terça-feira, 4 de junho de 2013

#Dicas: 'Armadilhas' das ruas exigem atenção máxima do motociclista.

Colunista Roberto Agresti escreve sobre a vida por trás do capacete.
'Bituca, lata, garrafa pet... voa de tudo pelas janelas dos carros', conta.

Muita gente está familiarizada com a rotina por trás do para-brisa de um carro, e o G1 pediu que eu escrevesse sobre como é a vida por trás do capacete de um motociclista. Parte dela é a já conhecida interação, nem sempre cordial, para dizer o mínimo, com os motoristas: reclamações por parte deles para as constantes buzinas (pelo menos em São Paulo), as motos que “surgem do nada”, retrovisores arrancados, vidros que fecham de repente quando a moto fica emparelhada com o carro, etc.
Do lado dos motociclistas, as queixas contra os veículos que mudam de faixa sem dar seta ou na hora em que a moto vai passar, que dão fechadas, e por aí vai...
Mas quem está sobre a moto acaba convivendo com situações que os que estão fechados no carro nem percebem. Entre elas estão os “quase” OVNIS. Objetos voadores, mas que costumam ser bem identificáveis: bitucas de cigarro atiradas pelos motoristas de dentro dos veículos e até pelos pedestres nas calçadas, pedras que saem do asfalto, objetos que se desprendem das caçambas.
O que sai dos veículos impressiona: além de bituca tem copinho plástico, embalagem de batatinha frita, lata de cerveja, garrafinha pet... voa de tudo pelas janelas, e a toda hora. Tal imprevisto, fruto de falta de educação, desconsideração, irresponsabilidade e inconsequência – chamem como quiserem – é componente infeliz do dia a dia de qualquer motociclista.
Na maioria das vezes o objeto voador é driblado pelo motociclista com manobras arriscadas, às custas da habilidade e sorte. Porém, "matar no peito" as cinzas de um cigarro ou uma bituca acesa é algo inadequadamente muito comum no trânsito brasileiro, e obviamente 
Sobe-e-desce no asfalto
Outra armadilha cada vez mais comum no dia a dia dos usuários de motos vem de consertos realizados nas ruas e estradas, ou na preparação para o recapeamento. O G1 deu um giro por ruas no Centro de São Paulo para mostrar um pouco do "sacolejo" do dia-dia; veja no vídeo ao lado.
Os resíduos resultantes de remendos no asfalto ou da retirada da camada asfáltica antiga, técnica também conhecida por fresagem, são inimigos letais da motocicleta. A operação de conserto ou renovação da pavimentação tem bom propósito, mas raramente é acompanhada de necessárias medidas de segurança, tais como sinalização preventiva advertindo sobre a mudança do piso logo à frente e a limpeza durante o período de realização do serviço, por meio de uma simples varrição.
Se até um carro com quatro pontos de apoio no solo tem a dirigibilidade afetada ao rodar em asfalto recém-fresado e sujo, para uma moto, com sua já naturalmente pequena área de contato dos pneus com o chão, a situação torna-se crítica.
A falta de aderência causada pelo pedrisco e a poeira decorrentes da fresagem, associadas aos sulcos irregulares em sentido longitudinal, são uma prova de fogo para a habilidade de qualquer motociclista. E, se houver alguém rodando imediatamente à frente da moto, acrescente o arremesso do pedrisco e pó de asfalto pelos pneus de tal veículo. E como tudo sempre pode piorar mais um pouco, além de fresado e sujo, o asfalto pode estar molhado. Que trabalhão para o anjo da guarda, hein?
Nesta semana ocorreu um caso extremo, de uma moto "engolida" por uma cratera aberta depois que o asfalto cedeu, em rua de Ribeirão Preto (SP). O motociclista teve escoriações nas mãos e no rosto.
Pneu e óleo na pista
Neste malvado "cardápio" de terrores e sujidades que aterrorizam o motociclista, há ainda uma espécie de "prato do dia", aliás, de todos os dias: o pedaço de pneu dechapado de ônibus ou caminhões, verdadeiro clássico da “culinária” de nossas vias expressas de grandes centros e rodovias, inimigo cruel da segurança do motociclista.
Sua apresentação é variada, e tanto pode comparecer em versão "projétil", quando se desprende improvisamente da banda de rodagem de velhos pneus recauchutados, ou em versão "obstáculo", esparramado no meio da pista. Pedaço grande, pedaço pequeno, pouco importa.
Outro ingrediente frequente de nossas ruas é o óleo diesel derramado por caminhões e ônibus abastecidos de maneira descuidada. Especialmente em rodovias sinuosas, os quilômetros que sucedem ou antecedem postos de combustível são zonas de altíssimo risco por conta desse criminoso desperdício, que agride não apenas a segurança de todos os motoristas, mas também o meio ambiente.
Como conduzir a moto
Qualquer motociclista experiente sabe o perigo que representa rodar atrás de outro veículo sem manter uma distância de segurança considerável. Os riscos são variados, sendo o mais óbvio a impossibilidade de, em caso de desaceleração abrupta, evitar a colisão.
Porém, já que o tema aqui são as “armadilhas” da pista, vale lembrar que em situações em que é obrigatório reduzir a distância, como, por exemplo, em uma ultrapassagem, a motocicleta deve preferencialmente se posicionar no rastro dos pneus de quem vai à frente.
Trata-se de algo bastante óbvio uma vez que, se houver algo no leito da via, invariavelmente o carro, caminhão ou ônibus evitará o atropelamento do objeto, por vezes deixando-o passar por baixo do veículo. E, caso o motociclista esteja colado no meio do para-choque, sobrará o inevitável...
Também uma efetiva medida de segurança é tentar identificar um potencial risco, avaliando o tipo do veículo que roda à frente. Caminhões basculantes ou que carreguem caçambas de entulho podem, a todo momento, imprevistamente, deixar cair pequenos ou grandes "problemas". Basta que passem em uma irregularidade do asfalto que a carga pode vir de encontro ao desavisado veículo que vem atrás.
O perigo vem de cima
Outro risco potencial vem das cargas mal amarradas que podem voar a qualquer momento: tentar desviar de uma prancha de surfe pairando erraticamente pelos ares de uma rodovia pode ser uma boa história para contar. Se tiver final feliz, claro.
Enfim, não é preciso ter vasta experiência ao volante ou ao guidão para concluir que, na condução de qualquer veículo – e mais ainda nas motos –, manter-se alerta e estar devidamente equipado é condição obrigatória para chegar ao destino são e salvo.
Diante de tantos perigos, o exercício de prever o imprevisível é arte a ser desenvolvida. Quando a sujeirada toda por ruas e estradas, seja ela detrito, lixo ou resíduo, diminuirá? Quando a sociedade como um todo pensar de modo mais plural, menos egoísta, lembrando que uma pequena transgressão que parece conveniente e inócua, como arremessar um cigarro aceso pela janela de um carro em movimento, pode causar graves e imprevisíveis problemas.



