas décadas atrás. Vários destes pilotos desfilam para fora do dealer, com uma bela e brilhante máquina, apenas com a vaga lembrança de como é realmente controlar uma motocicleta. Felizmente, as chances desses caras terem o bom senso de procurar um pouco de treinamento são altas.

De qualquer forma, se você é um motociclista recém-criado, um piloto mais velho ou retornante, você é inteligente o suficiente para reconhecer que talvez não saiba tudo que é necessário para permanecer seguro. Treine de forma regular e contínua, pratique como fazer corretamente as curvas, frenagens e manobras evasivas. Além disso, minimize os efeitos negativos do envelhecimento com exercício, boa alimentação, e visitas ao seu oftalmologista. Você vai se sentir melhor, pilotar melhor, e ter mais diversão ao mesmo tempo que reduz as chances de lesão.

Fonte: http://www.usebandana.com.br/como-andar-de-moto-para-sempre/




terça-feira, 27 de outubro de 2015

#dicas: Rodas de motos: como e por que cuidar delas.

Você cuida bem das rodas de sua moto? Sabe o que é realmente necessário para que elas continuem fazendo seu papel sem causar problemas?

Componente fundamental em praticamente todo veículo, as rodas em uma motocicleta têm um papel crucial, pois delas depende boa parte do equilíbrio, estabilidade e resposta exata aos comandos do motociclista.

Existem basicamente dois tipos de rodas de motocicleta: as raiadas e as de liga leve. As primeiras são as mais comuns, compostas por três componentes básicos: aro, cubo e seus elementos de união, os raios. Já as rodas de liga leve são peças monobloco, geralmente feitas de uma liga metálica na qual o alumínio é o componente principal. O objetivo de mesclar alumínio a outros metais é obter características de leveza e/ou resistência adequadas à motocicleta que a roda vai equipar.

QUAL A MELHOR RODA? 
Esta pergunta, automaticamente, gera outra: para qual finalidade? Uma roda destinada a uma motocicleta pequena, leve e pouco potente não será submetida a grandes esforços. Por conta disso, a opção do fabricante é nunca exagerar, equilibrando de maneira ideal a resistência ao menor peso possível. Rodas pesadas demais influem não só no aumento do consumo mas também na dirigibilidade. Quanto maior e mais veloz for a motocicleta, mas importante será equacionar de maneira ideal a resistência e o peso.

Outro fato importante diz respeito não apenas ao tamanho, permanece e peso da moto mas também à sua finalidade, pois em uma moto destinada ao fora-de-estrada, por exemplo, a capacidade de resistir a impactos deve ser maior do que em uma moto superesportiva, destinada ao uso prioritário em pistas com boa pavimentação.



De uma maneira geral, as rodas mais comuns, raiadas, têm aros e raiação de aço com cubo de liga leve. Nas mais elaboradas motos para prática do off-road, sejam elas as cross mais radicais ou as enduro profissionais, de diferentes calibres, as rodas também são raiadas.

O que difere as rodas raiadas que equipam as motos utilitárias mais simples das mais sofisticadas off-road? O material utilizado especialmente no aro. Sai o aço, barato, e entra a cara liga de alumínio. Em um hipotético choque com um obstáculo, buraco, pedra ou desnível, uma roda raiada terá naturalmente uma maior capacidade de absorção de impacto.Os raios “trabalham”, oferecendo a flexão que atenua e redistribui a intensidade do impacto.

O mesmo acontece com o aro: se for de liga leve, a capacidade de flexão maior que a do aço o faz ter mais resistência a amassados ou ruptura.

Nas rodas monobloco de liga leve, a capacidade de absorção de choques é naturalmente menor, pois aro, raios e cubo são peça única realizada de um mesmo material, e desta maneira não há elementos de diferentes níveis de flexibilidade.

Então uma roda raiada é sempre melhor que uma de liga leve? Não, pois isso depende – como dito no início – do tipo de motocicleta. Motos muito potentes e rápidas exigem uma roda mais “precisa”, que não flexione sob o efeito de grande potência ou forças extremas como as enfrentadas em curvas rápidas.

Deste moto, rodas monobloco de liga-leve, sejam elas fundidas (as mais comuns e baratas) ou os mais caros modelos forjados, são perfeitas.

Uma moto grande, potente, mas com características de utilização mais "tranquila", como por exemplo as grandes custom estilo Harley-Davidson, podem ter rodas raiadas desde que sejam robustas, pois neste tipo de moto a exigência por precisão direcional e os esforços devidos à alta velocidade são mínimos.
COMO CUIDAR 
O principio básico é a análise visual constante das rodas, assim como “afiar” sua percepção para perceber alterações na moto, como vibrações anormais ou “puxar” para um lado.

Pequenos amassados em rodas raiadas, sejam elas dotadas de aros de aço ou de liga-leve não são obrigatoriamente motivo de pânico, mas exigem uma consulta a um profissional competente e especializado.

Muitas vezes o aro pode ser desamassado sem que isso represente um risco à segurança, dirigibilidade e resistência a futuros impactos. Porém, se o amassado for grande, e, pior, houver quebra de alguns raios, não economize: troque o aro e mande revisar toda a raiação.

Aliás, mesmo sem sinais de amassado, rodas raiadas terão sua performance ideal e vida últi aumentada com o devido tensionamento dos raios e verificação do alinhamento do aro em relação ao cubo.

E, quanto a este, é mais raro – mas não impossível – que grandes choques causem trincas ou rachaduras, principalmente nos locais de ancoragem dos raios. Nesse caso, JAMAIS caia na conversa de que uma soldinha resolve: cubo não se solda, se troca, tanto por conta de avarias quanto por causa do desgaste no caso de motos com freio a tambor. Portanto, olho vivo: buscar amassados, rachaduras e raios soltos é tarefa periódica (a cada mês, no mínimo, ou até menos em caso de frequentar pisos muito ruins).

As rodas de liga leve não fogem desta receita de inspeção visual constante, mas demandam ainda maior cuidado com relação a amassados. Nelas, não há como ser condescendente: uma vez amassadas, troque-as. E, de preferência, inutilize-as, evitando que um mau profissional as “conserte” e repasse para um incauto.

Consertar rodas de liga leve é um pecado. Desamassá-las exige duas ações que comprometem a resistência da roda: uso de calor e/ou pancadas. Tanto um como outro método podem, aparentemente, fazer a roda voltar ao seu formato original, mas não se engane: ela jamais voltará a ter suas características de resistência originais.
Quanto maior, mais pesada e potente for a moto, piores serão as consequências, das quais as mais comuns são o perene desalinhamento e a fragilidade que, em caso extremo, leva a uma quebra repentina. Imaginou?



Outro grave aspecto é que, de um modo geral, motos com rodas monobloco de liga leve usam pneus sem câmara que, por sua natureza, exigem um contato perfeito do talão do pneu com a face interna do aro. Se o aro estiver amassado, a perda de ar ocorrerá. Pequeno amassado, pequena perda, grande amassado, esvaziamento rápido.

Se acaso acontecer o azar de, em uma viagem, de a roda amassar e a perda de ar for significativa, usar a marreta de borracha de uma borracharia vale para rodar de volta para casa. Isso desde que os quilômetros não sejam muitos e que a atenção seja redobrada, assim como a velocidade a mínima possível.

Rodas, como dito no começo, são um elemento crucial para a saúde da motocicleta e, consequentemente, de seu dono. Cuidar delas é obrigatório e tarefa periódica a ser realizada de maneira precisa e sem concessões pois, no caso, o barato pode sair muito caro, mesmo.

Fonte: G1/Motos/por Roberto Agresti.

terça-feira, 17 de março de 2015

#dicas: pneu.

Bom dia, vamos falar um pouco sobre os cuidados com os pneus da moto?

A parada no posto é uma boa oportunidade para checar a calibragem dos pneus. O procedimento correto é feito com os pneus frios, por isso prefira parar no posto mais próximo – quando o pneu se aquece em contato com o piso, a pressão do ar interno aumenta e a bomba identifica uma pressão maior. Use a pressão indicada pela fabricante da moto no manual do proprietário ou adesivo que costuma ser fixado no braço oscilante da suspensão traseira.

Mesmo que os pneus ainda não estejam gastos, precisam ser trocados se completarem cinco anos. O problema é que a borracha enrijece e resseca com o passar dos anos, e isso diminui a capacidade de aderir ao asfalto, o que pode causar derrapagens. A data de fabricação fica estampada na lateral do pneu, perto da inscrição “DOT” (de Department of Transportation). É uma sequência de quatro números, na qual os dois primeiros revelam a semana em que foi produzido e os dois últimos, o ano de fabricação. Por exemplo: “0313” significa que foi produzido na terceira semana de 2013.

Quando os sulcos do pneu atingem a profundidade mínima, é hora de trocá-lo. Os sulcos servem para escoar a água em piso molhado e evitar a perda de aderência. Para evitar que o pneu se torne inseguro, ou que os sulcos desapareçam para que depois você perceba que já deveria tê-lo trocado, todo pneu traz na lateral inscrição TWI (do inglês Tread Wear Indicator, ou indicador de desgaste da banda de rodagem). Olhando o sulco próximo das letras TWI você encontrará pequenos ressaltos. Basta trocar o pneu quando a altura da banda de rodagem se igualar a esses ressaltos.

Fonte: DuasRodas

Desejamos a todos boas estradas!!!!

Arquivo pessoal.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

#Dicas:Quer começar a andar de moto? Pense bem.

Principais perigos  ao iniciar a usar uma motocicleta: inexperiência, desatenção e excesso de confiança. Motos exigem 100% de atenção dos condutores.