Fonte: http://g1.globo.com/carros/dicas-de-motos

quarta-feira, 29 de maio de 2013

#Dicas: Saiba como evitar os maiores perigos de pilotar durante a noite.

Pilotar à noite significa encontrar situações com luminosidade reduzida. Por este motivo, o nível de atenção deve ser redobrado, uma vez que sua visão é prejudicada e pode ocorrer ofuscamento.
Conheça os riscos de pilotar à noite e como agir para percorrer seu trajeto com segurança:
Os riscos
Há redução na noção de profundidade e alteração na percepção dos espaços e movimentos. Além disso, os olhos deixam de perceber algumas cores com tanta nitidez, sendo o vermelho a primeira tonalidade a ser limitada – justamente a cor que sinaliza veículos à sua frente assim como os momentos de freadas.
Evite o ofuscamento
O farol dos carros que vêm na direção oposta – principalmente se estiver alto – pode provocar uma cegueira momentânea. Como uma reação imediata, os olhos tendem a se fechar quase que completamente, o que ajuda a minimizar ofuscamento. Mas você também pode ajudar a suavizar este efeito com uma medida simples: basta evitar olhar diretamente para a luz que se aproxima.
Atitudes seguras
Além de reduzir a velocidade de sua motocicleta, procure vestir peças claras e materiais com áreas que refletem luz. Mantenha o visor do capacete limpo e sem riscos, para não prejudicar ainda mais a sua visão. 




Fonte: http://www.michelin.com.br/

#Dicas: AQUAPLANAGEM: APRENDA COMO EVITÁ-LA.

Quatro atitudes positivas para você pilotar com segurança em solo molhado.
Sabe quando a motocicleta passa por cima de uma poça de água e, por alguns segundos, ela parece deslizar, sem que você consiga controlá-la? Esta perigosa experiência se chama aquaplanagem: é o momento em que a água se interpõe entre o asfalto e o pneu, fazendo com que seu veículo perca o contato com o solo.
Quando a motocicleta passa sobre a superfície molhada, forma-se uma espécie de onda à frente dos pneus. A banda de rodagem rompe essa onda, por sua compressão. O problema se dá quando a pressão do pneu é inferior à da água: sem conseguir empurrá-la, ele perde o contato com o solo.
4 dicas de ouro para evitar a aquaplanagem
1. Sempre confira a pressão dos pneus
Se os pneus estiverem 30% abaixo do recomendado pelo fabricante, a probabilidade de sofrer aquaplanagem aumenta significativamente.

2. Nunca ande com pneus gastos
Sem a profundidade do desenho de escultura, o pneu perde a capacidade de drenagem da água.
3. Diminua a velocidade antes da poça
Quanto maior a velocidade do veículo e mais profunda for a poça de água, maior a probabilidade de ocorrer aquaplanagem. Portanto a dica é pegar mais leve no acelerador, principalmente antes de entrar nas áreas com acúmulo de água.
4. Não acione o freio
Caso passe por cima da poça de água e sinta sua motocicleta perdendo o atrito com o chão, evite frear. Procure manter a calma e segure a direção com força, mantendo o controle sobre o veículo e deixando a motocicleta equilibrada.

Fique atento, para curtir o passeio numa boa!




Fonte: http://www.michelin.com.br/

#Dicas: Dicas para superar as derrapagens e irregularidades na pista.

Derrapagens, buracos e ondulações nas vias podem desequilibrar a motocicleta e ocasionar a queda do piloto – por vezes causando graves lesões, sério risco de atropelamento e diversos outros acidentes.
Para minimizar as consequências destes imprevistos, saiba como controlar sua motocicleta em duas situações limites mais comuns.
1. Derrapagem

O caso mais complicado de contornar é quando ocorre o travamento da roda dianteira. Nesta situação, libere a alavanca de freio e, em seguida, volte a acioná-la com suavidade para retomar a frenagem. Desta forma haverá maiores possibilidades de controlar sua motocicleta.
Se a derrapagem acontecer devido ao travamento da roda traseira – fato que ocorre com maior frequência - fixe o olhar na direção que deseja seguir e tente manter uma trajetória reta enquanto controla a derrapagem pelo guidão.
Neste caso, libere o acionamento dos freios e volte a acioná-los suavemente logo em seguida. E lembre-se: sempre mantenha a motocicleta em pé (nunca incline seu veículo).
2. Irregularidades na via

Buracos e ondulações na pista são obstáculos frequentes aos pilotos de motocicletas. Caso você encontre um destes imprevistos pela frente, procure levantar-se em cerca de 15 cm do assento com o auxílio das pedaleiras, para evitar um choque violento.
Enquanto estiver nesta posição, mantenha os joelhos flexionados e segure o guidão com força, mantendo braços e punhos prontos para receberem o choque.
Fique nesta posição apenas durante o tempo necessário, depois volte ao assento o quanto antes. 



Lobo, pilotando Atacama.



Fonte: http://www.michelin.com.br/

quinta-feira, 23 de maio de 2013

# Dicas: Conduzindo com vento e chuva.


Excelente texto, motivo pelo qual estamos compartilhando aqui no nosso blog:


Dependendo da sua experiência de condução, habilidade, preparação e tolerância ao risco, conduzir uma moto ao vento e à chuva pode ser um desafio divertido ou assustador se não estiver bem prevenido. Saiba como conduzir uma moto ao vento e à chuva e salvaguarde a sua segurança e a dos outros utentes da estrada.
A condução ao vento e à chuva: um processo de aprendizagem
Alguns moto riders evitam conduzir ao vento e à chuva, principalmente andar de moto no inverno em áreas com muita precipitação anual. No entanto, mais cedo ou mais tarde, todos os motociclistas acabam por ter de enfrentar as más condições atmosféricas contra ou a favor da sua vontade.
Quando surgir a necessidade de conduzir ao vento e à chuva, deve pensar que isso faz parte de um processo de aprendizagem único que lhe vai permitir desenvolver novas habilidades e competências como motociclista. Andar de moto ao vento e à chuva é assim um desafio que separa os bons dos maus condutores. Por exemplo, quando os ventos estão fortes e se encontra a chover muito, as corridas de MotoGP não são canceladas, o que significa que a máquina e o homem se conseguem adaptar às exigências do mau tempo.
Quais os acessórios indicados para conduzir uma moto ao vento e à chuva?
Se existem momentos em que a maioria dos riders concorda com a escolha de um capacete que cobre toda a cara, andar à chuva é seguramente um deles. Sem proteção facial, as gotas de água da chuva e os ventos fortes parecem picadas de abelhas quando o motociclista viaja a alguma velocidade.