Com a situação caótica do tráfego nas ruas brasileiras, é muito comum ouvir as pessoas dizendo que desejam trocar o atual meio de transporte por uma motocicleta.
“Não aguento mais o trânsito desta cidade. Levo horas para ir e vir do trabalho, entalado no meu carro. Acho que vou comprar uma moto...”.
“Hoje fiquei plantada mais de uma hora esperando o ônibus. Quando ele chegou, estava lotado. Tive de esperar dois passarem para conseguir entrar. Acho que vou comprar uma Biz...”.
“Estou perdendo a hora de entrada no trabalho frequentemente. Mesmo saindo cedo e usando o metrô, minha pontualidade foi para o espaço. O metrô está sobrecarregado. Acho que vou comprar um scooter...”.
Estas frases estão na boca de muitos nas grandes cidades brasileiras. A má qualidade ou até mesmo a total ausência de serviços públicos decentes alimenta os sonhos de muitos de conquistar a liberdade que só o transporte individual proporciona. Entre estes, moto, motoneta ou scooter estão entre os mais econômicos em todos os aspectos, principalmente no que diz respeito ao tempo: nenhum outro veículo leva do ponto A ao B com tanta rapidez e agilidade.
Começar a andar de moto não é simples
Em um passado nem tão distante assim, a motocicleta era apenas uma alternativa de lazer, escolha de uma minoria fascinada por um estilo de vida livre associado à incomparável sensação que oferece rodar sobre duas rodas impulsionadas por motor. Ter uma motocicleta garantia a entrada para uma exclusiva confraria, gênero de “eleitos” que ao parar no semáforo se cumprimentava com um aceno de cabeça ou um toque de buzina, festejando a cumplicidade da escolha. Hoje tudo mudou: na última década foram despejadas cerca de 15 milhões de motos em nossas ruas. O romantismo cedeu lugar ao aspecto prático do veículo.
Quando alguém me arremessa um “cansei do trânsito, vou comprar uma moto, que moto eu compro?” Não esperam uma simples resposta. Querem mais, que eu lhes diga qual moto comprar, quais as vantagens de um ou de outro modelo, o que vale mais a pena e etc.
Se é uma pessoa que não conheço, o discurso é generalista, aberto com uma questão: você vai usar a moto para quê? A partir da resposta, sugiro o que considero melhor no aspecto prático, ou seja, a moto certa para a finalidade certa. A função define a forma, Bauhaus na veia, nada mais óbvio.
Mas, e quando é um amigo ou amiga que me pergunta, pessoa que conheço bem? A coisa complica. Muitas vezes sou cruel e digo, na lata, que não é o caso: melhor continuar andando de carro, ônibus ou metrô. E por que tal malvadeza? Como eu, um convicto motociclista, adorador confesso de qualquer coisa que se mova sobre duas rodas empurrada por motor é capaz de renegar tudo isso?
Explico: conhecer os amigos é um dever e assim sei que, infelizmente, há alguns deles (ou algumas delas) que apesar de excelentes pessoas, simplesmente não nasceram para pilotar uma motocicleta.
Me desculpem os que vestirão a carapuça, apunhalados pelas minhas considerações, mas aos distraídos, à aqueles cuja habilidade ao levar de bicicletas a carros é escassa ou mínima, aos arrojados demais e também para os que enxergam motos & assemelhadas unicamente como míseros vetores para ir do ponto A ao B e ponto, costumo prever uma relação traumática, literalmente. E portanto, desaconselho.
Motos – já escrevi isso antes por aqui – exigem 100% de concentração 100% do tempo quando as pilotamos. Aliás, não é a toa que se usa comumente o verbo “pilotar uma moto” e não “dirigir uma moto“. É um meio exigente que cobra muito caro inabilidade e distração, no qual qualquer acidentezinho banal dói muito. Ah se dói...

Falta de atenção
Paulo (nome fictício) é meu amigão há mais de uma década. Quando dirige automóveis gesticula, olha para o passageiro a cada comentário que faz e mesmo quando está só ele confessa que não se dá paz: é celular, rádio, cd-player, cigarro... tudo é motivo para dispersão. Olhar para frente que é bom, pouquinho.
Não é de correr e nem chegado a acrobacias ao volante, mas já perdeu a conta das vezes que bateu – sempre de leve – seu carro. Para mim, é certo que Paulo tem grande chance de se dar mal se migrar do volante para o guidão. Ele não atura mais os congestionamentos mas esse seu retrospecto atormentado e distraído o confina às quatro paredes do carro.

É necessário habilidade
Já Ana está cansada de ser abusada pela má qualidade dos ônibus que pega todo dia. Um carro? Fora de suas possibilidades financeiras. A moto seria ideal mas Ana mal aprendeu andar de bicicleta. Para piorar, o trajeto de sua casa ao trabalho é coalhado de vias expressas, e nas raras vezes que o trânsito anda... anda rápido demais! Sendo assim, a não ser que ela se reinvente, se submeta a uma lavagem cerebral e um longo (e nem sempre bem sucedido) período de aprendizado ao guidão, melhor admirar as motos de longe ou, quando muito, frequentar uma garupa.

Excesso de confiança
Gustavo por sua vez é o oposto de Ana, habilidosíssimo. Corria de bicicross quando criança e ao volante faz o gênero malabarista, arriscando sempre mais do que deve. Desconsidera solenemente que os outros a sua volta não são tão talentosos, não tem o domínio de veículos que ele tem. Motos para um cara assim são uma faca de dois gumes: podem fazer nascer um astro do motociclismo – o que é raro – ou, mais comumente, resultar em um inimigo da sociedade, o tipo do motociclista que não ajuda à imagem da categoria e que... pode machucar muito, a si mesmo e à outros.
Tais exemplos são exageros que escolhi para dar um recado importante, uma mensagem que basicamente pedirá para que você coloque em prática seu autoconhecimento: antes de optar pela motocicleta olhar no espelho e fazer uma “hora da verdade”, considerando suas habilidades, características pessoais e necessidades. E ao final disso tudo, honestamente, você poderá optar (ou não) largar o carro em casa, dar uma banana para o motorista de ônibus ou dizer adeus à “pegação” na plataforma de metrô dia sim outro também.
Escolher a moto como seu meio de ir e vir pode significar trocar atraso e mau humor por qualidade de vida. Poderá fazer você, no fim do mês, verificar feliz da vida o quanto sobrou de tempo e de dinheiro no seu bolso para você gastar como bem entender. Porém, tomar esta atitude com consciência é essencial.

Fonte: Roberto Agresti - Especial para o G1

Foto Confraria dos Lobos: Aconcágua, 2013.

Desejamos bons ventos!

terça-feira, 3 de junho de 2014

#Dicas: Moto x frio, que cuidados tomar?

Fique atento:
No frio, moto necessita de cuidados para não se desgastar, motor precisa aquecer antes de ser submetido à esforço. Temperatura baixa pode alterar reflexos dos motociclistas.

Em boa parte do Brasil, especialmente nas regiões sul, sudeste e centro-oeste, a chegada do outono traz consigo uma significativa queda nas temperaturas. É a época de tirar do armário o equipamento mais pesado para andar de moto sem problemas.
O frio, como todo motociclista sabe, é um inimigo perigoso para a saúde e também para a segurança. Depois de um certo tempo pilotando com a temperatura do corpo baixa, os reflexos ficam lentos, o raciocínio é afetado e perdemos o necessário “jogo de cintura”. Neste contexto, cometer erros acaba sendo algo provável até mesmo para os mais habilidosos ou experientes ao guidão.
Como escapar dessa armadilha? Óbvio: vestir-se adequadamente, com trajes técnicos dotados de proteções, e com forros removíveis, item que pode fazer muita diferença.
No outono é normal fazer frio de manhã bem cedo e no fim da tarde, enquanto no restante do dia a temperatura pode estar agradável.
Desse modo, as jaquetas e calças com forros removíveis são a melhor solução.
Geralmente os forros que sobram nas horas quentes cabem em uma pequena mochila. Um volume a mais, é certo, mas este é o método certo para evitar o frio matinal e do fim da tarde, e que você “cozinhe” dentro da roupa nas horas quentes do dia.
Moto necessita de cuidados
Porém, e sua moto? Será que ela exige cuidados maiores nesta estação caracterizada por uma grande variação térmica? A lição de casa da manutenção bem feitinha é uma das chaves do sucesso para não ter problemas, mas há outras dicas também.
Motos pequenas, geralmente refrigeradas a ar, alcançam rapidamente sua temperatura de exercício ideal. Honda CG, Yamaha Factor e suas colegas monocilíndricas de qualquer marca têm motores extremamente robustos, que admitem maus tratos sem problemas.
Dispositivos eletrônicos se encarregam de adaptar a ignição e a mistura ar-gasolina para encarar os primeiros quilômetros a frio sem engasgos e soluços. Mas o óleo lubrificante demanda certo tempo para conseguir não só alcançar sua temperatura ideal de funcionamento, como atingir todas as partes do motor.
Depois de algumas horas parado, um motor esfria, e o óleo escorre para o cárter pela ação da força da gravidade. Algumas partes ficam praticamente a seco de lubrificante. Isso ocorre especialmente no cabeçote, onde está o comando (ou comandos) de válvulas e todo o sistema de distribuição de um motor. É uma zona delicada, cheia de pequenas pecinhas sensíveis.
Apesar da tremenda evolução na qualidade dos óleos e os aditivos neles contidos formarem uma película protetora – justamente para evitar o acentuado desgaste que um motor frio poderia sofrer se acelerado demasiadamente – os primeiros momentos de funcionamento de qualquer motor são sempre críticos.
O que fazer? Nada de muito exótico: primeiro de tudo trocar o óleo e o filtro seguindo religiosamente os prazos indicados pelo fabricante, assim como usar lubrificante de qualidade, com a especificação correta. Porém, fará uma baita diferença você dar ao motor ao menos um minuto ou dois de funcionamento antes de submetê-lo a esforço – ou seja, sair andando. Isso fará com que o óleo circule adequadamente, tendo tempo para alcançar todos os componentes.
Após esse pequeno tempo dado para o motor “acordar“, uma vez rodando espere ao menos alguns outros minutos – algo entre cinco ou dez já serão o suficiente – antes de elevar a rotação. Em baixos giros o estresse mecânico é bem menor que quando a agulha do contagiros está passeando perto da faixa vermelha. Assim, deixe o motor esquentar girando calminho, condição em que o desgaste interno será mínimo mesmo se o óleo estiver frio e, portanto, ainda denso demais.
Motos maiores, com motores mais sofisticados, exigem ritual semelhante – na verdade, ainda mais cuidadoso. Como comentado, os pequenos motores monocilíndricos de 125 ou 150 cc refrigerados ar são espetacularmente robustos e admitem maus tratos. Já um tetracilíndrico como, por exemplo, o de uma Honda Hornet ou Yamaha XJ6 são engenhos mais sofisticados, dotados de um número infinitamente maior de peças móveis e uma capacidade de alcançar altas rotações muito superior.
Além disso, em vez do ar, a refrigeração é líquida: por conta disso, é ainda mais importante seguir as regras de boa manutenção: usar bons fluídos, lubrificantes, trocas frequentes e... um procedimento atento no aquecimento antes de acelerar para valer.
Desgaste vem com o tempo
O que acontece se nada disso for feito, ou seja, ligar um motor gelado e sair acelerando feito um maluco? Em um primeiro momento, nada: o progresso obtido na qualidade dos lubrificantes atuais quanto na metalurgia e na engenharia aplicada aos motores (especificação de materiais, tolerância nas folgas e tratamentos químicos aplicados às superfícies), deixou os motores modernos ultra resistentes aos maus tratos.
Um motor frio dificilmente vai quebrar se acelerado a fundo. Mas, se esse for um padrão de utilização, todo dia essa mesma tortura, há grande chance de ele durar bem menos do que um motor aquecido cuidadosamente.
Então, olho vivo! O tempo esfriou? Tanto você quanto a sua moto vão funcionar melhor, e por mais tempo, se a temperatura correta de funcionamento do corpo e da mecânica for respeitada adequadamente.
Fonte: Texto de Robeto Agresti para o G1.