Por outro lado, ter roupa apropriada também é vital para combater a chuva e as fortes correntes de vento que se fazem sentir ao volante de uma moto. Existe equipamento próprio para andar de moto no inverno, como o fato térmico, a balaclava, as luvas e o calçado com sola de borracha, entre outros acessórios mas, o mais importante é que o motociclista se mantenha sempre quente e confortável para viajar com a máxima segurança.
Tenha em atenção que deverá utilizar uma camisola interior de lã ou de poliéster para ficar mais protegido do frio e da chuva. Assim ficará o mais aconchegado possível e à conta disso cometerá menos erros.
Quando os meses frios se estiverem a aproximar, deverá testar o seu equipamento num dia chuvoso perto de casa, pois ao fazê-lo conseguirá conviver bem com a chuva e com o vento em vez destes estragarem o seu dia e a sua viagem.
Quais os aspetos a ter em conta na condução de uma moto ao vento e à chuva?
Para conduzir uma moto ao vento e à chuva com a máxima segurança, é necessário atentar para os aspetos seguintes:
A tração da moto
A água da chuva faz com que o asfalto fique mais sujo, o que faz com que os pneus da moto percam parte da sua aderência. Depois das primeiras chuvadas, as sujidades e os resíduos de óleo e de combustível acumulados na estrada formam uma camada escorregadia que dificulta a travagem de um veículo de duas rodas.
Uma forma de testar a tração de uma moto passa por prender, de uma forma rápida e cuidadosa, o travão traseiro. Trata-se de um teste que também funciona com o piso seco e é uma forma de ver como o pneu está a “agarrar a estrada”. Deve ser feito apenas numa parte plana da estrada e não em curvas, caso contrário a roda traseira sairá de linha.
No entanto, os moto riders devem ter em atenção que existem determinadas zonas de risco na condução de uma moto ao vento e à chuva como, por exemplo, os pavimentos que foram recentemente pintados, reparados ou alcatroados, algumas superfícies de concreto e estradas com gravilha, areia ou óleo.
Como andar em segurança
Naturalmente, as palavras de ordem para andar de moto em segurança numa estrada molhada são: reduzir a velocidade e ter muito cuidado com as manobras realizadas. Assim, deve manter o corpo relaxado para a moto andar normalmente e usar os travões de uma forma progressiva e não de uma maneira abrupta. Além disso, deve acelerar suavemente e andar numa velocidade acima da recomendada, de modo a evitar derrapagens da roda traseira.
A aquaplanagem acontece menos com um pneu de moto arredondado do que um pneu de automóvel, mas, quanto maior for a velocidade e o tamanho do pneu, maiores serão as possibilidades de derrapar. Os pneus de chuva têm mais furos que os pneus secos de alto desempenho para escoar melhor a água, o que faz com que adiram melhor à estrada.
A visão do motociclista e a visibilidade da moto
Quando as condições climatéricas são desfavoráveis para a prática da condução de uma moto, os motociclistas devem deslocar-se para o centro da faixa de rodagem, de modo a serem vistos por todos os utentes que circulam na estrada.
Tenha em atenção que devido à cortina de água que é provocada pela chuva e pelo embaciamento dos vidros dos carros, os condutores dos automóveis também podem ter muitas dificuldades de visão. Assim sendo, deve manter os máximos da sua moto ligados para ver melhor e para ser visto e identificado por todos.
Os óculos ou lentes amarelas e cor de laranja também podem ajudar a acuidade visual de um motociclista, especialmente na condução durante o dia, pois faz com que o ambiente seja mais claro e não tão soturno. As cores refletivas e de alta visibilidade são também muito importantes, pois, identificam o motociclista e mostram o local que ele ocupa na estrada. É por isso que os capacetes e os fatos térmicos têm muitas cores fluorescentes e brilhantes.
Os ventos e as trovoadas
Existem vários tipos de motos com carenagens muito leves e estas geralmente são mais suscetíveis aos ventos laterais. Dessa forma, é necessário que o motociclista se incline ligeiramente contra o vento para se manter equilibrado. No entanto, deverá estar pronto a compensar essa ligeira inclinação se o vento parar subitamente.
Tenha também em mente que não é aconselhável andar de moto quando está a trovoar, principalmente se estiver na zona de ação dos relâmpagos, uma vez que existe a possibilidade de ser eletrocutado.
A importância da distância de segurança
A condução segura de uma moto implica que os motociclistas mantenham uma distância de segurança dos outros veículos que circulam na estrada. Quando as condições atmosféricas são adversas, a velocidade de andamento deve ser menor e a distância de segurança que separa todos os veículos deve ser maior. No entanto, muitos riders que tendem a seguir muito de perto a traseira de um automóvel não conseguem mudar os seus hábitos quando está a chover. Ao fazerem-no, estão a colocar a sua vida e a dos outros em perigo, pois, o risco de ocorrer um acidente ou uma fatalidade por não respeitar as distâncias de segurança é muito grande.

Fonte texto: http://motoclube.com/artigos - acessado em 22/05/2013.

Lobo


Forte abraço e boas estradas.