Foto de Confraria dos Lobos: Atacama 2013.

Gostou? Então que tal compartilhar?
Desejamos bons ventos!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

#Dicas: Conversão de moedas


Lista e conversão de moedas dos países

Um bom site para conversão de moeda dos países com a cotação atual é o do Banco Central do Brasil, escolha a moeda do país e o valor que deseja efetuar a conversão. 

As diversas moedas do mundo sofrem oscilações. Antes de realizar sua viagem internacional, verifique a cotação da moeda local para obter o melhor valor de câmbio em relação à moeda de origem. Dica! Leve seu dinheiro em dólar americano antes de sair do país. Ah, na maioria dos aeroportos se encontram casas de câmbio.

Lista de moedas dos países:
Afeganistão – Afegani
África do Sul – Rand
Albânia – Lek Novo
Alemanha – Euro
Andorra – Euro
Angola – Kuanza Reajustável
Antígua e Barbuda – Dólar do Caribe do Leste
Arábia Saudita – Rial Saudita
Argélia – Dinar Argelino
Argentina – Peso Argentino
Armênia – Dram
Austrália – Dólar Australiano
Aústria – Euro
Azerbaidjão – Manat Azerbaidjano
Bahamas – Dólar das Bahamas
Bangladesh – Taka
Barbados – Dólar de Barbados
Barein – Dinar de Barein
Belarus – Rublo Bielo-Russo
Bélgica – Euro
Belize – Dólar de Belize
Benin – Franco CFA
Bielorrússia – Rublo Bielorusso
Bolívia – Boliviano
Bósnia-Herzegóvina – Marco Conversível
Botsuana – Pula
Brasil – Real
Brunei – Dólar do Brunei
Bulgária – Lev Novo
Burkina Faso – Franco CFA
Burundi – Franco do Burundi
Butão – Noultrum
Cabo Verde – Escudo do Cabo Verde
Camarões – Franco CFA
Camboja – Riel
Canadá – Dólar Canadense
Catar – Rial de Catar
Cazaquistão – Tenge
Chade – Franco CFA
Chile – Peso Chileno
China – Iuan
Chipre – Euro
Cingapura – Dólar de Cingapura
Colômbia – Peso Colombiano
Comores – Franco Comorense
Congo – Franco CFA
Coréia do Norte – Won Norte-Coreano
Coréia do Sul – Won Sul-Coreano
Costa do Marfim – Franco CFA
Costa Rica – Colón Costarriquenho
Croácia – Kuna
Cuba – Peso Cubano
Dinamarca – Coroa Dinamarquesa
Djibuti – Franco do Djibuti
Dominica – Dólar do Caribe do Leste
Dubai (Emirados Árabes Unidos) – Dirrã
Egito – Libra Egípcia
El Salvador – Colón Salvadorenho
Emirados Árabes Unidos – Dirrã
Equador – Sucre
Eritréia – Hakfa
Eslováquia – Euro
Eslovênia – Euro
Espanha – Euro
Estados Unidos – Dólar Americano
Estônia – Coroa
Etiópia – Birr
Federação Russa – Rublo
Fiji – Dólar de Fiji
Filipinas – Peso Filipino
Finlândia – Euro
França – Euro
Gabão – Franco CFA
Gâmbia – Dalasi
Gana – Cedi Novo
Geórgia – Lari
Granada – Dólar do Caribe do Leste
Grécia – Euro
Guatemala – Quetzal
Guiana – Dólar Guianense
Guiné – Franco Guineano
Guiné-Bissau – Franco CFA
Guiné Equatorial – Franco CFA
Haiti – Gourde
Holanda (Países Baixos) – Euro
Honduras – Lempira
Hungria – Forint
Iêmen – Rial Iemenita
Ilhas Marshall – Dólar Americano
Ilhas Salomão – Dólar das Ilhas Salomão
Índia – Rupia Indiana
Indonésia – Rupia Indonesia
Irã – Rial Iraniano
Iraque – Dinar Iraquiano
Irlanda – Euro
Islândia – Nova Coroa Islandesa
Israel – Shekel Novo
Itália – Euro
Iugoslávia – Dinar Iugoslavo
Jamaica – Dólar Jamaicano
Japão – Iene
Jordânia – Dinar Jordaniano
Kiribati – Dólar Australiano
Kosovo – Euro
Kuwait – Dinar Kuweitiano
Laos – Kip Novo
Lesoto – Loti
Letônia – Lats
Líbano – Libra Libanesa
Libéria – Dólar Liberiano
Líbia – Dinar Líbio
Liechtenstein – Franco Suíço
Lituânia – Litas
Luxemburgo – Euro
Macedônia – Novo Denar Macedônio
Madagáscar – Franco Malgaxe
Malásia – Ringgit Malaio
Malauí – Cuacha Malauiana
Maldivas – Rúpia Maldívia
Mali – Franco CFA
Malta – Euro
Marrocos – Dirrã Marroquino
Maurício – Rupia Mauriciana
Mauritânia – Uoüia
México – Peso Novo Mexicano
Mianmar – Kiat
Micronésia – Dólar Americano
Moçambique – Metical
Moldávia – Leu Romeno
Mônaco – Euro
Mongólia – Tugrik
Montenegro – Euro
Namíbia – Dólar Namibiano
Nauru – Dólar Australiano
Nepal – Rupia Nepalesa
Nicarágua – Córdoba Ouro
Níger – Franco CFA
Nigéria – Naira
Noruega – Coroa Norueguesa
Nova Zelândia – Dólar da Nova Zelândia
Omã – Rial Omani
Países Baixos – Euro
Palau – Dólar Americano
Panamá – Balboa
Papua Nova Guiné – Kina
Paquistão – Rupia Paquistanesa
Paraguai – Guarani
Peru – Sol Novo
Polônia – Zloty
Portugal – Euro
Quênia – Xelim Queniano
Quirquistão – Som
Reino Unido – Libra Esterlina
República do Congo – Novo Zaire
República Centro Africana – Franco CFA
República Dominicana – Peso Dominicano
República Tcheca – Coroa Tcheca
Romênia – Leu Romeno
Ruanda – Franco de Ruanda
Samoa – Tala
San Marino (São Marinho) – Euro
São Tomé e Príncipe – Dobra
São Cristóvão e Névis – Dólar do Caribe do Leste
Senegal – Franco CFA
Serra Leoa – Leone
Seychelles – Rúpia de Seychelles
Síria – Libra Síria
Somália – Xelim Somaliano
Sri Lanka – Rupia Cingalesa
Suazilândia – Lilangeni
Sudão – Libra Sudanesa
Suécia – Coroa Sueca
Suíça – Franco Suíço
Suriname – Florim do Suriname
Tadjiquistão – Rublo Tadjique
Tailândia – Baht
Taiwan – Dólar de Taiwan
Tanzânia – Xelim Tanzaniano
Togo – Franco CFA
Tonga – Paianga
Trinidad e Tobago – Dólar de Trinidad e Tobago
Tunísia – Dinar Tunisiano
Turcomenistão – Manat Turcomano
Turquia – Lira Turca
Tuvalu – Dólar Tuvaluano
Ucrânia – Hrvyna
Uganda – Novo Xelim de Uganda
Uruguai – Peso Uruguaio
Uzbequistão – Sum
Vanatu – Vatu
Vaticano – Euro
Venezuela – Bolivar
Vietnã – Dongue Novo
Zâmbia – Cuacha Zambiana
Zimbábue – Dólar Zimbabuano

Fonte: aventure-se.com
Rodrigo Nominato

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

#Viagem: Cuidados com a documentação!


E se você perder seus documentos ou tiver a moto roubada com as bagagens?
Em viagens de moto onde pretendemos cruzar diferentes países é preciso pensar em muitos detalhes no planejamento para que a viagem transcorra com 100% de sucesso.

Um fator muito importante é manter cópias dos documentos, pois, pode ocorrer de perdê-los ou tê-los roubados e estando em outro país, isso pode ser um problema bem chato, ainda mais se a embaixada/consulado estiver bem longe de onde você se encontra.

As dicas são:

- Tire uma cópia impressa colorida de todos os documentos que está levando (passaporte, RG, Carteira de Motorista e outros); 
- Guarde sempre um cartão de crédito em local diferente dos demais que está levando em sua viagem (para backup caso perca os outros);
- Guarde ao menos 100 dólares com você em seu corpo e protegido com plástico (para casos de emergência); 
- Escaneie seus documentos e envie os arquivos para um e-mail seu do Gmail, Hotmail ou algum outro do gênero, assim, se perder as cópias impressas dos documentos que está levando e os originais, basta ir num local com Internet e fazer novas cópias, imprimindo os arquivos que foram escaneados. Se quiser ainda mais segurança/backup, os guarde também num pendrive pequeno (que fique sempre com você, no bolso da jaqueta, por exemplo).

Simples as dicas, mas, acredite, podem te salvar num momento de aperto. Claro, as cópias não terão o mesmo valor que os originais, mas, o ajudarão junto as autoridades policiais e alfandengárias, a entrar num hotel, explicar o que aconteceu, etc.

No mais, fica sossegado(a), este tipo de problema só ocorre com no máximo 1% dos viajantes... basta sempre prestar atenção aos seus pertences e ficar atento nas estradas e lugares que cruzar. Quanto a segurança, tenha em mente que poucos são os países do mundo mais inseguros que o próprio Brasil.

Fonte: Por Policarpo Jr - RockRiders.com.br

terça-feira, 5 de junho de 2012

#Miscelânea - Campanha: Curta sua vida numa moto. Desacelere.






Estamos compartilhando este vídeo com você que também sente liberdade ao andar sobre duas rodas, com responsabilidade!
Curta sua vida numa moto. Desacelere.
Viva mais. Corra menos. Não seja apenas uma lembraça. Participe delas!!
Forte abraço!
Boas estradas!!!!

terça-feira, 22 de maio de 2012

#Dicas: borra em motores.


Viu borra no motor? Veja aqui o que pode estar acontecendo.

O uso do óleo lubrificante incorreto no motor – Geralmente, ocorre quando se utiliza um lubrificante com nível de desempenho inferior ao recomendado pelo fabricante do veículo. Mesmo reduzindo o período de troca, também pode haver problemas de formação de borra devido ao envelhecimento (oxidação) precoce do lubrificante. Outro fator é o de aditivação extra: os óleos lubrificantes de qualidade já possuem, de forma balanceada, todos os aditivos para que seja cumprido o nível de desempenho ao qual foi desenvolvido. Não há testes padronizados que avaliem o desempenho de mistura de óleos com aditivos extras, por isso pode haver incompatibilidade entre o óleo lubrificante e a aditivação suplementar, e a borra é uma consequência desse problema.

Fonte: http://www.traxx.com.br/andenumaboa



quinta-feira, 17 de maio de 2012

#Dicas: cuidado com o filtro.


Procure optar por um tipo de óleo (mineral ou sintético) e nunca mude. Caso seja uma moto usada, tente manter a característica adotada pelo antigo dono. Uma pesquisa na internet ajuda a descobrir qual o filtro recomendado.

Se a sua opção de troca for por intervalos curtos (antes do previsto pela fabricante), você pode fazer a mudança do filtro de óleo a cada duas trocas. Mas lembre-se: isso é por sua conta e risco. O ideal é casar sempre óleo e filtro. Precaução e caldo de galinha não fazem mal nem a diabético.

Aos caçadores de mitos e defensores de lendas, vai uma informação importante: NUNCA misture óleo sintético com mineral, pois há algumas marcas de óleo sintético que não se misturam ao mineral. Use sempre um óleo de boa qualidade, já que as temperaturas no Brasil oscilam bastante. Portanto, o óleo precisa ser bastante forte e resistente para as nossas condições climáticas.

Na troca do óleo, não tenha pressa! Deixe-o escorrer o maior tempo possível e certifique-se de que ele desceu todo. Coloque a moto na posição vertical ou abaixe e levante a traseira para escorrer o que pode ter sobrado. Outro mito derrubado é quanto à quantidade de óleo: NUNCA exagere na quantidade. Mantenha o nível apenas no máximo da marcação. Óleo em excesso prejudica várias coisas no motor, como, por exemplo, a vida útil dos retentores.

Fonte: http://www.traxx.com.br/andenumaboa.

#Dicas: Verificação diária.


No mundo perfeito, recomenda-se que todo motociclista faça uma inspeção diária na motocicleta e antes de começar a pilotá-la. Nessa rápida inspeção, que não deve tomar 5 minutos antes de ligar a chave, é preciso verificar se há folga na embreagem ou nos freios dianteiro e traseiro, verificar o nível de combustível, o nível do óleo do freio e do motor, da água e da bateria (bateria nem sempre é fácil e rápido de ver, portanto o melhor é fazer isso numa concessionária nas revisões periódicas). O motociclista não deve se esquecer também de prestar atenção à folga e à lubrificação da corrente de transmissão, à calibragem (calibrar sempre os pneus ainda frios, ou seja, que rodaram no máximo 4 quilômetros) e ao estado dos pneus. Recomenda-se também testar o funcionamento da lanterna, da luz de freio, dos piscas, do farol e da buzina.

www.traxx.com.br/andenumaboa

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

#Dicas: Ninguém nasceu montado na moto.

Fique ligado!

O pedestre – inclusive você – deve estar em primeiro lugar
Texto: Geraldo Tite Simões


(29-08-11) – Por ser um veículo muito ágil e de pequena área frontal, a moto é muito difícil de ser vista por pedestres. Um simples poste pode esconder a moto. Aquelas placas de publicidade – proibidas – colocadas nas esquinas escondem até um carro! Os pedestres também são muito rápidos e surgem por todas as partes. Essa combinação algumas vezes resulta em encontros desastrosos.

Pelas determinações do código de trânsito brasileiro, o pedestre é o agente mais frágil de trânsito, como tal deve ser respeitado e observado com atenção. Embora não seja praticado por muitos motociclistas, o respeito ao pedestre deve estar na corrente sanguínea de todo agente motorizado do trânsito. Sobretudo o motociclista, porque atropelamento causado por motos provoca um estrago nos dois lados. A moto é um veículo com muitas pontas: guidão, manete, espelhos retrovisores, pedaleiras, escapamento, são algumas das “pontas” que pode agredir e até perfurar um pedestre. 

Por isso existe uma bolina na ponta das manetes, evitando que ela perfure o corpo do pedestre ou mesmo do motociclista em caso de acidente. Mesmo assim vejo muitos motociclistas que cortam as manetes e ainda lixam a ponta para deixar mais fácil de passar entre os carros!

O bom senso é fundamental na relação moto-pedestre, porque nós estamos zanzando pelos carros e os pedestres também! Existem situações que precisamos redobrar a atenção. Até quando estamos nas faixas exclusivas para motos é preciso ficar ligado porque os pedestres percebem que os carros estão parados e podem achar que está tudo imóvel. De repente a moto aparece! Nas primeiras moto-faixas implantadas em São Paulo aconteceram alguns atropelamentos em função dessa novidade.

Nas estradas e avenidas, por incrível que pareça, o cuidado é justamente próximo das passarelas de pedestre. Acredite, mas tem gente que se recusa a caminhar um pouco mais, subir uma rampa e atravessar seguramente pela passarela e prefere desafiar a sorte atravessando pelo nível da pista!

Crianças na calçada, pais segurando criança pelas mãos, veículo escolar parado são outras condições delicadas porque criança é um serzinho imprevisível e pode sair correndo a qualquer momento. Uma dica para quem tem criança: ao segurá-la pegue pelo punho e não pela mão. Se a criança tentar correr ela não consegue porque fica presa como uma algema. 

Recentemente a prefeitura de São Paulo começou uma campanha para reduzir o número de atropelamentos na cidade. O que já era regra em várias cidades do mundo agora chega à São Paulo. Quando houver a faixa de pedestre, sem o sinal luminoso (semáforo), o pedestre poderá parar o trânsito de veículos com um simples aceno de mão. Se o pedestre levantar o braço ainda na calçada, pare e dê passagem. Mas fique esperto: um olho no pedestre e outro no espelho retrovisor porque quem vem atrás pode não perceber sua ação! Muito tempo atrás, no Rio de Janeiro, parei em um semáforo para pedestre e levei uma batida por trás! O motorista ainda reclamou afirmando que “ninguém pára nestes semáforos!”. 

Mas como toda ação criada sem o devido estudo, as determinações municipais já começaram a gerar confusões. Já se vê pedestre fazendo sinal de mão em faixas equipadas com semáforo específico. Quando houver o sinal luminoso, prevalece a regra universal: hominho vermelho parado, fica na calçada; hominho verde andando, atravesse! 

Outra situação que já vem causando incidentes diz respeito à conversão à direita. Segundo determina a lei “Deixar de dar preferência a pedestre/ciclista atravessando a transversal é infração grave, sujeita a 5 pontos na carteira de habilitação e a uma multa de R$ 127,69. O que ficou faltando nessa regra? Informar se vale para vias expressas, ruas, grandes avenidas e se na transversal tiver, ou não, o sinal luminoso! Imagine um carro parando na faixa da esquerda de uma grande avenida de mão única para aguardar os pedestres atravessarem a faixa! Faltou mudar as faixas de pedestre de lugar, tirando da esquina! Aguarde para breve muitas colisões.

Para nós motociclistas é uma temeridade parar na via lateral da marginal, por exemplo, tornando-nos um alvo fácil para motoristas de veículos pesados. Antes de criar essa regra também era necessário analisar a mudança do local da faixa.

Outra regra que será intensificada é parar sobre a faixa de pedestre. Mais uma vez esqueceram de mudar a faixa de local, porque em muitas esquinas só é possível observar a rua transversal se o veículo estiver em cima da faixa! Como saber se vem um caminhão pesado sem colocar o carro ou a moto sobre a faixa de pedestre?

Em suma, estas leis foram criadas pensando em algum outro lugar que pouco tem a ver com São Paulo. Essas leis não são novas e só estão sendo lembradas para tentar trazer um pouco de civilidade na maior cidade que receberá jogos da Copa do Mundo em 2014. O objetivo é tentar adequar nossos motoristas ao padrão dos turistas internacionais.

Claro que são muito bem vindas e inclusive acompanhadas de outras, mas merecia um pouco mais de cuidado na redação dos textos (para variar) e na observação do atual status da cidade. Algumas faixas precisão mudar de lugar urgentemente sob risco de corrigir de um lado e estragar de outro.

Uma regra que criaria imediatamente é punir da forma mais severa possível – incluindo prisão em flagrante – todo motociclista que deliberadamente trafegar na calçada como forma de driblar o trânsito. INCLUSIVE OS MOTOCICLISTAS DA POLÍCIA! Acho um crime rodar de moto pela calçada sob qualquer pretexto. Deveria receber uma punição com perda imediata da carteira de habilitação e multa pesadíssima.

E não pense que essa atitude é exclusiva de motoboys, porque cansei de ver donos de BMW, Ducati e Harley-Davidson trafegando solenemente pela calçada como se fosse uma extensão da rua.

Faixa de pedestre – Pintou a faixa, fique ligado, se não houver sinal luminoso (semáforo) a preferência será sempre do pedestre, especialmente nas conversões à direita. Sim, mas fique de olho no retrovisor também, porque alguém pode não perceber a redução de velocidade! Quando não houver semáforo, se o pedestre levantar o braço é sinal de que vai atravessar. Pare a moto e espere, porque é a vez dele!

Fora da faixa – Uma facilidade proporcionada pela moto é circular nos corredores, entre os carros. Redobre a atenção quando passar ao lado de ônibus e caminhões porque pode surgir um pedestre de repente. Uma dica: fique de olho até por baixo dos veículos pesados porque pode-se ver as pernas dos pedestres!

Ponto de ônibus – Quando se aproximar de ponto de ônibus ou estação de metrô fique ligado porque alguém pode estar mais apressado do que parece! Geralmente o pedestre corre olhando para a frente, olho nele!

Escolas – A lei já determina que se reduza a velocidade em área escolar, mesmo assim fique esperto porque nos quarteirões próximos têm maior movimentação de pessoas, especialmente crianças.

Carros – Um dos problemas atuais no trânsito é a película solar escura nos carros. Antes os motociclistas podiam ver o pedestre através dos carros. Hoje não é possível, por isso fique mais ligado ainda porque seu campo de visão está limitado. Mantenha distância porque o motorista pode frear para o pedestre sem que você perceba.

Moto-faixas – A novidade que veio para ficar – e crescer. São faixas exclusivas para circulação de motos. Mas alguns pedestres ainda não estão acostumados e se confundem quando vêem os carros parados. O farol aceso é lei, mas usar um capacete de cor clara e coletes refletivos também ajudam a ser visto pelos pedestres.

O que diz a lei:

Os principais enquadramentos e multas que serão intensificados em São Paulo são:
- Deixar de dar preferência a pedestres/ciclistas na faixa a eles destinada (gravíssima, 7 pontos, R$ 191,53)
- Deixar de dar preferência a pedestre/ciclista que não haja concluído a travessia (gravíssima, 7 pontos, R$ 191,53)
- Deixar de dar preferência a pedestre/ciclista atravessando a transversal (infração grave, 5 pontos, R$ 127,69)
- Parar sobre a faixa de pedestre na mudança de sinal luminoso (média, 3 pontos, R$ 85,12).